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segunda-feira, 10 de maio de 2010

ao piano



Mimi, de Frederico de Freitas
Diz que quer ser pianista e cozinheira de pizzas.
Passou a semana a fazer composições e a tocar piano, a fazer contas de dividir e a tocar piano, a estudar gramática e a tocar piano, a resolver problemas de matemática e a tocar piano, deu uns toques à bola e tocava piano.
Parece que as agendas se fazem sozinhas e na mesma semana teve 2 provas de aferição e um concurso de piano, o primeiro para ela.
O som das músicas de Czerny, Bach e Frederico de Freitas encheram a casa e fora dela, não parava de cantarolar a música portuguesa ("Mimi"), a que estava mais perra e que pediu treino intensivo.
Este fim de semana foi intenso, com prova no sábado e concerto no Domingo.
Saiu de lá com o 3º prémio e este sorriso!
Mas como já era tarde, não deu tempo para cozinhar as sua famosas pizzas.

sábado, 10 de outubro de 2009

cool!

Não resisti, é mesmo muito cool!


(só ainda não sei adicionar vídeos a esta cena)

domingo, 5 de julho de 2009

Boa sorte!



Na noite de sexta feira houve programa de miúdas, sem miúdos. Fui com a excelente companhia da minha mais velha ao Coliseu do Porto, ouvir boa música.
Ouvir, cantar e dançar, porque Vanessa da Mata não faz por menos. Achávamos-nos passadas na idade para nos colarmos às grades e compramos bilhete para uma tribuna recatada. Mas ainda não tinha acabado a terceira música e era ver-nos a furar os grupos da plateia, que já tinham aquecido o ambiente.
Como diz a D.:
- Ela canta muito!
Disse aos meninos que ia a um concerto para crescidos a que eles não podiam assistir. Estava enganada, porque eles já sabem de cor quase todas as músicas, sobretudo esta.
Mas confesso que soube melhor assim...
Ai, ai, ai ... Sou uma miúda com sorte!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

ao piano



Com 7 anos, ou se toca piano ou se toca o chão com os pés.


Está visto que os dois ao mesmo tempo ainda não resulta.


Depois do que ouvi, também prefiro que ela toque no piano...

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

planetas

O fim de semana foi curto para ouvir tanta e tão boa música.

Na noite de sexta feira fomos à ópera, "provar" o Elixir do amor, de Gaetano Donizetti,e encontramos uma encenação bem ao gosto de miúdos e graúdos, que os manteve atentos do primeiro ao último minuto (e já tinham passado mais de 120).
Além disso, ir à ópera com os primos tem outro gosto e ninguém quis dar parte de fraco (à excepção do G., que se foi deitar no chão do Coliseu para adiantar o sono que já vinha atrasado...).
Domingo foi dia de Concertos Promenade e este foi de qualidade astronómica.
Com os Planetas de Gustav Holst, percorremos a via láctea de planeta em planeta e demos a volta para casa antes de chegar a Plutão.
- Qual foi o planeta que gostaste mais de ouvir?
G.
- O último, o do Shrek2.
(Júpiter, em repetição, no final do concerto, em resposta aos muitos aplausos)
J.
- O Saturno, porque é o senhor dos anéis, como tu mãe. (???)

Agora que compramos o CD, ouvimos Marte até à escola da L. e Júpiter até ao infantário do G.

Como o Domingo foi grande, ainda houve tempo para brincadeiras de primos.


Às caçadinhas, à luz da lua, andaram os polícias atrás dos ladrões, e ninjas em missões especiais e meninos a rebolar pela relva, fria e húmida, mas quem é que se importa com isso?!







quinta-feira, 4 de setembro de 2008

boyngirl's band




A música tem para mim um efeito estranho, um misto de tranquilidade e de descompressão intensiva, se é que isso existe.






Muitas vezes deparo-me com uma inusitada (aparolada) vontade de pôr a música em décibeis desajustados a uma mãe de família e, depois de 2 ou 3 repetições da canção que me enche os ouvidos no momento, sinto a leveza de uma hora de exercício físico intenso.


Ele há doidos e eu sou uma deles.


Pior do que isto, é ter 3 filhos iguais. No carro ou em casa, a música ouve-se e ouve-se bem!







E também se dança e salta, ao som da mesma batida.

Esta, esta, esta e ainda esta


Mas a mãe desta gente às vezes exagera, e para além de fazer tunning num carro familiar, também canta e agita os braços à espera que a "malta" do banco de trás também alinhe.


