domingo, 9 de janeiro de 2011

À procura..da arte!

O João anda à procura da sua vocação e parece-me que anda lá perto...


Anda à procura de algo que não se prenda à métrica das palavras nem à objetividade dos cálculos. 
Tem experimentado áreas que lhe são mais naturais às mãos e lhe permitem fluir sem dor a excelência do seu pensamento.

Ele pintou estes quadros nas férias de Natal e, para mim, são os mais bonitos que já vi na vida!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

castelos e princesas


As estrelas podem ser cor-de-rosa, se os seus raios de luz chegarem a todo o lado.

Os castelos podem estar onde nós quizermos, no alto do monte ou debaixo da nossa cabeça.

Ha tantas coisas que podem ser aqui ou ali, assim ou assado...se assim se quizer.

Porque eu quero, este Natal vai ser muito feliz, para mim e para todos que quizerem ser felizes.

2011 vai ser ainda mais feliz, porque eu também quero e posso querer!

Em todos os dias da minha vida, quero ser a princesa do meu castelo e quero celebrar a alegria da vida com a minha princesa e os meus príncipes!

Sejam felizes sempre!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Presépio de bolacha

Para a escola do Gonçalo, um presépio de bolacha:




A proposta era a de fazer um presépio à mão, original e com a participação de todos.

Depois de folhear muitas revistas de trabalhos com papel, tintas e madeira, o Gonçalo fixou os olhos na revista de culinária, com a receita das bolachas de gengibre. Daí para o presépio, foi uma questão de forma.




Ainda sobrou massa para fazer dois bonecos de gengibre, que não duraram o suficiente para ficarem registados.




Amassamos, cortamos e cozemos num dia, montamos no outro. Está agora em exposição na escola, juntamente com outros presépios levamos por todos os meninos.
Ele e os amigos estão agora à espera que passe o Dia de Reis para lhe deitarem a unha a este e o levarem à boca. 

 

Que lhes saiba muito bem, que para o ano fazemos outro!

 

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

presentear

Presentear é um gosto, é um privilégio, é o prazer de fazer alguém feliz.

Adoro oferecer presentes, na data, fora da data, a propósito, sem propósito, ou apenas porque sim.

Os primeiros presentes que ofereci eram feitos de cartão, coloridos, recortados e com dedicatórias afectuosas para os mais chegados.

Com 12 anos, juntei 1.200$00 e comprei um presente de Natal para oferecer a cada um na noite da festa, 12 ao todo. Porque não podia pagar mais do que 100$00 para cada um, expliquei-me em cada loja, que era para a avó, e para a mãe, e para o tio... e não podia custar mais do que 100$00. E assim ofereci uma jarra para a minha avó adornar o santuário que tinha no quarto, e uma mini bola de queijo flamengo para a minha tia que me contou ter crescido com o desconsolo da falta de queijo na mesa. Encontrei ainda uma roleta de jogo por menos de 100$00, que chegou para comprar uma caneta bic para ajudar o meu avô fazer o totobola, pensei eu. Este deve ter sido o maior erro de casting nos meus presentes, porque ele, para além de não jogar, não gostava de jogo e gostava ainda menos que eu tivesse gasto meu dinheiro numa coisa daquelas.

Desde então, não deixei de oferecer presentes aos meus amigos e à minha família, com mais ou menos dinheiro, mais ou menos sucesso.

Sobretudo em datas especiais e a amigos especiais, esforço-me para que o presente saia dos fios de renda ou de lã ou da costura dos tecidos. É um pedaço de mim que fica com cada um deles, é um pedaço de tempo que já não é só meu, é meu e deles. Para mim tem mais valor, espero que para eles também.

Mas em época de Natal, se penso em cada um deles com muita antecedência e programo o que quero fazer para cada pessoa, acabo sempre por deixar tudo para os últimos dias, numa corrida contra o tempo, numa ansiedade desconfortável que quase tira o prazer de oferecer tempo.

Conto com a ajuda dos meninos, nas decisões a tomar, na escolha das cores e das formas, mas o tempo é curto e foge-me das mãos. 

Apesar disso, este ano propus aos mais velhos oferecer um presente aos seus amigos mais próximos, miúdos e graúdos, incutindo-lhes o prazer de dar, sobretudo àqueles que durante todo o ano lhes dão a sua amizade, a sua atenção, a sua dedicação. Eles gostaram da ideia e decidimos criar objectos para as meninas e oferecer livros aos meninos.

