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quarta-feira, 30 de maio de 2012

all star




Vem aí um bébé, a passo lento e tranquilo, para encher de risos uma casa nova e dar novo sentido ao nome de família. 

Vai ser a estrela da casa (all star), a dele e a nossa, de tão desejado que é pelos primos. 

Nos últimos tempos discutem os nomes, decidem os dias que vão cuidar dele e a cama onde ele irá dormir. Reviram as roupas do baú a escolher os fatinhos do bebé e ficam incrédulos quando percebem que já couberam dentro deles.

Ainda sem saber se é menino ou menina, estamos à sua espera, ansiosos por olhá-lo nos olhos e dizer-lhe o quanto somos felizes por ele existir.

E as boas vindas dão-se com cores alegres, como o vermelho, que parece que dá sorte e sorte, nunca é demais.

O desportivismo dos pais não nos deixou dúvidas na escolha dos primeiros sapatinhos, que só poderiam ser sapatilhas, com "cordões a sério", como dizia a nova mamã ao abrir a caixa do capitão américa.

Dentro da caixa, colocamos também boas energias e muita alegria de viver, para que a sua vida ilumine as nossas vidas!




O modelo das sapatilhas vem na última edição da marie claire idées e os fios são Universa, daqui.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Aprender a tricotar com a Burda


A partir do final do mês de Fevereiro e durante todo o mês de Março, aos sábados, vou estar por aqui, para partilhar tudo aquilo que as agulhas me vão ensinando enquanto os novelos se desenrolam.




Faremos peças para vestir, para aquecer e para mimar aqueles que mais gostamos.

Vão ser momentos bem passados, com projetos novos todos os dias e espaço para muita criatividade!

Gostava de vos ver por lá!

   

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Academia Anchor



Há uns anos atrás inscrevi-me na recém criada Academia Anchor, na Coats & Clark, aqui em Gaia, para aprender a bordar. 

Com a minha mãe aprendi a costura, o tricot e o crochet. Chegaram as crianças e tive vontade de explorar o ponto de cruz, mas faltava-me o bordado "sem esquadria" que tanto me fascinava nos lenços dos namorados.

Aprendi aí a bordar e a experimentar as belíssimas criações que um fio pode fazer num simples tecido.
Em bordado livre ou em ponto aberto, eram inúmeras as escolhas e as experiências partilhadas.

Nesta altura surgiu o convite para estar do outro lado da mesa e dividir com a Bia este gosto pelos fios e pelos tecidos. Com ela ficaram os bordados, as bainhas e os crivos "impossíveis" de imaginar. Comigo estava o tricot, o crochet e o patchwork. Ao longo de 3 anos partilhamos projetos, desenvolvemos técnicas, fizemos o enxoval dos bebés que nasciam neste grupo de avós, mães e filhas. Não havia programa estabelecido, projetos definidos nem níveis de aperfeiçoamento. Aprendiam-se novas técnicas, materializavam-se alguns desejos e a criação saia ao sabor do momento.

No entanto, no ano passado interrompi este trabalho por necessitar de uma pausa numa fase mais agitada da minha vida pessoal e profissional. 
Propus-me fazer atividades ocasionais (workshops) em áreas diversas e ideias não faltaram, mas este veio a ser um programa permanentemente adiado por mim, que acabei por me conceder um ano sabático.

Este ano decidi voltar à Academia, retomando o tipo de trabalho que tínhamos, ao sabor da vontade, da necessidade e dos gostos de cada uma. Entretanto, as agulhas não pararam e os tecidos tomaram novas formas e por isso, volto com ideias novas e projetos a vários "andamentos".

Se tiverem vontade de retomar as agulhas e os tecidos, a partir do próximo mês de  Novembro estarei com a Bia na Academia, aos sábados, no horário habitual, e levo comigo o tricot, o crochet e o patchwork para partilhar convosco.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Zeca

Este é o Zeca, um urso, que faz companhia no sono do Gonçalo.


O Gonçalo queria um boneco novo para abraçar durante a noite e escolheu este urso polar, de focinho afiado e orelhas minúsculas. Quem o desenhou chamou-lhe Otto, nós chamamos-lhe Zeca.

Nas prateleiras da loja escolheu esta lã, que é "fofinha e branquinha" como queria o seu urso.



Foi levado num saco para a um fim de semana a dois, sem crianças, sem birras, sem zangas nem ralhetes, para retemperar energias e voltar a ter saudades de cada um deles.

Nas agulhas fui tecendo a tranquilidade que precisava de trazer no regresso.


O Zeca chegou a casa e aliviou a tensão das manhãs madrugadoras e tem ajudado o Gonçalo a despertar mais tranquilo, mais autónomo e muito mais animado para o dia que custa a começar.