E é por isso que ouve as que quer e que não quer:



- Ó mãe, não me envergonhes, nem a mim nem a ti! (L.)

Pus o volume mais baixo...


domingo, 13 de julho de 2008

a volta ao dia...

...em duas festas.


Este final de ano, se não me matar, faz-me mais forte, a mim e ao pai, que nunca se viu tão activo nestas andanças.


Hoje então foi o top, num só dia, duas festas, três vedetas, seis personagens!!!


À tarde demos a volta ao mundo e à noite fomos até ao céu, com o "João Pé de Feijão".


Da plateia, os pais viram o mundo visto de cima, o culminar da experiência que fizeram ao longo do ano na escola, onde passaram pelos vários planetas, conheceram as várias culturas, costumes e particularidades dos povos mais recônditos do planeta, sem sair da sala de aula.

O J. era um membro de um grupo budista da Ásia,
... a L. uma bailarina indiana ...


...e o G. o capitão da equipa de râguebi da Nova Zelândia.


Dançaram, cantaram e encantaram.



E porque a vida de artista não dá tréguas, apresentaram-se à noite na Ópera infantil "João e o pé de feijão" na Escola de Música, com uma energia e preserverança que não lhes conhecia. Nem eu nem o gigante narigudo, que adormeceu e deixou o "João" colher as folhas de ouro do pé de feijão mágico.


Agora já dormem e eu também devia fazer o mesmo, não estivesse eu com tantas saudades de passar por cá...

sexta-feira, 27 de junho de 2008

perfume

A caminho da escola, a música tem perfume.


Não é o J., nem a L., nem o G., mas a mãe quem escolhe a música que ouvimos antes de mais um dia de trabalho.


Não é uma medida democrática nem tão pouco autocrática, é antes a alternativa possível para um amanhecer tranquilo.




Eles gostam muito! Espero que vocês também gostem!


Bom fim de semana!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Serão de música


Às vezes a L. toca piano só para nós.


-Faz de conta que é uma audição! - diz ela.

Com cadeiras em forma de plateia e disfarce a condizer (com o apetite do momento!)


O programa é distribuído à assistência, que aplaude fervorosamente e pede bis, bis.


Registado o momento, é hora de dormir e o mais pequeno adormece ao som do Oceano Pacífico...

As lembranças avivam-se e a história recomeça...


Só falta agora acordar ao som do Clair de Lune de Debussy ou mesmo das escalas, as maiores e as menores... Tenho saudades de ouvir o meu irmão ao piano...

quinta-feira, 15 de maio de 2008

ao piano



Um final de tarde a ouvir músicas dos filmes da Disney.


Violino, violoncelo, contrabaixo, trompete, canto e a L. ao piano, com adereços a condizer.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

crescem depressa...

...tão depressa, que até confunde.


Não consegui adiar por mais tempo a ida ao espectáculo High School Musical, e a meio da tarde de 6ª feira fui obrigada a ceder à pressão dos mais novos.

Lá fomos nessa noite, já quando passava a hora de ir dormir.

Fui eu com o G. e a L., porque o J. preferiu ficar a ver um filme assustador na televisão, e não houve sono que os derrubasse.

Antes de entrar, passaram a pente fino as prateleiras dos CD's e nem mencionaram a palavra brinquedos.

O G. dançou durante toda a 1ª parte, bem ao estilo Hip Hop, chegando mesmo a receber os aplausos de uma assistente que não tirou os olhos dele enquanto dançava (se calhar ainda vou conseguir viver à custa dele...;D)


Mas o que me confunde mesmo é ter 3 filhos abaixo dos 10 anos com gostos musicais e artísticos que me parecem um bocadinho ousados para a idade, a mesma em que eu ainda ia às festas da Paróquia ao Domingo à tarde...

segunda-feira, 21 de abril de 2008

estiveram(-se) a marimbar

Ontem, os Drumming estiveram a marimbar no Coliseu do Porto, em mais um magnífico Concerto Promenade.


Muito ritmo, muitos sons, muita cor, a cor dos vários continentes onde se faz música ao calor das suas gentes.


Do Oriente mais intimista, passando pela América "Caliente" até à África, com batidas intensas, vindas directamente do centro da terra.


O convidado especial vinha vestido a rigor e deu um espectáculo de arrancar palmas aos mais pequeninos assistentes.


Fomos ao Concerto sobretudo por causa do J., que este ano está a estudar percussão e faz uma marimba com todos os paus que encontra.


E de facto, o resultado não fica muito aquém dos equipamentos mais sofisticados, como demonstraram dois músicos , logo no ínício do espectáculo, ao montar os paus em cima das suas pernas, ordenando-os com a sequência dos sons.


