segunda-feira, 25 de junho de 2012
precioso
terça-feira, 13 de março de 2012
crescer
- Que perigo?-pergunta ele.
- O perigo de levares uma surra!
- Parabéns filho, esta semana cresceste imenso!
- Pois foi, cresci no pensamento!
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Fui eu que fiz!
Isto é o que me parece, que não sou homem, mas pelas amostras que tenho em casa dizem-me que deve ser mesmo assim.
Sem lamentos nem constrangimentos, que este blog não tem espaço para isso, digo que também estamos muito bem assim!
Na verdade, mesmo que a sensibilidade não desperte, nem o género facilite, o dever obriga e todos somos chamados ao esforço comum, mulheres e homens, meninas e meninos.
Com a chegada da "troika", o plano de contenção da despesa também se aplicou em nossa casa e houve necessidade de distribuir novas tarefas que chegam bem para todos.
O grosso dos trabalhos está a cargo dos graúdos, mas os miúdos assumiram igualmente funções muito importantes na organização da casa. Ainda que não apeteça, nem a preguiça permitam, não deixam de desempenhar com zelo e boa cara. Até porque, se não o fizerem, mais ninguém o fará. Foi este o acordo de família!
Se a Leonor não regar as plantas, elas murcham, se o João não levar o lixo lá fora, fica a cheirar mal cá dentro e se o Gonçalo não tirar a roupa dos cestos da roupa suja, ela nunca aparecerá limpa nas gavetas.
Aos poucos, vão sentindo que são parte de uma engrenagem que só funciona se todos fizermos um esforço. Afinal, só poderemos usufruir da companhia uns dos outros, a conversas, a brincar ou simplesmente a "estar", se tivermos concluído as tarefas de que nos encarregamos.
Mesmo que possa parecer repetitivo, cansativo e entediante colaborar, às vezes também é desafiante e eles vão sentindo que estão a crescer e que podem cuidar da família tão bem como os pais.
Em tempo de férias, sem os deveres da escola a ocupar-lhes demasiado o tempo, têm ousado outras experiências em casa, para além das tarefas da "escala". O João já faz algumas vezes o jantar, ainda que sejam os pratos que ele mais aprecia, mas também não poderiam ser só desvantagens e tem-se saído muito bem, folgando-me uns preciosos minutos no fim do dia.
Agora a Leonor também se juntou na cozinha e fez há dias a sua primeira sopa que, para ela, foi a sopa mais saborosa que alguma vez comeu.
O Gonçalo deita a mão na massa para moldar uns apetecíveis biscoitos de canela.
- Fui eu que fiz!
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
como novos...
Regressamos das férias há muito tempo e estamos diferentes!
Temos vindo a conhecermos-nos de novo, calmamente, a sentir e a perceber tudo o que esta mudança fez em cada um de nós.
É fantástico como uma viagem faz tanto pelas pessoas, sobretudo pelas pessoas, umas com as outras. Para mim, e agora para eles também, as viagens e as experiências que vivemos enriquecem-nos e fazem de nós aquilo que somos e queremos ser, são património nosso.
Todos usufruímos da viagem com muita curiosidade e vontade de conhecer o caminho que percorremos. Com pouca electrónica e muitos jogos e histórias, fizemos umas centenas de km e pernoitamos em Bilbau. Conhecemos o imponente museu Guggenheim e tiramos um par de horas para brincar e recuperar forças.
No dia seguinte já a língua era outra e o sonho estava cada vez mais próximo de acontecer.
Geriram muito bem o impulso consumista que nos atingiu a todos, espicaçado por todas aquelas lojas repletas de histórias, de brilhos e animação e andaram 3 dias a escolher o brinquedo que seria a sua principal recordação destes dias.
A Leonor deslumbrou com a Princesa Tiana, curiosamente (ou se calhar por isso) a única que não é verdadeiramente uma princesa e ficou sem fôlego quando ela passou mesmo à sua frente e lhe disse "Bonjour!"
- Vês mãe, isto (o fogo de artifício) foi tudo para ti, só para ti!
Retribui com colo, abraços e beijos!
Depois chegou a vez da cidade da Luz, a única que me enche realmente as medidas e deslumbra em cada esquina, a cada passo.
O João atingiu a primeira maioridade em Paris, um privilégio para quem faz anos nas férias! Nesse dia era ele o Rei e levou-nos a La Villette, curioso com as projecções tridimensionais em La Geóde que lhe falei. Acabamos um dia com gelados e crepes a fazer a vez do bolo de aniversário. Não cabia em si de contente e nós com ele!
domingo, 18 de julho de 2010
mãe de muitos mais
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Matilde
A Matilde é um elefante de tromba esticada, tem olhos dengosos e toque macio.