É um amigalhaço, este Zeca!
Parece que resultou!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Matilde




A Matilde é um elefante de tromba esticada, tem olhos dengosos e toque macio.
De cor azulada e do tamanho do abraço, dorme com a Leonor há mais de uma semana.
Depois de escolher o modelo, decidiu a cor e pediu pressa, muita pressa para ficar pronto.
Chama-lhe Matilde, que é o nome que gostaria de chamar a uma irmã, se assim acontecesse.

Hoje partiu dentro da mala que voou com ela para lá do oceano, onde também se canta em Português. Leva com ele o cheiro de casa, dos abraços da mãe, dos beijos do pai e das brincadeiras dos irmãos.

Conto com a Matilde para lhe aconchegar as noites e sossegar as saudades.

Às minhas, vou fazendo o que posso...

domingo, 21 de março de 2010

macaco

Agora que estão crescidos, é que se afeiçoaram a bonecos para dormir. Se calhar é porque já não fica a mãe ou o pai deitados com eles na cama, a ver as estrelas, até que os olhos se fechem e o dia acabe. Talvez!
Procuraram nos livros e nas revistas e escolheram qual seria o boneco que lhes iria fazer companhia. Foram às prateleiras e escolheram também as cores, ao seu gosto, de acordo com a sua imaginação.
É assim que o macaco do Gonçalo é laranja e cinzento, com pernas grandes e braços compridos, para dar abraços enormes.
Ao meu ritmo, lento e demorado, fui completando os membros e cozendo ao corpo, para que, enquanto tricotava outras partes, o macaco já pudesse dormir lá na cama, só com patas, e depois com mais um braço, e depois com os dois braços acima das patas, e também com orelhas para agarrar e ainda com cauda, para que pudesse finalmente dormir inteiro nos seus abraços apertados.
Os olhos, bordados quase ao acabar, azuis pois claro, que cá em casa não entram olhos de outra cor.


Segue-se agora um elefante, para afagar as noites da Leonor, que daqui a nada, vai dormir uns dias noutras paragens, sem a nossa companhia, para lá do Oceano.
Acho que vou precisar de fazer um companheiro para mim também...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

enovelar


Tenho uma manta nova já à espreita, numa pilha de novelos de cores quentes e aconchegantes. Decidi que não lhe deito a agulha enquanto não acabar a manta em zig zag, que ando a crochetar há um par de meses.

E não fizesse eu tantos zig zag's nos meus trabalhos e ela já estava a cobrir outras pernas para além das minhas.
A lã que vou usar para a manta não saiu das prateleiras da loja, mas se a experiência resultar, é bem capaz de ir lá parar.
Passo das riscas para os quadrados, num trabalho mais portátil, mais adequado para esta fase do ano. Há muito que não usava meadas e já não me lembrava da animação que é enovelar o fio que gira na dobadeira.

A minha mãe deu voltas aos sacos e aos trapos e recuperou esta verdadeira relíquia. Em madeira e com o preço inscrito a lápis na caixa (390$00), a dobadeira já cá mora e passou por várias mãos mais pequenas.



A colaboradora mais activa foi a L. que fazia do processo uma autêntica de brincadeira, que superava um bom mergulho na piscina. Perguntou-me se eu ajudava a minha mãe quando tinha a sua idade que eu disse-lhe que sim, que era tarefa minha.
- Então podes-me deixar sozinha a dobar a lã, também quero fazer parte da história da família!




É poeta, a miúda!


terça-feira, 3 de março de 2009

desmanchar

Mais de um mês em salas de espera, noites de sábado, finais de serão (e filas de trânsito) para desmanchar em 5 minutos e ficar com 4 novelos na mão.


Andava para fazer este modelo desde que o vi e pensei que tinha encontrado o fio certo para o vestido.

Às cegas e ansiosa por começar, montei as malhas de acordo com as instruções e segui o modelo mais pequeno, porque eu não sou propriamente alta e espadaúda como aquela loira alemã da fotografia. Só quando acabei as costas e uma manga, 70 longos centímetros de intrincado tricotar é que me apercebi que o modelo é lindo, mas as medidas não correspondiam à malhas, nem o fio era da mesma espessura do outro, e o resultado, não foi definitivamente o mesmo.

Ainda empatei uns dias e chateei umas amigas com perguntas desnecessárias para respostas óbvias.

Se não gostas, se não te vais sentir bem lá dentro, desmancha!!! Não é isso que tu nos dizes também?!