O G. gosta muito dos Concertos no Coliseu e este não foi excepção, mas estranhou a presença de apenas 6 marimbistas no palco e perguntou:


- Porque é que ninguém é o Maestro?

(...)

E para que aqui conste que eu não me estou a "marimbar" para a promessa que fiz, estão a progredir os presentes prometidos...

terça-feira, 18 de março de 2008

Desafinados

Começam a ficar desafinados os gostos do meus muitos, apesar de idades próximas e de energia equivalente, já vão dando sinais das suas afinidades particulares, das suas tendências muito próprias.

Ontem fomos confrontados com os factos:

A L. a pedir para ver as Winx e o J. a dizer


- Por favor, esse filme é para miúdas!!!

Então, há que procurar um filme bem assustador, com monstros muito feios, que dão gritos arrepiantes, só para homens corajosos, como ele e o pai.

O G. atrelou-se às miúdas e ainda assim saltou para o meu colo quando as bruxas ameaçavam a pobre da Bloom...

Bem, o que eu sei é que, com esta brincadeira do cinema, ando a comer pipocas para além do permitido e não há aula de ginástica que derrube as calorias a mais.

À parte este problemasinho menor da lambarice, constato que vamos cada vez mais ao grande ecrã ver os filmes de animação, o que é, sem dúvida nenhuma, outro consolo.

E porque, nos últimos anos não aparecem filmes novos só nas férias de Natal e da Páscoa, nós levamos com uma overdose de cinema que obriga qualquer família numerosa a tentar a sessão de 2ª feira para poupar uns trocos para as pipocas.


Jantar antes da sessão, banho expresso depois e leitinho ao deitar, já os tinha na cama às 22.30h.

Ufa!


E por falar em desafinados, a L. agora lembrou-se (e lembra-me todos os dias e a toda a hora) que para além de pianista (e bailarina, e professora, e cozinheira, e cabeleireira) também quer ser guitarrista.



- Mas tu não tens tempo, já tens muitas actividades...

- Tenho sim, à 5ª feira e ao Domingo à tarde estou livre!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Fim de tarde



É sempre agitado, apressado, a levar e a trazer, carregar mochilas, despir casacos, fazer a sopa, dar banhos e mexer o arroz e "vamos lá", "anda daí" e "despaaacha-te"...

Hoje não, hoje fomos à praia, num fim de tarde com tempo, sem horas, nem actividades, em "dia de nada", como eles gostam de dizer.

Vivendo a tão poucos quilómetros da praia, vamos lá tão poucas vezes que até me envergonho.

Mas hoje o sol falava mais alto e o vento colaborou, por isso fomos os 4 lanchar à beira mar e brincar na areia, com muitas saudades de tirar as meias e os sapatos...

Desenharam com paus, desafiaram as ondas, inventaram uma marimba com canas e castanholas com conchas.

Deliciei-me a vê-los, hoje sem pressa, sem stress e sem obrigações.

No fim da tarde de hoje só houve direitos, direito de brincar até ao sol se ir e lembrar que estava na hora de voltar para casa.

Vieram suados, sujos e felizes e eu com eles!

Mais uma vez esqueci-me da máquina que regista imagens, mas o cheirinho a mar que esta praia tem e o som das gargalhadas deles, eu nunca conseguiria mostrar com fotografias.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Evil machines


Fomos à capital e vimos máquinas diabólicas.
Um espectáculo cantado/falado em Inglês, que não gerou grandes perguntas da criançada, depois de bem explicada a história da peça.
Estão uns eruditos, estes meninos!

No fim, fomos espreitar as máquinas, já mais sossegadas...


O pequenino fez um programa especial com a madrinha, porque...
- não é para a minha idade!

Para lá e para cá, 600 km nas pernas do pai e um cachecol quase pronto das mãos da mãe.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Temos que conversar!

Ainda o J.:

- Para o ano vou para o 5º ano, não é?

- É.

- Tenho mais disciplinas não é?

- É

- Tenho que estudar mais tempo não é?

- É.

- Então acho que deviamos pensar em reduzir algumas das minhas actividades...

- Hum, sim, podemos pensar nisso. Qual?

- E que tal a música?

As voltas que ele deu (as voltas que ele dá) para nos convencer a deixar a música...
Desta vez os argumentos são mais difíceis de rebater.
Mas disse isto no mesmo dia em que me contou, animado, que já consegue tocar bateria em três ritmos diferentes (um em cada mão e outro com o pé, porque o rapaz não é propriamente uma boneco telecomandado) e ainda abana o "capacete" com o entusiasmo da música.
Ainda me faltam uns meses pela frente...

domingo, 7 de outubro de 2007

La donna è mobile...