De cor azulada e do tamanho do abraço, dorme com a Leonor há mais de uma semana.
Depois de escolher o modelo, decidiu a cor e pediu pressa, muita pressa para ficar pronto.
Chama-lhe Matilde, que é o nome que gostaria de chamar a uma irmã, se assim acontecesse.
Hoje partiu dentro da mala que voou com ela para lá do oceano, onde também se canta em Português. Leva com ele o cheiro de casa, dos abraços da mãe, dos beijos do pai e das brincadeiras dos irmãos.
Conto com a Matilde para lhe aconchegar as noites e sossegar as saudades.
Às minhas, vou fazendo o que posso...
segunda-feira, 5 de abril de 2010
saudades do sol e do mar
A Leonor procurou canas com sons diferentes, negociou com os irmãos para lhe cederem as deles e com elas montou um xilofone vertical. Fez-me lembrar esta tarde de sol.
Ainda encontramos amigos e comemos gelados. Foi muito bom!
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
palhaçadas
O palhaço dali de cima, foi feito pelo Gonçalo no ano passado e andava aqui em rascunho desde essa altura.
;))
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Voltaram
Voltaram as horas de deitar e as desoras para acordar.
Voltaram as birras pela manhã e os despertadores silenciados à estalada.
Voltaram as mochilas para a escola, os lanches reforçados, as garrafas cheias de água e os lenços para espirrar.
Voltaram os horários para alinhar, artes para conciliar, a pedir reforços dentro e fora de casa.
Voltaram os fatos de banho molhados, o uniforme seco todos os dias e uns sapatos do ballet maiores.
Voltaram os lanches fora de casa e as bolachas para enganar.
Voltaram os depósitos cheios de combustível para quilómetros intermináveis.
Voltaram os lápis de cor e os cadernos para pintar.
Voltaram as agulhas de tricot para o saco, para as horas de espera e as filas de trânsito.
Voltaram os invasores do ano passado, mas desta vez não me enganaram.
Até a minha agenda voltou à densidade habitual, com rasurados e correcções, das marcações e desmarcações.
Dias assim fazem mais pela elegância do que um circuito de manutenção.
Estou como quero!
quarta-feira, 29 de julho de 2009
destes dias

Vai para 3 semanas que temos visitas em casa, entre sobrinhos e amigos dos meninos, à mesa nunca somos menos de 6 nem mais de 10 (e ainda nem chegaram as férias, a dos adultos, é claro!).
Montamos uma piscina maior, reforçamos a despensa com bolachas, iogurtes, pão e salsichas para os cachorros e maçãs, vários quilos de maçãs e temo-nos entendido cá todos. As camas também estão todas ocupadas e às vezes despacham-se 2 para a casa ao lado. À parte as habituais pegas entre irmãos e um ambiente sonoro com decibéis acima do permitido, ninguém resiste às rotinas da casa. Seja mãe, tia ou nada disso, aqui quem usa saia é mãe e se a mãe manda comer tudo, os meninos comem tudo e vêm o rosto espelhado no prato.
Com algumas folgas, obviamente, que eles não deixam passar despercebidas:
- Queres cenouras M.?
- Não, obrigado.
A L.:
- Eh, ó mãe, e nós temos que comer???
- Tem paciência, o M. não é meu filho e vocês são...
Diz ela...
- Ó tia!!!
Também já não me lembro de ir ver um filme para adultos e já sei os genéricos do Disney Chanell todos de cor. Em contrapartida, como pipocas sem constrangimento numa fila do cinema ocupada pelos netos da minha mãe e recebo mais abraços por dia do que poderia imaginar. Quando os ânimos se exaltam e os impulsos não se refreiam, vamos pintar, brincar e criar autênticas obras de arte.
Este foi o meu presente de aniversário, à minha espera desde as 7h30m da manhã, numa mesa posta com pratos e talheres para comer panquecas que eu haveria de fazer, enfeitado com um vaso desviado da janela da cozinha.
