quarta-feira, 17 de outubro de 2007

XXL


Aquela sou eu, em tamanho XXL...


Sempre fui gordinha, cheinha, redondinha, pelas minhas palavras, espaçosa...que pelo menos tinha graça e não era tão piedoso.


Na infância sempre usei vestidos sem cinta, para esconder a barriga indisfarçável.


O peso a mais precipitou a minha saída do ballet, aos 12 anos, que é uma frustração ainda não resolvida, até porque, naquela idade, foi de uma profunda injustiça da professora, que me excluiu por esse facto (logo eu, que nem era prima da Moby Dick..., mas havia lá quem fosse...)


De uma família de barrigas generosas e ancas largas (há quem diga parideiras, mas nenhum dos meus filhos saiu por lá...), sempre me desculpei com o factor genético para esconder a minha lambarice. A viver ao lado da mercearia do meu avô, manter a linha não era muito fácil...


Cresci gordinha, sempre contrariando essa tendência com exercício físico e só alcancei o corpinho top model nas vésperas do meu casamento, para o que contribuiu uma brutal gastroentrite nervosa.. :)


Vieram os filhos, sem grandes intervalos no meio e só depois do 3º é que a coisa voltou ao sítio.


Há alguns anos que visto S e até XS (que gozo que me dá perguntar se não tem mais pequeno!!!) e até compro as roupas à primeira (sem apertar na cinta, alargar na anca...excepto subir a bainha, porque esse registo não se resolveu...). Até já tenho número certo de roupa, coisa impensável há uns anos atrás.


A quem me pergunta como é que isso aconteceu, eu respondo que tenho 3 personal trainner's em casa.


Porque é que estou a falar disto tudo, que devia ser íntimo e reservado?


Porque quando encontrei esta fotografia deu-me uma vontade de rir incontrolável...de mim!


(Agora posso!)

8 comentários:

Elsa Castelo disse...

Também eu com a idade que terias nesta fotografia era tão gordinha e comilona que o pediatra sugeriu aos meus pais que me cortassem na ração :)

isabel disse...

Essa sugestão tb foi dada aos meus pais pelo...Padre...
:)

Belém disse...

Afinal ser gordinha não foi uma fatalidade e anos depois é pretexto para este post tão giro que me deu para sorrir do princípio ao fim :)

Carla Morais disse...

Eu era tão magrinha que sempre fui a olivia palito da turma... Depois, quando passou a parvoíce do complexo... engordei! :-P

E olha que tu em xxl eras bem linda, deixa lá!

ticopei disse...

Tanbém eu sempre fui assim para o anafadinha... De tal forma que a minha irmã metia-se imenso comigo e dizia:
-Que linda estás... Assim, grande, grossa, linda!
(Reparaste no adjectivo GROSSA?)Pois, fazia-me sentir sempre bem... E ironicamente hoje em dia virou-se o bico ao prego e as aparências trocadas... É que estes dois Personal Trainers e as imensas viagens que faço taratm do resto (apesar de estar agora com problemas com o meu colesterol...Ups)

Mónica disse...

Como eu gostava que os meus 3 tb fossem os meus personal trainers! :-)))
Em mim, o stress tem um efeito contrário ao "normal" das outras mulheres ... é o que faz ter a mania de querer ser diferente! :-)
Bj

claudia disse...

Eu também nunca sofri de males de falta de apetite! e não sendo hoje uma perfeita sereia, também não me dou completamente mal. Mas continuo a ter de controlar o meu apetite!!

;)

APO (Bem-Trapilho) disse...

o meu drama sempre foi o oposto! e ainda é! Não deixa de ser um drama tb! enganem-se as que pensam que: "Ahhh é magra não tem problema nenhum! Está a queixar-se de barriga cheia (ou melhor - vazia!)!"
Mas não, ainda hj luto para não emagrecer, ou será melhor dizer desaparecer! Nem mesmo a filhota nascida por via natural (e grandota diga-se) veio alterar a situação.

bjinhos :)