Viemos aqui mais uma vez, e este ano com a promessa de sermos mais fiéis aos programas.
Desta vez a "viagem" foi por Itália, com a Sinfonia Italiana de Mendelsson.
Como estes Concertos são especialmente pensados para as crianças, elas tiveram mais uma vez uma participação especial: acompanharam com passarinhos a melodia do 3º andamento da Sinfonia Italiana.
Os ditos pássaros foram sendo distribuídos a alguns meninos momentos antes da música e, dado o elevado número de espectadores infantis, não houve pássaros para todos.
Aos meus 3 só calhou um, e foi a L. a escolhida (ou escolheu-se porque foi directamente à fonte buscá-lo...).
No momento de se juntarem à orquestra com os seus pequenos pássaros, os felizardos lá foram, posicionando-se ao redor da orquestra.
O G., apesar de não ter sido contemplado com nenhum exemplar, também foi, empunhando na mão um carrinho de brincar que escapou na triagem da saída do carro. Ali se manteve, com algumas dezenas de meninos, a acompanhar a música com o seu carrinho no ar, quando os outros o faziam com os pássaros. À saída de cena, e quando percebeu que realmente havia alguma coisa que lhe faltava, deixou-se ficar para o fim e "fez-se" literalmente ao passarinho que estava nas mãos do apresentador.
Voltou satisfeito para o seu lugar e certamente a pensar que era mesmo assim.
É bem português e só pode ser mesmo desenrascado...!
A última obra do Concerto foi cantada, "La donna è mobile", por um extraordinário tenor, que representou exemplarmente a letra da música.
Como nos foi explicado, esta música relata as variações de humor típicas das mulheres que os outros, está-se mesmo a ver, os homens, têm que saber aguentar. Como se disse com muita piada: elas têm dias!!!
Eu, que até ando um bocado mal disposta, com uma telha considerável e o meu humor é capaz de não ser dos melhores, fiquei a pensar se aquela serenata não foi para mim?!!!!
...qual piuma al vento...

domingo, 23 de setembro de 2007

Viva a música!


Foram assim as primeiras palavras de Ruy de Carvalho na sua intervenção desta manhã no 1º do ciclo de Concertos Promenade do Coliseu do Porto do ano 2007/2008, à boa maneira de um excelente actor, com um tom de voz festivo e imponente.

Como já o fizemos muitas vezes, não tantas quanto o desejaríamos, assistimos a mais um Concerto deste ciclo que já se repete pelo 3º ano consecutivo e que tem reunido cada vez mais fiéis assistentes, sobretudo nas idades mais jovens.

