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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

a ver a bola


Com equipamento completo e chuteiras à maneira, não há quem pare este mago da bola, ou ele não fosse meu filho e não saísse à mãe!


Quer dizer, a do "meu filho" é verdade, a de "sair à mãe" é que nem por isso, pois eu vivo a meia dúzia de metros de um estádio de futebol há mais de 20 anos e só lá entrei uma vez para ver um concerto...


O meu futebol é outro e só me sento numa bancada para aguentar 45minutos+15minutos+45minutos+insultos+encontrões+gritos+buzinas se puder levar um livro atrás e uns auscultadores nos ouvidos. Talvez por isso o R. nunca insistiu na minha companhia..


E porque tudo se paga neste mundo, esta semana fui eu que levei o G. ao treino (até já falo como eles) e fiquei o tempo quase todo sentada na bancada a assistir, ou melhor, preparada para assistir às esmurradelas e esborrachanços da criança no chão. E foram alguns!!! Eu não tenho coração para estas coisas!


Ao fim da tarde, deixamos as lulas à espera de ser cozinhadas e lá fomos nós, a pé pr'ó treino, de chuteiras na mão.


Pelo caminho, o G. explica a mim e à irmã que tem que se equipar no balneário e calçar as chuteiras para treinar e que o treino é de dia e o jogo é só de noite...


Ele só não sabe que não é o Mister que decide em parte do dia é que se joga, mas é o sol que se põe no entretanto.


O rapaz tem jeitinho e eu desconfio que um dia ainda vamos viver à custa dele!!!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

É a força da águia!

Ao jantar, a L. diz ao pai:
- Tu fazias um bom par era com a minha professora...ela também é do Benfica!!!
Com filhas assim, quem é que precisa de enteadas?! Está visto que a "piasca" tinha que ser do Porto...
E antes que chovam as "bocas", escreve uma ignorante adepta da selecção nacional, que vive numa casa de Portistas e um Benfiquista; que não conhece as datas dos jogos e muito menos as horas, nem as cores dos equipamentos; que é incapaz de pronunciar o nome dos jogadores (se calhar nem eles próprios); que no fim do jogo pergunta quem perdeu; que troca taças por campeonatos, sejam nacionais ou europeus.
E que até há pouco tempo não estava certa do número de jogadores em campo, quando ouvia um comentário feminino inflamado queixando-se de um jogo roubado por serem 12 contra 11. Mas afinal quantos jogadores tem cada equipa??? (quase me bateram!)
Enfim, eu sou uma vergonha futebolística!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Ainda à volta da bola...

Estavam os 3 a discutir futebol no carro, a caminho de uma festa de aniversário (os pobrezinhos...), dizendo que o jogador CR é o maior, e que o Porto é um espectáculo, e que os outros só marcam faltas, e que os bons adeptos são os que gritam golo, e tudo, e tudo, e tudo...
Com uma nuance: é que nenhum deles se apercebeu que estavam os 3 a defender o mesmo clube e os mesmos jogadores e as mesmas jogadas...
Simplesmente decidiram que tinham que discutir e que o tema seria futebol.
A meio apanhei-lhes esta:
- É, é, boas jogadas, vocês nem um golo conseguem marcar! - gabava-se o J.
- Tu também não sais da frente da baliza para eu marcar um golo!!!
Pois claro! E então não era mais fácil?! Até o tal CR ia gostar da ideia...

domingo, 16 de setembro de 2007

Foram à bola!


Os rapazes. Só os rapazes é que foram à bola, ao Estádio do "dragom", com o pai e um amigo. É assim, os bilhetes eram só 3, a família é numerosa e o "pinchabelho" não pode entrar à borla, tivemos que fazer uma selecção. Se eles não me tivessem excluido liminarmente, era eu que o fazia.

Desde que namoro com o R. (o que acontece desde os meus 14 anos. Ele há doidas para tudo...), que lhe prometi que o acompanhava ao futebol, como ele me acompanhava nas exposições e nos concertos de música clássica, desde que eu pudesse levar um livro para ler. A perspectiva deve-o ter deprimido tanto e pensando nunca conseguir viver com essa vergonha, que nunca convidou.

Por isso, o convite era mesmo SÓ para os filhos.

E como há sempre alguma coisa que sobra para mim, "sobrou-me" convencer a L. a deixar os rapazes irem com o pai, que nós faríamos um programa só de miúdas.

Lá foram eles, 2 horas antes de começar o jogo (nunca hei-de perceber porque é que é preciso ir de véspera para o estádio), de camisola vestida (daquelas sintéticas, desconfortáveis e pirosas nas horas...mas isto é só minha opinião!!!) já a falar grosso...

Quando chegaram, já a horas muito indecentes, vêm com o gás todo e empunhando uma bandeira (cada um, porque o pai não facilita), com o dobro do tamanho deles.

O J., cantava CAMPEÃÃÃÃOOO e gritava "O PORTO É O MAIOOOR!

O G. fazia um V com os dedos, indicando os golos que o Porto marcou. Mas como de fonte segura soube que só foi um, deduzo que o que ele queria era fazer era o V de VITÓRIA!

Para não parecer muito chata e com a mania que sou erudita, lá lhes perguntei como é que correu o jogo.

- Um jogador morreu, mãe!- diz o G.

- Quê?

- Não mãe, saiu só cheio de sangue em cima de uma "cama"...- esclarece calmamente o J.
Não sei porquê, mas o esclarecimento não me deixou aliviada e tenho que me recompor até os deixar ir outra vez ver estas cenas ao vivo.

