terça-feira, 24 de março de 2009


Será possível que alguém fique viciado num escritor?

Será possível ler a história que as palavras contam com a emoção de quem vive o romance? Não sei se são fases ou manias ou tendências de gosto.

Não sei sequer se há quem ache falta de gosto, mas gostos também não se discutem!


O que eu sei é que li (quase) todos os livros escritos pelo Tiago Rebelo com a emoção do primeiro, sentindo na pele a vida de cada uma das personagens, descritas de forma magnífica, com características únicas, inconfundíveis, como quem assiste à rodagem de um filme.
Fecho o livro com a h
istória a latejar na minha cabeça, com ânsia de retomar o enredo, de ler e reler os avanços e recuos duma vida que não é a minha.


Escritos com um rigor histórico irrepreensível e uma sensibilidade humana fora do comum. E fica um vazio quando chego ao final da última frase, com pena de o deixar, com receio de me esquecer, com saudades daquela vida, que podia ser a minha.

Terminei agora "Encontro em Jerusalém" e estou com muita dificuldade em voltar a pôr o livro na prateleira...


Bravo!

2 comentários:

Marta Mourão disse...

Não conhecia esse autor, mas fiquei com vontade de folhear uns livros dele :)

Natália disse...

Sim, já me aconteceu.
Não, não é falta de gosto,mas sensibilidade.
Mais uma vez o seu texto é contagiante.
Não conheço este escritor.
Acontece-me frequentemente gostar muito de um livro de um escritor, ir atrás dos seus livros e pelo caminho sofrer uma ou outra decepção.
Por outro lado, sinto algum arrependimento por me sentir afastada dos escritores portugueses...
Com o seu entusiasmo... vou procurá-lo.