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segunda-feira, 25 de junho de 2012

precioso



Esperamos por um momento especial para oferecer a cada um dos nossos filhos um símbolo da profissão da nossa fé, que procuramos partilhar com eles em palavras, em atitudes e agora num pequeno objeto.

Por ocasião da primeira comunhão do Gonçalo e da profissão de fé da Leonor, prometemos a todos um presente especial e oferecemos-lhes um tesouro.

Guardados numa pequena bolsa, como verdadeiras preciosidades, esperamos que os terços que receberam os confortem e os fortaleçam nos momentos em que tenham necessidade de sentir Deus na pele.

Guardo o meu à cabeceira, que tantas vezes sossega as preocupações que me acompanham ao deitar, e que se vão suavizando à medida que as contas se desfiam por entre os dedos.




Já encontrei os deles debaixo da almofada. Parece que Deus já passou por lá!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

all star




Vem aí um bébé, a passo lento e tranquilo, para encher de risos uma casa nova e dar novo sentido ao nome de família. 

Vai ser a estrela da casa (all star), a dele e a nossa, de tão desejado que é pelos primos. 

Nos últimos tempos discutem os nomes, decidem os dias que vão cuidar dele e a cama onde ele irá dormir. Reviram as roupas do baú a escolher os fatinhos do bebé e ficam incrédulos quando percebem que já couberam dentro deles.

Ainda sem saber se é menino ou menina, estamos à sua espera, ansiosos por olhá-lo nos olhos e dizer-lhe o quanto somos felizes por ele existir.

E as boas vindas dão-se com cores alegres, como o vermelho, que parece que dá sorte e sorte, nunca é demais.

O desportivismo dos pais não nos deixou dúvidas na escolha dos primeiros sapatinhos, que só poderiam ser sapatilhas, com "cordões a sério", como dizia a nova mamã ao abrir a caixa do capitão américa.

Dentro da caixa, colocamos também boas energias e muita alegria de viver, para que a sua vida ilumine as nossas vidas!




O modelo das sapatilhas vem na última edição da marie claire idées e os fios são Universa, daqui.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Fui eu que fiz!

Em nossa casa, como certamente em todas as outras com gente lá dentro, há sempre muitas coisas para fazer.

Também aqui, como provavelmente nessas outras casas, o encargo maior fica por conta da "mãe" da casa que, para além de se encarregar pela sua gestão, executa grande parte das tarefas domésticas.

Foi sempre assim, e se calhar vai ser sempre assim, sem peso, sem mágoa, sem culpa. Acredito que faz parte da natureza das mulheres este empenho na busca da harmonia do espaço onde vivem, onde trabalham, onde estão e onde passam. É inato a qualquer mulher, colocar os objetos aos seu gosto e as rotinas ao seu jeito, mesmo as que rejeitam qualquer semelhança com o conceito de "fada-do-lar". Podemos resmungar, reclamar, protestar, mas no fim, o toque final é sempre nosso. 


Isto é o que me parece, que não sou homem, mas pelas amostras que tenho em casa dizem-me que deve ser mesmo assim.


Sem lamentos nem constrangimentos, que este blog não tem espaço para isso, digo que também estamos muito bem assim!


Na verdade, mesmo que a sensibilidade não desperte, nem o género facilite, o dever obriga e todos somos chamados ao esforço comum, mulheres e homens, meninas e meninos.


Com a chegada da "troika", o plano de contenção da despesa também se aplicou em nossa casa e houve necessidade de distribuir novas tarefas que chegam bem para todos.


O grosso dos trabalhos está a cargo dos graúdos, mas os miúdos assumiram igualmente funções muito importantes na organização da casa. Ainda que não apeteça, nem a preguiça permitam, não deixam de desempenhar com zelo e boa cara. Até porque, se não o fizerem, mais ninguém o fará. Foi este o acordo de família!


Se a Leonor não regar as plantas, elas murcham, se o João não levar o lixo lá fora, fica a cheirar mal cá dentro e se o Gonçalo não tirar a roupa dos cestos da roupa suja, ela nunca aparecerá limpa nas gavetas.


Aos poucos, vão sentindo que são parte de uma engrenagem que só funciona se todos fizermos um esforço. Afinal, só poderemos usufruir da companhia uns dos outros, a conversas, a brincar ou simplesmente a "estar", se tivermos concluído as tarefas de que nos encarregamos.