É (Raquel), é mesmo isso, e logo eu que não consigo olhar da mesma maneira para uma coisa depois de lhe encontar um defeito. Fico sempre a vê-lo e, enquanto não desfaço o mal feito, esforço-me a procurar razões para não o fazer.
Enfim, falta do que fazer!

Sou uma tricotadeira de revistas, dificilmente tiro um modelo só de vista, tenho que ler, reler, traduzir, contar e medir e ter a certeza, ou pelo menos, a forte probabilidade, de que o final é o que se vê na imagem.

Correu mesmo mal desta vez, e depois de reduzir tudo a fio, comecei outro trabalho, com outro fio, outro modelo, noutra língua e já vou com quase 30 cm de manga.

Depois hei-de voltar àquele, porque ele também não se há-de ficar a rir de mim!!!



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

lã para o bebé



Esta camisola foi feita para o Francisco, que cresce dentro da barriga da Ana a toda a força. Numa cor quente e com textura suave, para o aconchegar nos primeiros tempos por cá.


Espero que ele goste!



O modelo está aqui, para quem quizer aquecer mais bébés. As cores são imperdíveis!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

cronometrado


Os dias passam a uma velocidade estonteante, já não sobram horas para quase nada e tudo se decide de um dia para o outro.


Por mais que programe, organize ou agende com antecedência, as coisas sucedem-se e o tempo não espera.


Com o J. no 5º ano e a dificuldade no estudo a adensar, vi-me na necessidade de registar os testes dele na minha agenda, para organizar todas as outras coisas que esta gente faz durante a semana, com tempo para estudar.


O teste de História estava marcado por estes dias, ainda longe, no mesmo dia em que uma amiga especial fazia 11 anos. O J. quiz oferecer-lhe um presente e pediu-me para fazer um cachecol com esta lã. Com tempo, pensava eu.

Mas os dias trocaram-se e o dia do teste, que era longe, deixou de o ser e afinal era no dia seguinte. Pois claro, o mesmo dia em que a amiga fazia anos.


Fiquei aflita, com o teste e depois com o presente da menina, que ainda não tinha entrado nas agulhas. E, a sair de um consulta às 8 h da noite, havia matéria para estudar, 3 banhos para dar, jantar para fazer e um cachecol para tricotar.


Inspira, expira, que não é assim que deve ser. Não sou eu que devo estar aflita e não é assim que ele vai estudar melhor a formação do Condado Portucalense.


Eles jantaram bem, cheiravam ainda melhor.

No dia seguinte, o J. foi com a matéria sabida e um presente na mochila, para aquecer um coração pequenino.


Ainda não me tinha visto nestes preparos...





domingo, 19 de outubro de 2008

a passo de caracol


É nesta condição que aceito encomendas, de amigos ou muito conhecidos: só se for a passo de caracol.

No Natal do ano passado, o marido da minha amiga queria oferecer-lhe um poncho e pediu-me para o fazer...dois dias antes da noite de Natal.

Bem me pareceu que eu andava a enganar as pessoas, sempre a correr, sempre com tralhas comigo, sempre com trabalhos em andamento, sempre com ideias fora da boca! Deu nisto! Uma encomenda com prazo de dois dias de execução. Nem pensar!
Por isso, desde essa altura só aceito encomendas a passo de caracol: Eu até faço, só não sei quando.

O que até traz algumas vantagens, permite escolher melhor o modelo, as cores, o fio e experimentar antes de entregar.



O modelo foi retirado de um livro fabuloso da Norah Gaughan, "Knitting Nature", que apresenta modelos em tricot ou crochet inspirados nas cores e nas formas da natureza.


Este é um caracol!!!


O fio é este, escolhido por quem o vai usar, porque já não estamos em idade para nos melindrarmos com (sem) as surpresas.


A passo de tartaruga vai também esta saia, mas desta vez o cliente, que sou eu, não é exigente com prazos.


terça-feira, 16 de setembro de 2008

sem tempo


Sem tempo para escrever, nem sequer para tricotar.

Quem me dera ser ela, assim avózinha, com tempo, com gosto, com fio e duas agulhas na mão.

domingo, 17 de agosto de 2008

Gorro em Agosto


Com a crescente falta de tempo, tenho que pensar mais com as palavras e menos com as mãos!


Que pena...


Mas se houver alguém a quem sobre um par de horas ao fim do dia, porque não experimenta este gorro para o frio de Agosto?! Ainda pode dar jeito!!!

Agora em português já não há desculpas para não deitar mãos às agulhas.

sábado, 19 de julho de 2008

workistó

nas palavras do G.... mas há quem lhe chame Workshop, que é mais chique. Eu, com a idade deles, ia mesmo para a Mestra!!!


Estes foram para crianças, com o intuito de criar uma oportunidade para brincar aos fios, às agulhas, aos trapos e às cores.


