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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

ponto

Depois da fase em que se discutia (e não é força de expressão...) qual era a história da noite, e em que quarto ia ser contada e quem ia ser o orador, começamos a ler as histórias de um novo livro (que recomendo vivamente), uma em cada dia, com moral da história no final.
Mas os últimos dias têm sido muito longos e os serões mais curtos.
Lamentavelmente quem se perde é a história entre escovas de dentes e xixi antes de deitar.
Ontem, enquanto cuidava do J., a L. e o G. juntaram-se no quarto dela a contar uma história.
O G. fez questão de ser ele a "ler", da única forma que sabe: abre o livro, descreve o que vê nas figuras, vira o livro para que todos vejam também e acaba sempre com,
-"Vitória, vitória e acabou-se a nossa história".
Se alguém interfere na "leitura", cala-se imediatamente e retoma tudo do início...
Farta do método e como sabe que ao irmão ainda falta algum tempo para aprender a ler, a L. sugeriu (e ele aceitou?!!!) ler as frases e ele ia repetindo.
Um ponto não faria melhor!
Coincidência ou não, a história que leram foi o "Bruno porta-se mal". E a L. não deixou de lhe contar no fim a moral da história...
Tenho que me por a pau senão aquela menina ainda me tira o lugar...

quarta-feira, 9 de maio de 2007

O silêncio ruidoso das noites

Há noites aqui em casa em que o silêncio faz um ruído ensurdecedor. São aquelas noites em que, dadas todas as voltas à casa e semi arrumados todos os obstáculos que ficaram pelo caminho, me preparo para mergulhar profundamente no "vale dos lençóis". Às vezes até arrisco ler um bocadinho até à chegada do João Pestana.
Grande erro...e ontem foi uma dessas noites. A L. ameaçou logo ao deitar quando correu para o pai lavada em lágrimas com medo dos pesadelos que poderia vir a ter quando fechasse os olhos e os monstros que a poderiam ir visitar (tantas suposições para aquela hora da noite...!). Pois eu já não estava num daqueles dias em que me armo de lança e espada e ameaço acabar com a vida do monstro que se atrevesse esconder no quarto da minha menina, depois de vasculhar todos os cantos e recantos. Não, eu ontem rematei com um sarcástico: "Não há monstros nenhuns no teu quarto L., vai dormir e DEPRESSA". Claro está que o castigo não tardou e quando eu me preparava para o dito mergulho no sono, começa o choramingar silencioso no quarto ao lado. Lembro-me que saltei da cama aí umas 3 vezes para tentar acalmar a L., com remorsos de não ter exterminado com os monstros que ameaçavam atacar. A L. conseguiu acalmar depois do xixi da praxe e eu pude finalmente deitar-me. Mas aí o sono já tardou a chegar, todos os ruídos, tosses e espirros eram potenciais sinais de evacuação, a que a mãe tem que responder de imediato....Porque é que eles não se habituam a chamar pelo pai....
Até que o J., já a noite ia alta, pergunta "posso ir para aí?". O "aí" era mesmo a minha cama e sendo que o pai dá dois de mim e o J. já está quase do meu tamanho, está-se mesmo a ver como eu fiquei feliz com aquele pedido. E porque eu também sou uma mimalha, resmunguei qualquer coisa e lá me afastei para o limite de segurança da minha cama para o deixar dormir connosco. Escuso dizer que nenhum dos ruídos, tosses e espirros do resto da noite me escapou...