sexta-feira, 15 de junho de 2007

Não há sábado sem sol...

...Domingo sem missa e...manhã sem birra!!!
A estrela, é sempre a mesma, o G.! Ele hoje de manhã disse aproximadamente 60 vezes (aproximadamente porque tenho medo de falhar por defeito) " eu não hero ir à eshola!".
Disse-o demasiadas vezes e demasiado alto para aquela hora da manhã (ainda assim não havia maneira de o J. acordar...).
Já ganhei uma certa imunidade a estas manifestações irascíveis do meu filho, quer pela frequência com que elas acontecem quer pela sua intensidade. Acho que só lhe dei uma explicação sumária das razões porque ele tem que ir para a escola, tal como os irmãos e como a mãe, que vai trabalhar. Depois deixei-o gritar, chorar, espernear mais 59 vezes, aproximadamente, até que finalmente começa a dizer "eu porto-me bem!", ainda na tentativa de me convencer a deixá-lo ficar em casa. E como eu gostaria de lhe fazer a vontade...!
Aproximo-me dele, dou-lhe colo, que ele finalmente aceitou após vários convites, e vamos para a sala para ele beber o "leitinho no bibão". Digo-lhe que ele vai para a escola porque pode brincar com os amigos, fazer jogos e brincadeiras, não é por se portar mal, porque ele porta-se muito bem, é um menino muito bonito e que vai ficar calminho e obedecer à mãe, não é?!
Acalmou-se a fera e já pude continuar a minha correria para tentar chegar o menos atrasada possível ao meu trabalho.
Será que se eu fizer birrar, espernear e gritar bem alto (olhem que eu consigo) e disser "eu não quero ir ao trabalho! Eu porto-me bem!" alguém me faz a vontade?!
Há dias em que eu gostava de ser só mãe!

3 comentários:

saloia disse...

:)

olá Isabel

...mas eu sou tb portuguesa! tenho dupla nacionalidade e os meus pais nasceram os dois no Minho.

bom fim de semana. para todos!

Mary

GRAÇA disse...

Muitas me questionei se deveria trabalhar ou tratar exclusivamente dos meus filhos, especialmente quando adoeciam e eu tinha que os deixar, saí muitas vezes de casa com os olhos rasos de lágrimas. Mas é a vida … … ou seja os empregadores não se compadecem com situações destas, e quer acreditem ou não nós mulheres temos essa desvantagem. A minha opção foi tentar conciliar o emprego e a família ( dado que os nossos queridos maridos não podem chegar 1 minuto atrasados ao B…) andei estes anos todos numa correria mas até agora o resultado não se tem afigurado negativo ( vamos indo e vamos vendo, como diz o ceguinho )
Agora que já estão mais crescidos tudo é mais fácil, são mais independentes e a Isabel vai ver que daqui a uns anitos vai recordar com sorriso as birras de G. os desamores do J. e as malandrices da L.
O Daniel perguntou-me ontem que idade tinha quando me apaixonei pela 1ª vez , ao que lhe respondi prontamente –“ Suponho que teria mais ou menos a tua idade “, pensei que desta forma o rapaz se iria sentir mais à vontade e dizer mais qualquer coisa , mas não, ficou-se por ali.
Isabel, o rapaz está apaixonado, quem será a malandra que me vai roubar o meu filho ? Estou ruída de ciúmes, acredite. Ainda bem que aproveitei todos os bocadinhos para estar com os meus filhos, deixei-os dormir connosco sempre que tinham medo, mesmo com o pai contrariado, sempre pensei que tinha que aproveitar enquanto era a 1ª opção deles ( agora já anda outra a fazer-me concorrência ) . Mas isto irá fazer parte de outras histórias … … … talvez de outras crónicas.

Bjs

Graça

Baguigolas disse...

Tb eu! Ai, apetecia-me tanto fazer birras por essa mesmíssima razão ás vezes!