E assim saíram marcadores de livros, cadernos, estojos de lápis (ainda a caminho).




Se calhar para este Natal ainda falta muito tempo...

domingo, 21 de novembro de 2010

Il était une fois...

Enviado pela Isabel, a mãe da Rita e do David, que partilha comigo a paixão pelos bons livros.
Imperdível!






"Il était une fois..." de Benjamin La Combe

sábado, 23 de outubro de 2010

Para a Mestra!

Estas almofadas foram feitas pela minha mãe para oferecer à minha madrinha como presente de aniversário.

Apesar de gostar muito de costurar, para nós e para os outros, a minha mãe sempre viveu demasiado depressa, sempre a correr de um lado para o outro, e o tempo que lhe sobrava para estas coisas era pouco ou quase nenhum. Tem o "pecado" de começar muitas coisas e acabar só algumas, que agora eu entendo melhor do que ninguém, porque sou bem pior do que ela. As nossas roupas de casamento tiraram-lhe algumas noites de sono na véspera da festa. Em todos os tempos mortos, a caminho ou em espera, sai da bolsa o saquinho da renda de rosetas, começada há mais de 20 anos e que lá para o Natal irá finalmente cobrir a minha cama.

Com o tempo, ganhou juízo e deixou-se destas correrias e aderiu ao prêt-à-porter, que também é bonito e dá folga ao tempo. É assim com as roupas e com os presentes...quase todos os presentes, porque com a minha madrinha é diferente.

Armada em psicanalista, ocorreu-me que a vontade de lhe oferecer alguma coisa feita pelas suas mãos, usando o conhecimento que adquiriu ao longo do tempo, tem sido a forma de agradecer à sua Mestra tudo aquilo que lhe ensinou.

A minha madrinha, costureira de profissão, foi a nossa mestra, minha, da minha irmã, das minhas primas e também da minha mãe, de quem é cunhada. A viver na mesma casa que a minha mãe e os meus avós, cativou a minha mãe para a costura, estimulando-lhe a criativa no aproveitamento de tecidos e desafiando-lhe a ousadia para fazer os talhos das blusas.
Ao serão, juntávamos-nos lá todas a costurar, a coscuvilhar e tudo o que nos apetecesse fazer entre primas e tias.

Recentemente atraída pelo patchwork, a minha mãe experimentou pela primeira vez os pré-cortados em triângulos (turn over), que escolheu da prateleira da loja e ficou fascinada pelo resultado.
Num serão, agora cá em casa, depois de os meninos fecharem as últimas pestanas, experimentamos cores e formas e o resultado é este:



Estão lindas e com uma perfeição que supera as artes da Mestra, de um rigor matemático, sem cantos por casar nem pontas por rematar.


terça-feira, 19 de outubro de 2010

doll quilt privat swap


A Anita é americana, de Washington, e uma profissional do patchwork. Há muito tempo que visito a casa dela e espreito pela sua janela.
Aprecio-lhe a criatividade, o bom gosto e a enorme abertura com que partilha  as suas emoções, as suas experiências e os seus conhecimentos.
Frequentemente, promove acções colectivas, a que se chama quilt along, envolvendo a todos que se interessam na realização de um mesmo projecto, apresentando imagens e explicações detalhadas de cada passo. Eu já alinhei em duas delas, mas não acabei nenhuma...ainda. Entretanto, tenho aprendido estimulada com os novos desafios.

A Anita, carinhosamente convidou-me a fazer com ela um doll quit swap privado, a fingir que era o outro, mas de amiga para amiga. 
Eu fiz uma manta para ela e recebi uma dela para mim. Maravilha! Sou uma miúda cheia de sorte. 
Este foi o quilt que a Anita me enviou, que orgulhosamente pendurei na minha sala de costura e que lhe deu um colorido fantástico.


Para ela enviei um "quilt around the world", com a intenção de selar uma amizade virtual que cresce à distância. Uma combinação de sólidos, harmonizados por um dos tecidos mais bonitos do Kaffe Fasset.

Colorido, como se quer a vida! 
Circular, como se querem os amigos! 
Gracioso, como se quer a arte!


  

Parece-me que ela gostou!