Mesmo que possa parecer repetitivo, cansativo e entediante colaborar, às vezes também é desafiante e eles vão sentindo que estão a crescer e que podem cuidar da família tão bem como os pais. 


Em tempo de férias, sem os deveres da escola a ocupar-lhes demasiado o tempo, têm ousado outras experiências em casa, para além das tarefas da "escala". O João já faz algumas vezes o jantar, ainda que sejam os pratos que ele mais aprecia, mas também não poderiam ser só desvantagens e tem-se saído muito bem, folgando-me uns preciosos minutos no fim do dia. 


Agora a Leonor também se juntou na cozinha e fez há dias a sua primeira sopa que, para ela, foi a sopa mais saborosa que alguma vez comeu. 


O Gonçalo deita a mão na massa para moldar uns apetecíveis biscoitos de canela.

Nesses dias a refeição é muito mais saborosa porque, dizem eles:
- Fui eu que fiz!



domingo, 1 de maio de 2011

da mãe

Volvidos 5 anos desde que aqui cheguei, é novamente dia da mãe!
Ao contrário do que aconteceu há 5 anos atrás, não tenho os meus "pintos" debaixo da minha "asa", que voaram para outros lados, em parelha com os amigos. Ficou connosco a Leonor que nos oferece a música de fundo deste fim de semana enquanto estuda piano para o concurso. Uma delícia para os ouvidos!
Os presentes, os abraços e os beijos foram ontem, em festejo vespertino entre mães, a deles e a minha.

Da minha mãe, recebi há algum tempo o melhor presente de filha, uma colcha de renda, feita em rosetas, ao longo de 30 anos, seguramente.

Depois de terminar a colcha da cama dela, às vésperas do seu casamento, com 420 rosetas e ziliões de "rabinhos de porco" na franja, a minha mãe sempre teve vontade de fazer uma colcha de renda para a cama de cada um dos filhos. Louvo-lhe a coragem!

As rosetas andavam sempre na bolsa, de rua e de viagem (quando ainda se podia embarcar com agulhas de crochet) e iam-se completando uma a uma, em contagem decrescente para um número que também ascendia às centenas.


Planeada para a cama de solteiro do meu irmão, rapidamente o rapaz cresceu mais depressa que a colcha, e saiu de casa sem a levar. 

Sem concorrentes à vista, pedi para mim esta magnifica colcha, e guardar com ela todas as memórias da minha mãe a dar a volta ao fio e ao quadrado, um após outro,  ano após ano, em tantos momentos e em tantos lugares do mundo.

Muda-se a cama, aumentam-se as rosetas, prolonga-se o tempo e ficou planeada para o dia do meu casamento.


O tempo voltou a andar mais rápido e foi a colcha de núpcias da minha mãe que fez as núpcias do meu casamento. Que grande honra!


Mas esta continuou nas bolsas e depois nas caixas e contadas as peças (550) ,escolhemos a renda para as juntar. E assim ficou pronta e se tornou um autêntico tesouro de família!


Está na nossa cama desde que o sol decidiu vir para ficar, fazendo do nosso quarto um lugar ainda mais luminoso!


sábado, 14 de agosto de 2010

férias antes das férias

Antes das Férias com letra maiúscula, fiquei uma semana só com eles, só para eles.
Esqueci tudo aquilo que queria fazer com tempo e corri os dias sem agenda, pelo menos a minha agenda.
Começamos a semana na constrolândia, e passamos aí uns pares de horas a criar formas, desenhar cores e a inventar brinquedos. 
A Leonor quis participar num concurso que estava aí a decorrer criando o incontornável piano de cauda.


O Gonçalo foi angariando ofertas, apresentando às vendedoras o seu melhor sorriso, e acabou a tarde com uma frota de barcos.


Irrepetível, o João fez-se fotografar com as figuras gigantes em exposição simulando cenas de plena acção cinematográfica.

Dias de praia e de  piscina, compras e cinema, os dias passaram depressa, a abrir o apetite para outros dias mais longos.


Ainda experimentaram a comida chinesa que estranharam um pouco, mas comeram até ao fim com os pauzinhos que receberam, e nem podia ser de outra maneira.



A ver o mar, acabamos o dia em que "tombei" 36 anos, a sentir o cheiro a sal bem fundo, com um sabor de um tempo muito bem passado.
 