O top dos top's dos comentários foi quando o G. disse que as bolas foram para a D. Rosa...

É que a D. Rosa é a nossa vizinha, que tem uma paciência inacreditável ao "gramar" com todas as bolas (e elas são mesmo muitas) que por falha de remate sobem o muro e caem no seu quintal. Paciente e diariamente ela lá as vai recambiando para o nosso jardim. Nunca reclamou connosco e nós agradecemos-lhe até à eternidade...

Parabéns tenho que dar ao pai que, apesar de Benfiquista, tem incentivado os filhos a ser adeptos do Porto para que, ao contrário dele, possam ver o jogos do clube da sua terra...

Eu não me esforçava tanto...

sábado, 23 de junho de 2007

Fomos ver canoas!

É a segunda vez, no espaço de um ano, que me apanham a assistir ao vivo a um espectáculo desportivo. Ainda por cima, aquilo realiza-se nos "quintos" e depois de passar por demasiadas curvas (pelo menos para quem quer adiantar o bordado enquanto se passeia ao lado do condutor...).
Só o convite de um campeão é que me faria sujeitar ao semelhante, mas valeu a pena, porque o rapaz ganhou a prova, à frente de outros campeões dos respectivos países, que não tiveram força suficiente para ganhar ao nosso "portuga", o que dá sempre um certo gozo (só foi pena nós não termos assistido à prova dele, mas são contingências da agenda dos patrões desta casa...).
Fui eu e os meus muitos, até porque dois deles (o pai e o J.) já se aventuraram no rio de canoa, (daquelas larguinhas, que mais parecem barcos de borracha, para maçaricos) e estão sempre em pulgas para lá voltar.
Aprendi que há provas de C1 (onde o meu amigo foi campeão), C2 , K1, K2 e deve haver mais qualquer coisa que eu já não me lembro. Sendo que nenhuma destas siglas significam referências de linhas ou tecidos nem estão nos calhamaços jurídicos que tenho que gramar, já me considero uma expert na matéria. Também sei que em C1 ou C2 os rapazes e as raparigas fazem a prova ajoelhados só com uma perna, o que, no meu modesto entender, não havia necessidade nenhuma porque não é nada confortável e deve doer um bocado. Depois da aventura do bowling, e se não me safar a vender bolos para fora, avista-se um grande futuro para mim...
Desculpem, isto foi sol a mais na moleirinha...
Saímos de lá depois de ver a largada dos participantes da prova da tarde e ainda aguentamos até à 1ª portagem (vêm como eu percebo disto!), mas tivemos que vir logo embora, porque da maneira que os meus filhos se estavam a portar, sempre a experimentar posições mais radicais para assistir à prova, quem lhes molhava a cabeça no rio era eu!!!

sábado, 2 de junho de 2007

Temos atleta...

Suspeito que o G., daqui a alguns anos (muitos, espero) se vá dedicar a uma área desportiva, tal é a sua tendência, predisposição, apetência....OK, jeito, para o desporto.
Não há modalidade que lhe escape, ele é basket ("bashet", na versão dita por ele), futebol (até dá um jeitinho de lado a chutar, apesar de o padrinho sempre insistir para que ele trabalhe também com o pé esquerdo. Acho que um dia destes vou ter que lhe dizer que o miúdo só tem 3 anos), ténis, bilhar (mesmo que acima da mesa só se vejam olhos e só porque eles são grandes) e agora também bowling.
Pois o nosso presente do dia da criança aos nossos filhos foi um jantar no sítio do costume e 10 longas partidas de bowling. Até eu tive que alinhar na partida, apesar de me ter esquivado até ao limite dos meus argumentos, e olhem que eu sou boa nisto dos argumentos (antigas e não saudosas recordações da advocacia...).
Bem, o miúdo é um delírio! Em pleno jogo ele caminha à "matador", grita "yes" depois de lançar a bola e quer lá saber dos resultados, apesar de ter estado à frente nas classificações quase até ao final! A melhor dele foi quando, depois de lançar a bola a 1ª vez, e não tendo deitado todos os pinos ao chão, se queixava "só tem poucas?!"
Os outros até estavam a gostar, estavam entusiasmados com o jogo, espantados por ver a mãe com aqueles sapatos ridículos nos pés e amuada por não poder estar sossegadinha só a observar e até me entusiasmavam com um "vai-te a eles mãe!", "o truque está na manga!", ditos pelo J., porque a L. estava demasiado concentrada no seu desempenho, que não lhe estava lá muito favorável. O problema era mesmo o quadro das classificações, que não tinha nenhum espírito maternal e não sabe que os meninos TÊM que ter resultados iguais, e teve a grande lata de pôr uns a ganhar e outros a perder...!
Confesso que até eu estava com vontade de ganhar, quanto mais não seja para calar o pai que não se cansa de gozar a minha falta de jeito para desporto, mas não desperdiça uma oportunidade para me "atirar às feras". Juro que até consegui fazer um "strike" (eu nem sabia os que isso era) e nem eu queria acreditar!
A recordar: o estilo do J. a jogar, a euforia do G. a festejar ("dá cá 5 mãe"), a alegria da L., mesmo estando a perder, que dava vontade de soprar na bola para ela chegar até aos pinos.
Apesar de os resultados finais terem dado a vitória ao pai, que fez 2 "strikes" (estou a ficar boa nisto), o grande vencedor foi mesmo o G., que teve o desempenho mais constante, o melhor espírito desportivo e o que se divertiu mais! É definitivamente, um desportista em potência!!!