E agora com licença que eu vou festejar 35 anos a jogar bowling (e a levar com uma banhada de strikes marcados por eles) e a comer batatas fritas e pipocas, no meio de 4 abaixo dos 10 anos. Embora me apetecesse torrar ao sol da praia a fazer hexágonos de tecido, com agulha e linha, envolvidos nos papéis que eles me ajudaram a recortar. Mas não seria a mesma coisa...
domingo, 3 de maio de 2009
da mãe

3 filhos de primeira qualidade
300 gr de beijos
200 gr de abraços
100 ml de mimos
sementes de bilhetes, postais e presentes
1 colher de chá de risos
1 pitada de essência de amor
Levantar à hora que os olhos abrem e juntar-se aos filhos que o pai despertou.
De seguida, adicionar os beijos aos poucos, alternando com os abraços e deixar repousar.
Deitar na mistura as sementes de bilhetes coloridos com poemas de encantar, postais em forma de coração e presentes e presentinhos.
Dissolver nos mimos uma pitada de essência de amor e cobrir com uma colher de chá de risos.
Envolver tudo à mão, com muito cuidado e deixar no forno quente do coração...a vida toda!
Shhh...é esta a minha receita do dia da mãe.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
crafty boys
O G. não quer largar as teclas, para passar mais um nível de não sei o quê, e leva o meu nível de paciência a tal ponto que qualquer dia faço Game Over.
Não bastava a PSP colectiva, mais a PSP do J., mais o Game Boy restaurado a fita cola ou a XBOX herdada do tio (que está de quarentena há 2 meses) para pôr as crianças à estalada dia sim dia sim, agora vem o outro, o Magalhães, ajudar à festa. Quando a pressão aperta e se adverte que este vai fazer companhia à XBOX, a pequena diz que tem que ir ver o email, e tal, que não é para jogar nem nada...
Eu faço um esforço por motivá-los para outras coisas, para outras actividades, outros interesses, mas muitas vezes isso só acontece se as máquinas estiverem de castigo. Então eu que, que nunca gostei de jogar, nem sequer sei desligar os bichinhos, vejo-me aflita para entender aquele fascínio que eles sentem.
Há cerca de 1 mês tivemos uma semana sem máquinas, televisão incluída. Mais uma vez por castigo e não por opção. Mas talvez por lhes ter explicado que lhes ía ser retirado um direito, porque cada um deles incumpriu alguns dos seus deveres, a mensagem passou melhor. E posso assegurar que foram dos melhores dias dos últimos tempos.
Num desses dias, o G. esteve a tricotar no moinho e fez uma cobra gigante e colorida para brincar.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Venham mais 5
São quase horas de jantar e eu estou pr'aqui online, com um ruído de fundo animado, de risos e brincadeira. Ninguém se zanga, ninguém se pega, ninguém se bate... Daqui a pouco vão à água e depois à sopa e ninguém reclama nem diz espeeeera! Não custa ir para o quarto e de manhã acordam antes da hora.
Parece que mais um é igual a menos dois e os muitos são muito mais mas fazem muito menos estragos.
Venham mais 5!
segunda-feira, 9 de março de 2009
pas de deux
Ele aprecia e eu também.
- Pendura ali na parede, ao lado da minha.
E à tarde, já sente saudades dos irmãos.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
cronometrado
Os dias passam a uma velocidade estonteante, já não sobram horas para quase nada e tudo se decide de um dia para o outro.
Por mais que programe, organize ou agende com antecedência, as coisas sucedem-se e o tempo não espera.
Com o J. no 5º ano e a dificuldade no estudo a adensar, vi-me na necessidade de registar os testes dele na minha agenda, para organizar todas as outras coisas que esta gente faz durante a semana, com tempo para estudar.
O teste de História estava marcado por estes dias, ainda longe, no mesmo dia em que uma amiga especial fazia 11 anos. O J. quiz oferecer-lhe um presente e pediu-me para fazer um cachecol com esta lã. Com tempo, pensava eu.
Fiquei aflita, com o teste e depois com o presente da menina, que ainda não tinha entrado nas agulhas. E, a sair de um consulta às 8 h da noite, havia matéria para estudar, 3 banhos para dar, jantar para fazer e um cachecol para tricotar.
Inspira, expira, que não é assim que deve ser. Não sou eu que devo estar aflita e não é assim que ele vai estudar melhor a formação do Condado Portucalense.
Eles jantaram bem, cheiravam ainda melhor.
No dia seguinte, o J. foi com a matéria sabida e um presente na mochila, para aquecer um coração pequenino.
Ainda não me tinha visto nestes preparos...
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
embalagem familiar
Esta é uma das preocupações quando vamos às compras: encontrar embalagem familiar dos ziliões de produtos que enchem o nosso carrinho de compras.