Com idades abaixo dos 10 anos, fizeram coisas de adultos e o fascínio era sempre para as técnicas mais ousadas.


No primeiro dia trabalharam os fios, de lã ou de algodão, e fizeram pompons para enfeitar colares, para oferecer à mãe, à tia, à avó...



A L. fez este, que lhe fica muito bem!








No final de cada sessão, cada um trazia para casa o material que usou, e foi um tal andar de produção de pompons, que conseguiu cativar a ala masculina da casa...







Na escola, os amigos da L. fartaram-se de enrolar fio e fizeram pompons para vender numa loja improvisada.



No mesmo dia, as mais velhinhas experimentaram o tricot com as agulhas luminosas e concluíram que o ponto só lhes saía bem quando as luzes estavam ligadas. Já ninguém fez um vestido para a boneca, mas uma bolsa para o telemóvel...sinais dos tempos!!!







Depois seguiram-se os bordados, em postais muito coloridos, que eram picotados previamente para depois serem bordados ao gosto de cada menina.





Esta rã bailarina ficou bem bonita e o ponto atrás aprendido na perfeição!










Ontem foi a vez do crochet e do patchwok, o mais ansiado por uma das meninas que finalmente ia aprender a coser numa máquina igual à da avó.



Destinada a guardar os trabalhinhos dos bordados, ficou linda a bolsa da Maria Luís. Tem um bolso no interior e uma alça ajustável. Um mimo! A avó agora que se prepare, pois tão cedo ela não dará sossego à máquina de costura.






Há quem diga que a ração não é para quem se talha, mas para quem a come!



Por isso, a nossa aluna mais velha de ontem, era um bocadinho mais velha do que todas as outras meninas, mas estava ainda em idade para aprender a coser à máquina e não deu o tempo por perdido.





Até ela ficou espantada com a elegância do seu trabalho! E não é para menos...


O gosto por estas coisas já se sabe que é mais coisa de fêmeas, mas os machos apareceram por lá e deram um uso diferente aos materiais, como este monstro dos dedais!!!








Hoje ainda haverá feltragem com água, para os mais pequeninos de todos, que se vão consolar a chapinar as mãos para criar bolas e formas divertidas com a lã.

Diverti-me muito e penso que eles também, a avaliar pela quantidade de vezes que chamaram Isabel, Isabeel, ISABEELLL quando caia uma malha ou precisavam de enfiar a linha na agulha, sem querer perder nem um minuto.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

tricot elevado a duas

Quando mãe e filha se juntam a tricotar, faz-se luz!




Às vezes, os pequenos pormenores são os mais importantes: a L. aprendeu a tricotar com agulhas luminosas!!!


Entre malhas caídas e muitas apanhadas, a menina desperta para os fios...




... e o menino também!



sexta-feira, 23 de maio de 2008

meias

Uma foi para aprender...




Duas são para brincar...



domingo, 27 de abril de 2008

my so called scarf

O Inverno todo a tricotá-lo (também só agora é que parece que acabou a chuva), mas finalmente ficou pronto.
Este cachecol foi feito com base num modelo denominado "my so called scarf" (aqui estão as explicações em português).
Inspirada no trabalho da Teresa, que prontamente me ajudou a perceber o modo de execução, de ponto em ponto, a fazer e a desmanchar, consegui enfim acabá-lo.
É curiosa a forma como as pessoas se disponibilizam a aprender e a partilhar num mundo virtual, onde (quase) ninguém se conhece, ou se viu olhos nos olhos, mas onde se encontram afinidades antes impensáveis.
Comigo isto tem acontecido diariamente, seja ao nível do crafts, das ideias, das emoções ou de qualquer outro assunto que seja blogado.

quarta-feira, 26 de março de 2008

calorimetry


Depois de umas voltas ao esquema, comecei e acabei esta fita num dia.

O modelo é simples e muito divertido de fazer. É muito quentinha e ajustável com um botão.

Aqui está a tradução para português (adaptado a uma cabeça mais pequena...)


Esta sou eu, lá é a minha irmã: descubra as diferenças...;D


Agora chovem encomendas: em rosa, para a L., em verde, para a L., em azul, para a L., multicolor, para a L........

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Lãs Noro

Já chegaram há uns dias, numa elegante embalagem de apresentação e deixaram-me rendida.
A partir de hoje, também já estão na ponta d'agulha, para que o prazer não seja só meu.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

yooo


Depois da 145662081º birra, e num teste à minha paciência, diz-me:
- Não fales de mal, fala a sorrir.

Passada a neura, experimentou o gorro novo, uma estreia da mãe nas agulhas circulares.