 Enquanto nos preparamos para a viagem, fui mãe de "muitos menos", "manca" do mais pequeno que está a passar uma semana de férias a sul, a acompanhar o amigo Simão. Dói um bocadinho, que isto de se ser liberal não é fácil, mas os filhos não são nossos, são do mundo e o mundo é muito grande.




Assim que ele chegue, estamos de partida, pela estrada longa que nos leva até à cidade de Paris, a da Disney e a da luz, esta mais que a outra.  

Eu tenho a certeza que esta viagem ficará guardada para sempre nas suas vidas, ou não seja Paris a cidade mais bonita do mundo!

Allons-y!

domingo, 18 de julho de 2010

mãe de muitos mais


Este fim de semana, fui mãe de muitos mais. 

Aos 3 juntamos mais 3, um amigo de cada 1, 3 amigos para cada 1.

Parecendo mais difícil, tornou-se mais fácil, com tanta alegria e longas horas de brincadeira intensa. Ao fim da tarde de hoje custou-nos deixa-los ir de volta para casa, de tão nossos que foram estes dias.
Para o Leonardo a casa já não traz novidades e está sempre pronto para cá voltar. Diz que em casa do "primo" há regras e come-se de tudo, mesmo milho. Fecham-se os olhos e limpa-se o prato.


A Kika é a mais nova de 3 e uma casa cheia já não é surpresa para ela. Nova para nós foi a sua calma e tranquilidade, com interesses muito diferentes da Leonor, o que demonstrou que os opostos se atraem e se completam. Ela acabou mais vezes na água do que certamente era sua vontade e a Leonor sentou-se a reaprender o crochet e o tricot, o que não estava de certeza nos seus planos para o fim de semana.


O Simão era o mais novo dos amigos, e foi o único que estranhou a cama. Custou a adormecer e a noite não passou seguida. Apareceu no nosso quarto a meio da noite e juntou-se a nós como um dos nossos. Sossegou e voltou a adormecer, o que prova que abraço de mãe ou de pai é aquele que aconchega com carinho e protege dos maus sonhos. "Estava difícil, esta noite", diz ele despreocupadamente de manhã, ao sentar-se na mesa para o pequeno almoço.



Não falta nada para voltarem cá todos, estes e muitos mais!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

do Pai!


Encontrei este poema da Leonor, da época em que a escrita só lhe corria a rimar.
Não me lembro a que propósito nem em que contexto o escreveu, mas é assim que eles se dão, pai e filha.
Com os meninos, o pai é um deles, nem sempre o que se porta melhor, e é isso que eles lhe apreciam mais.
Invariavelmente, envolvem-se os quatro em brincadeiras radicais, na água, com a bola ou a ver a bola. Apesar de benfiquista desde pequeno, ele leva os filhos ao Dragão, num exercício de democracia desportiva, que lhe deve sair das tripas.
Eu, que estou ali atrás do cesto de basquete, escapo a esta agitação, que eles sabem que a mãe é mais de fios e trapos, livros e jogos de mesa, mimos de sofá e leite com bolinhos.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Voltaram

Voltaram os relógios, as rotinas, as regras e os trabalhos de casa.

Voltaram as horas de deitar e as desoras para acordar.

Voltaram as birras pela manhã e os despertadores silenciados à estalada.

Voltaram as mochilas para a escola, os lanches reforçados, as garrafas cheias de água e os lenços para espirrar.

Voltaram os horários para alinhar, artes para conciliar, a pedir reforços dentro e fora de casa.

Voltaram os fatos de banho molhados, o uniforme seco todos os dias e uns sapatos do ballet maiores.

Voltaram as pilhas de livros para encapar e os lápis para identificar.

Voltaram as chuteiras bem atadas e a guitarra na mala do carro.

Voltaram os lanches fora de casa e as bolachas para enganar.

Voltaram os depósitos cheios de combustível para quilómetros intermináveis.

Voltaram os lápis de cor e os cadernos para pintar.

Voltaram as agulhas de tricot para o saco, para as horas de espera e as filas de trânsito.

Voltaram os
invasores do ano passado, mas desta vez não me enganaram.


Até a minha agenda voltou à densidade habitual, com rasurados e correcções, das marcações e desmarcações.