Mas isto do formato económico, não passa de mera publicidade ou ilusão de quantidade, porque a dose nunca chega, mesmo com 20% extra e grátis, dizem eles.
As espetadas são 4, os bifes são 4, até os iogurtes são 4 por embalagem. Quando são 5 deita por fora, está visto.
Para os fãs dos douradinhos, já há embalagem familiar, que embora não dê conta certa, depois de distribuir 6 para cada um (dos 3), ainda sobra peixe dentro do saco.
Talvez o defeito esteja mesmo nas bocas dos muitos, que não se ficam pelo menu infantil, nem com a ilusão do brinquedo. Os pratos ficam vazios e as travessas só voltam à cozinha com a salsa e as azeitonas. E o melhor é dar ao garfo, senão nem o nosso prato fica a salvo...
Ao Domingo, que sabe tão bem não fazer jantar, as crianças reclamam por um jantar de comida, comida mesmo, porque os crepes do lanche e as torradas com leite já não consolam e a canalha é de sustento!
E ainda que pareça estranho, o prato preferido deles é atum, com batatas cozidas, feijão frade e ovo...a seguir às batatas fritas, naturalmente, porque eles não são nenhuns extraterrestres!
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
abelhinha
Sempre que nasce um bebé, dá vontade de o mimar, de o cheirar, de lhe tocar e de o trazer para casa.
Sempre que nasce um bebé, os sons da casa serenam para atender ao choro que se quer fazer ouvir. E não há intercomunicador que substitua os olhos e os ouvidos de quem lhe vigia o sono, porque não chega ver, é preciso ouvir bem o sopro da respiração.
Sempre que nasce um bebé dá vontade de ter outro, só nosso, um dos nossos!
Sempre que nasce um bebé, há motivo para festejar e para oferecer um presente.
Mas há bebés ainda a caminho, como a Matilde, que vai ouvir o som da abelhinha, para chamar o sono. A Matilde é um bebé pequenino, que está na barriga da professora de ballet da L. Ela quis oferecer-lhe um presente feito por ela e quanto a mim, acho que se saiu muito bem!
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
zero euros
- Se eu estivesse à venda numa prateleira tu compravas-me?- Claro que sim!!!- E quanto dinheiro davas mim?- Todo!
- E tu, compravas a mãe?- Sim! E pagava zero euros.
Como dizia o meu avô, o G. "deu-me um bigode". Não se pode dar um preço a alguém que se gosta tanto assim.
domingo, 30 de novembro de 2008
nem a feijões!
- Eu acho que a L. já está fora da validade!!!
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
ideias/idées
Um dia chamaram-me idiota e eu fiquei ofendida.
Depois explicaram-me que um idiota não é um parvo chapado mas uma pessoa com ideias, muitas ideias!
Se é assim ou não, nunca me interessei, porque esta é a versão que me cai melhor.
Por isso eu gosto tanto desta revista e dou várias voltas às páginas para sugar cada uma das tantas ideias que as imagens mostram. Ideias que talvez nunca venha a materializar mas que me ficam na mente (eu ia dizer na ideia, que é como se diz por cá) durante muito tempo.
Hoje foi dia de ir deitar a L., num tempo sem minutos só para mim e para ela.
Eles escolheram os dias de cada um e hoje o dia era da L..
A sugestão foi nossa, a escolha foi deles: a 2ª feira é do J, a 3ª do G. e a 4ª da L.
A 5ª feira é minha e do pai e a 6ª é dos 3, a anteceder 48 h a 5.
Deitamo-nos as duas a desfolhar uma revista das que a mãe gosta e que traz as bonecas que ela adormece no colo.
Escolhemos as roupas da próxima estação e fizemos ajustes ao gosto da dona, que quer uma boina em vez de um gorro, assim inclinada para o lado, estás a perceber?
Pela primeira vez a L. voltou a página e encontrou outras imagens, muitas ideias que geravam novas ideias na sua cabeça e que ela partilhava com um gosto que não lhe conhecia.
O estojo de alfinetes transformado em cartão de boas festas e os alfinetes podem ter flores, e botas de Natal e caras de urso (salvo seja!) e estrelas e assim e assado.
A árvore de Natal, então, cheia de laços pode esconder um chocolate ou outra surpresa, uma coisa boa e o primeiro que a descobrir tem direito a abrir o primeiro presente. Era boa, não era?!
Para ela pediu este cachecol, tal e qual, vermelho e branco, com os quadradinhos em baixo, assim como este, quentinho.
A ver se faço e passo a ideia para as agulhas...