A qualidade da música e a participação das crianças são os factores diferenciadores destes concertos, aqui como em Londres, onde têm a sua génese, e hoje não foi excepção.
Começam por chamar a Orquestra, que "obedientemente" aparece num palco instalado no centro da zona da plateia do magnífico Coliseu do Porto.
Depois da Orquestra vem o Maestro, e todos chamam "Maeeeestro". E ele também vem, em cada concerto, um Maestro diferente, à frente de uma orquestra diversa.
As crianças são chamadas a participar em pequenos concurso de perguntas, onde ganham uma pequena lembrança.
Uma das vezes foram convidadas a levar um instrumento de percussão para marcar o ritmo numa das obras. E como estes convites são feitos de uns concertos para os outros, o J. levou um instrumento feito por si: uniu duas tampas metálicas de sumo, colocando no interior pequenas pedras, que quando agitadas, produziam um som bem animado.
As obras de hoje incluíam vários momentos de percussão, a que o apresentador chamou os instrumentos de "pancadaria"...
Os miúdos adoram ir a estes concertos, sabendo que se podem sentir à vontade, com um pacote de bolachas ou um rebuçado na boca e sem que o barulho do papel incomode o vizinho do lado...
Todos os Concertos têm um convidado especial que, já o disse, neste foi o actor Ruy de Carvalho, que nos contou que, apesar de ser filho de uma pianista, se considera um "analfamúsico". Revelou-nos que, apesar disso, quando chega ao carro liga primeiro a música e só depois roda a ignição, poque o que gosta mesmo é de ouvir música bem tocada...
Ele pode não saber o valor das colcheias ou a entoação dos solfejos, mas sabe ouvir boa música, o que ficou demonstrado na escolha que fez para o Concerto, o Prelúdio de Tristão e Isolda (que já deu nome a uma das nossas gatas...), que vivem uma história de amor impossível.
Isolda estava prometida em casamento com o Rei Marke, tio de Tristão. Mas Tristão ama Isolda, que corresponde com o mesmo amor. Em face da impossibilidade de ficarem juntos, tomam os dois uma poção de morte, mas que é trocada pela aia de Isolda pela poção do amor. Os amantes entregam-se à sua paixão, mas conscientes que não poderiam ficar juntos, tomam a derradeira poção da morte, que efectivamente se cumpre. Compadecido com o amor dos dois, o Rei Marke manda sepultá-los juntos.
Tal como já havia avisado, Ruy de Carvalho emocionou-se no final da obra. É de facto emocionante!
Para as crianças esta é também uma oportunidade de aprender história, da música ou universal, como aconteceu com a interpretação da Abertura Solene 1812 de Tchaikovsky, que relata a derrota das tropas de Napoleão frente à Rússia. É que a música é acompanhada da projecção de imagens com pequenas notas indicativas da sucessão dos acontecimentos.
O que realmente apanhou de surpresa adultos e crianças foram os sons dos canhões (pirotécnicos) que rebentaram estrondosamente em pleno Coliseu do Porto e que intensificou as emoções que iam acompanhando a evolução das batalhas.
O J. ficou tão espantado que disse:
- Mas eles pensam em tudo?!!!
O G., que se manteve atento o concerto todo, rematou:
- Eu não "assustei-me"!
A última obra interpretada foi a Marcha de Pompa e circunstância de Elgar, que envolveu a participação de todo o público, a cantar, a bater palmas e até a acenar. Fomos todos cobertos por uma "chuva de brilhos" que cairam do cimo da sala e que enriqueceram mais o ambiente de fantasia que se sentia ali.
Os meninos vêm de lá encantados e identificam as músicas que vão escutando nos seus divertimentos do dia-a-dia.
Cresceram mais um bocadinho!

segunda-feira, 9 de julho de 2007

em pontas

Hoje a minha mãe encontrou, nas suas arrumações pós casamento da D., os meus sapatos de pontas que usei nas aulas de ballet. Eu já tinha guardado as outras roupas e os sapatos de dança, mas lamentava não saber do paradeiro das pontas. Ainda bem que não se perderam, os sapatos e as "toucas" que a minha mãe fez em crochet para poupar o tecido do desgaste das aulas.

A passagem pelo ballet é um problema mal resolvido na minha cabeça, porque foi uma actividade que eu adorava fazer e que, por implicância da professora e algum orgulho meu, no alto dos meus 12 anos, ditou o meu afastamento desta arte admirável. Tenho pena, tristeza mesmo e não posso ouvir um fiosinho de música sem começar a ondular o corpo...pena que não tenha parceiro para estes gostos.
"Quando o J. crescer ele dança contigo", diz o R.

Admito que o entusiasmo que transmiti à L. para aprender ballet e agora para continuar (e o início deste ano não foi nada fácil) seja o reflexo dessa frustração...

A minha mãe também nos incentivou sempre a aprender música dizendo para aproveitarmos uma oportunidade que nunca lhe foi dada.
"Se fosse mais nova, ainda ia aprender piano", dizia insistentemente.
Ainda era nova, nunca aprendeu piano, mas tem um filho pianista.
Acho que a alegria que a minha mãe sente a ouvir o meu irmão a tocar, ou a dirigir uma orquestra eu senti ao ver o espectáculo de ballet da L., sobretudo este que tinha tantos bailados em pontas.

Não resisti à tentação de pedir à L. para experimentar as minhas pontas, já que elas já não me cabiam nos pés.
Ela tentou, mas sobrou sapato para pouco pé. Fez-me a vontade, vestiu a roupa que usou no espectáculo e vi um lindo pássaro azul!

domingo, 24 de junho de 2007

Viola do chão

Hoje, eu à conversa com o G.:
- Inscrevi-te na Escola de Música dos manos.
- Hum, hum.
- Sabes, aquela escola, da D. Amélia, onde se canta no coro dos meninos...
- Hum, hum.
- Se quiseres também podes tocar um instrumento, queres?
- Sim, "hero"- consegui arrancar-lhe algum entusiasmo.
- E qual é que tu gostava de tocar.
- Viola do chão!
????????????
- O que é isso, filho, uma viola do chão?
- É assim mãe, põe-se assim no chão, com um pico e toca-se assim com um pau.
Se calhar é um violoncelo. É corajoso o rapaz!