E já tenho o nosso horário numa tabela de muitas entradas, com muitas cores, tantas quantas as actividades, em tantos outros lugares diferentes e demasiado distantes.



Dias assim fazem mais pela elegância do que um circuito de manutenção.


Estou como quero!




quarta-feira, 29 de julho de 2009

destes dias


Vai para 3 semanas que temos visitas em casa, entre sobrinhos e amigos dos meninos, à mesa nunca somos menos de 6 nem mais de 10 (e ainda nem chegaram as férias, a dos adultos, é claro!).
Montamos uma piscina maior, reforçamos a despensa com bolachas, iogurtes, pão e salsichas para os cachorros e maçãs, vários quilos de maçãs e temo-nos entendido cá todos. As camas também estão todas ocupadas e às vezes despacham-se 2 para a casa ao lado. À parte as habituais pegas entre irmãos e um ambiente sonoro com decibéis acima do permitido, ninguém resiste às rotinas da casa. Seja mãe, tia ou nada disso, aqui quem usa saia é mãe e se a mãe manda comer tudo, os meninos comem tudo e vêm o rosto espelhado no prato.
Com algumas folgas, obviamente, que eles não deixam passar despercebidas:
- Queres cenouras M.?
- Não, obrigado.
A L.:
- Eh, ó mãe, e nós temos que comer???
- Tem paciência, o M. não é meu filho e vocês são...
Diz ela...
- Ó tia!!!



Também já não me lembro de ir ver um filme para adultos e já sei os genéricos do Disney Chanell todos de cor. Em contrapartida, como pipocas sem constrangimento numa fila do cinema ocupada pelos netos da minha mãe e recebo mais abraços por dia do que poderia imaginar. Quando os ânimos se exaltam e os impulsos não se refreiam, vamos pintar, brincar e criar autênticas obras de arte.




Este foi o meu presente de aniversário, à minha espera desde as 7h30m da manhã, numa mesa posta com pratos e talheres para comer panquecas que eu haveria de fazer, enfeitado com um vaso desviado da janela da cozinha.



E agora com licença que eu vou festejar 35 anos a jogar bowling (e a levar com uma banhada de strikes marcados por eles) e a comer batatas fritas e pipocas, no meio de 4 abaixo dos 10 anos. Embora me apetecesse torrar ao sol da praia a fazer hexágonos de tecido, com agulha e linha, envolvidos nos papéis que eles me ajudaram a recortar. Mas não seria a mesma coisa...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

dia da família

É hoje e é internacional.
Há ordem para passear e brincar num espaço de lazer, dizem eles.
Que assim seja:


(estou "manca" de um, que se passeia por outros lados...)

Sei que é frase feita, mas mais do que qualquer outro "dia de", o dia da família devia ser mesmo todos os dias!



domingo, 3 de maio de 2009

da mãe



3 filhos de primeira qualidade
300 gr de beijos

200 gr de abraços
100 ml de mimos
sementes de bilhetes, postais e presentes
1 colher de chá de risos
1 pitada de essência de amor


Levantar à hora que os olhos abrem e juntar-se aos filhos que o pai despertou.

De seguida, adicionar os beijos aos poucos, alternando com os abraços e deixar repousar.

Deitar na mistura as sementes de bilhetes coloridos com poemas de encantar, postais em forma de coração e presentes e presentinhos.

Dissolver nos mimos uma pitada de essência de amor e cobrir com uma colher de chá de risos.
Envolver tudo à mão, com muito cuidado e deixar no forno quente do coração...a vida toda!

Shhh...é esta a minha receita do dia da mãe.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Travassos


Fomos a Travassos espreitar mais um bocadinho do Minho.




Dormimos ao lado do Museu do Ouro e vimos como ele se molda e se torce para encher as formas da mais fina filigrana.




Contamos as contas de Viana, que afinal não são feitas em Viana, mas na Póvoa de Lanhoso, das mãos de muitos ourives de Travassos.




Brincamos a sonhar com o Verão.


Trepamos paredes e telhados seculares, onde em tempos o Rei D. Afonso Henriques aprisionou a sua mãe, o malvado!...




... e olhamos de perto os castros de Lanhoso, uns redondos (pré-romanos) e outros quadrados (romanos), cobertos de colmo, como o avô explicou.




No regresso, apanhamos bogalhos e bolotas com chapéu.






E porque nem só de natureza e ar puro vive o Homem, rendemos-nos às altas tecnologias, que deram aos pais e aos avós uns bons minutos de sossego!





Este texto podia muito bem ter sido escrito por eles, se ele fossem menos ajuizados que a mãe e estivessem acordados a estas horas...0:55h...Boa noite!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Amigo dos animais

A paixão do Pedro já é blog.

O minizoo chegou à blogosfera, depois de uma breve apresentação.

Vou estar de olho.

Espreitem também!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

que é a minha cara!



Esta bolsa veio da Turquia e quem a comprou diz que foi primeira escolha.




- É mesmo a tua cara, é ou não é!?





O facto de ter sido a minha mãe a "fisgá-la" com o olhar, não foi um feliz acaso do destino, mas um instinto certeiro que partilhamos para os fios e os trapos.

Feita em patchwork e com bordados, não podiam escolher melhor.



Os presentes que os meus pais nos trazem das suas viagens contam muito daquilo que conhecem de cada um de nós.

Seja na Rússia, na Índia ou em Cabo Verde, em todo o lado encontram um objecto que melhor se identifica com os nossos gostos, o nosso trabalho ou até a animação do momento.



As malas já trouxeram partituras da Alemanha, sedas e pérolas da China, matrioscas do Harry Potter da Rússia, carros de madeira e amendoins da Guiné, aliás, muitos amendoins.



Na verdade o meu pai foi incapaz de comprar amendoins apenas a um dos meninos que lhos apresentou, mas também aos mais de 10 amigos que o acompanhavam. Durante uns tempos, lá em casa, nós só não viramos macacos porque comíamos sopa ao almoço.


Este episódio também deu para conhecer um bocadinho do meu pai, e prever que jamais iria deixar qualquer dos meninos levar os amendoins para casa, ou não fosse ele filho de merceeiro...



Se fazemos algum pedido especial antes na viagem, então "pior está o doente", porque galgam milhas para encontrar aquilo que lhes falamos vagamente. Com isto já puseram a minha irmã a estudar pilates em espanhol, a mim tricot em italiano e ao meu irmão... bem a ele não faz diferença porque a música é igual em todo o lado.



De todos os presentes guardo um bocadinho das suas recordações, do que nos contam, das imagens que mostram, que alimenta o bichinho daquilo que ainda quero conhecer.

Neles também me vejo ao espelho!


domingo, 10 de agosto de 2008

produção em série

Quando juntamos o nosso grupo de amigos, as crianças estão sempre em maioria relativamente aos adultos.

Para além dos meus muitos (3) e dos muitos do meu irmão (3), vêm cá mais 3 grupos de muitos (3+3+3), sendo que em dois há pares de gémeos.

Mas porque estes gémeos são propriamente gémeas, na hora dos presentes as contas são de multiplicar por três.

Esta semana consegui acabar um presente para umas,

e uma encomenda para outras.


Ufa!

A L. vestiu uma para a fotografia, mas, para meu alívio, disse que aquele não é do género dela.

terça-feira, 10 de junho de 2008

piquenique


Ao almoço houve piquenique no jardim da nossa casa.


Em dia de sol e em dia de "nada" (sem escola, música ou festas de aniversário) houve banho de piscina e almoço na relva.




Os dias podiam ser todos assim!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Avó radical!


A avó joga à bola, ao 4 em linha, segura a bicicleta e empurra o baloiço.


Também já experimentou o skate, para fazer deslizar as rodas que teimavam em prender, mas acabou o dia de Natal com um braço partido.


A avó está em todas, e com todos, sempre que pode. E ela pode muitas vezes, porque quer muito viver assim...


Ontem jogou basquetebol, marcou um cesto e foi agraciada com um elogio da L.:



- Muito bem, avó! Podes ser velhinha, mas tens jeito!!!


Quem me dera ser assim quando for velhinha...:D

sábado, 22 de março de 2008

Vida doméstica



Sou pouco dada a limpezas domésticas, do género aspirar, limpar o pó, lavar os vidros...até me dá arrepios...

Assim que casei, não passaram mais do que 3 semanas os sábados de limpezas e temos tido a ajuda da Tia Ana na desinfestação aqui do burgo. Com a asma da L. e a alergia aos ácaros a limpeza foi reforçada e sempre pelas mesmas mãos, que não as minhas.

Mas em relação à roupa tenho que admitir que sou um pouco esquizofrénica (para não dizer paranóica...)

Não consigo que outra pessoa passe a ferro a nossa roupa, porque não dobra como eu, porque não acomoda no(s) tabuleiro(s) como eu, porque não a separa como eu, porque não verifica todos os rasgos e descosidos...

O que não quer dizer que eu faça bem, apenas é este o meu jeito, quer dizer, o meu e o da minha mãe, que é a única pessoa que me ajuda na tarefa (Será porque foi ela que me ensinou?!!!)

Uma semana de férias da minha mãe, resultou neste monte de roupa interior para dobrar, a parecer um aterro sanitário, para não mostrar os "triplos" cestos de roupa para passar.

Desta vez pedi o apoio dos meninos para me ajudarem a virar as meias do avesso e procurar o respectivo par, o que, com dez pés em casa, já é um bom adianto. Ainda apelei à diversão da coisa, como se fosse um jogo de associação, mas eles não acharam graça nenhuma e viraram as meias sob protesto.

Mas como era inegável que as meias em cima da mesa não eram só minhas, foram vencidos pelos factos e acabaram o trabalho como o combinado e eu consegui dar um bocadinho de uso ao sofá.

Qualquer dia já os deixo estender a roupa...;)

terça-feira, 18 de março de 2008

Desafinados

Começam a ficar desafinados os gostos do meus muitos, apesar de idades próximas e de energia equivalente, já vão dando sinais das suas afinidades particulares, das suas tendências muito próprias.

Ontem fomos confrontados com os factos:

A L. a pedir para ver as Winx e o J. a dizer


- Por favor, esse filme é para miúdas!!!

Então, há que procurar um filme bem assustador, com monstros muito feios, que dão gritos arrepiantes, só para homens corajosos, como ele e o pai.

O G. atrelou-se às miúdas e ainda assim saltou para o meu colo quando as bruxas ameaçavam a pobre da Bloom...

Bem, o que eu sei é que, com esta brincadeira do cinema, ando a comer pipocas para além do permitido e não há aula de ginástica que derrube as calorias a mais.

À parte este problemasinho menor da lambarice, constato que vamos cada vez mais ao grande ecrã ver os filmes de animação, o que é, sem dúvida nenhuma, outro consolo.

E porque, nos últimos anos não aparecem filmes novos só nas férias de Natal e da Páscoa, nós levamos com uma overdose de cinema que obriga qualquer família numerosa a tentar a sessão de 2ª feira para poupar uns trocos para as pipocas.


Jantar antes da sessão, banho expresso depois e leitinho ao deitar, já os tinha na cama às 22.30h.

Ufa!


E por falar em desafinados, a L. agora lembrou-se (e lembra-me todos os dias e a toda a hora) que para além de pianista (e bailarina, e professora, e cozinheira, e cabeleireira) também quer ser guitarrista.



- Mas tu não tens tempo, já tens muitas actividades...

- Tenho sim, à 5ª feira e ao Domingo à tarde estou livre!

segunda-feira, 10 de março de 2008

falange




A falange do anelar esquerdo, quase quase a chegar à falanginha, conta parte da minha história.


Sou vaidosa, admito, gosto de acessórios, reconheço, mas não é o luxo que trago no meu dedo, sou eu e os meus amores.


O primeiro é o anel de namoro, escolhido e concebido pelo meu namorado de sempre, só para mim, só para o meu dedo, ainda não tinha eu a maioridade.


O segundo está ali há 10 anos e foi lá colocado debaixo de uma forte chuva de Maio.


Pouco tempo antes recebeu o terceiro, que é de noivado, com 5 pedras, ainda sem imaginar que nós iriamos ser uma família de 5.


Depois vieram os filhos, e com eles um anel com o seu nome e a data de nascimento, oferecidos pelo pai.


Nunca os tiro do dedo, ou só o faço quando corro o risco de os perder.


Superstição ou cisma, a verdade é que há uns tempos perdi o do G. por umas horas e o meu coração não sossegou enquanto não o encontrei, mesmo sabendo que o G. estava bem.


Que seja vaidade, mas todos têm para mim um forte valor afectivo, simbolizam etapas da minha vida e fazem-me sentir mais próxima dos meus amores.