quinta-feira, 13 de março de 2008

Bonjour!

Já sabia que o cansaço me deixava irritada, ansiosa e acelerada.

Agora percebi que também me deixa patética!


O meu trabalho na loja já me fez telefonar para o Japão, resgatar o meu melhor castelhano (que é do pior que se possa imaginar), potenciar o meu inglês e recordar o meu francês que, de todas, é a que me flui mais facilmente (ou 9 anos de estudo não dessem tempo para isso...)


Na escrita, vale-me o google (translate) que, como diz um amigo, "é o melhor amigo do Homem"!


Mas ao telefone a coisa muda de figura e nem vale a pena dizer que fala de Portugal, que o ritmo linguístico do lado de lá não adoça.


Há dias, a pensar no que ia dizer a um fornecedor francês por causa de uma encomenda (colis, estava eu a recordar) que foi entregue em más condições, passo por um colega de trabalho e saúdo-o com o convincente Bonjour!

(cof, cof) Bom dia!


A minha reputação nunca mais será a mesma...

quarta-feira, 12 de março de 2008

Se Maomé...


...não vai à montanha, vai a montanha a Maomé!



Se não pode adormecer no sofá, então leva o sofá para a cama!



É assim que o G. vai contornando algumas regras, sem precisar desobedecer, acaba por fazer o que pretende.



Sem que alguém se apercebesse da habilidade, já tinha adormecido sobre a sua poltrona...

segunda-feira, 10 de março de 2008

falange




A falange do anelar esquerdo, quase quase a chegar à falanginha, conta parte da minha história.


Sou vaidosa, admito, gosto de acessórios, reconheço, mas não é o luxo que trago no meu dedo, sou eu e os meus amores.


O primeiro é o anel de namoro, escolhido e concebido pelo meu namorado de sempre, só para mim, só para o meu dedo, ainda não tinha eu a maioridade.


O segundo está ali há 10 anos e foi lá colocado debaixo de uma forte chuva de Maio.


Pouco tempo antes recebeu o terceiro, que é de noivado, com 5 pedras, ainda sem imaginar que nós iriamos ser uma família de 5.


Depois vieram os filhos, e com eles um anel com o seu nome e a data de nascimento, oferecidos pelo pai.


Nunca os tiro do dedo, ou só o faço quando corro o risco de os perder.


Superstição ou cisma, a verdade é que há uns tempos perdi o do G. por umas horas e o meu coração não sossegou enquanto não o encontrei, mesmo sabendo que o G. estava bem.


Que seja vaidade, mas todos têm para mim um forte valor afectivo, simbolizam etapas da minha vida e fazem-me sentir mais próxima dos meus amores.


domingo, 9 de março de 2008

Chegou...



...o presente da Luísa, do PIF em que fui uma das felizardas ganhadoras.

Estava muito curiosa sobre o que seria, sabendo do enorme talento que a Luísa tem revelado a quem a visita. Não estava enganada.

Recebi um estojo para guardar agulhas e alfinetes, com uma bolsinha para a tesoura. Feito em patchwork e bordado em sashiko. Mais bonito que isto só ao vivo.



Obrigada Luísa! (que ainda me presenteou com dois lindos tecidos)


Agora tenho que trabalhar para cumprir a minha promessa. Mas atenção, não criem tão grandes expectativas..;)

quinta-feira, 6 de março de 2008

papel de parede

A sala do G. tem o canto da casinha remodelado e pediram à família dos meninos que decalcassem as suas mãos em papel para forrar as paredes da casa. Cada membro da família com uma cor diferente dos outros, para que os meninos soubessem quem são quando estão lá a brincar e sintam a sua presença até à hora de voltar para casa.
Em casa, o G. foi o primeiro a pintar a mão:

- De azul, que é a cor dos olhos de nós todos!

O J. quis um dedo de cada cor e divertiu-se a encontrar novos tons na mistura das cores primárias.
A L. gostou da ideia do irmão, mas deu-lhe um toque feminino, achando por bem usar cor de rosa e amarelo...

- que é a cor do meu cabelo, para o G. saber que é a minha mão.

Como a operária de serviço era eu, tratei de aproveitar a tinta cor de rosa e assim ficou a minha marca.
O pai, apesar de inconformado com o magenta a fazer o lugar do vermelho, pintou a mão nas cores da bandeira nacional (ou da selecção Nacional, porque do Benfica já nem lhe vale a pena ;))


E porque lá em casa estas coisas nunca correm sem acidentes de percurso, depois de bem seca, o G. lembrou-se de recortar a sua mão (salvo seja, a de papel) e cortou-lhe um dedo (ooops) e lá tivemos que pintar uma nova minutos antes da chegada do "João Pestana".

Vai ficar muito colorida a casinha da sala azul!

terça-feira, 4 de março de 2008

pela manhã...

...acorda, mal se vêm os olhos, salta para o meu colo e dá-me um abraço muito, muito apertado...

-Bom dia filha, então, isto é frio ou é só preguiça?
-É mimo!-responde.

Que booom!!!! E já me dizem que passa depressa....

segunda-feira, 3 de março de 2008

Imparável!




Dos três, a L. é quem tem mais actividades extra escolares, por opção e devoção.


Sem falsa modéstia, estou certa que dará uma excelente pianista, uma elegante bailarina e até agora, uma óptima aluna.


Na água também esbraceja bem, mas "faltam-lhe uns centímetros assim" para ser nadadora de competição (e eu feliz da vida...)


Ainda tem inglês uma vez por semana e não fossem os nossos argumentos, de falta de tempo e limites financeiros, ainda andava na informática, e no hip hop, e na dança, e no basquete, e na patinagem e eu sei lá mais o quê!!!


Acorda sempre bem disposta e não há sono que a derrube quando está na hora de mais um dos seus compromissos.


Há dias, enquanto lhe secava o cabelo, disse-me que ainda não sabe o que quer ser quando for grande. Ou melhor, ela até sabe, sabe que quer ser várias coisas, só não sabe como...
- Eu gostava de ser professora, pianista cozinheira e cabeleireira.
- Ainda tens muito tempo para decidir.
- Acho que vou ser mesmo professora...porque o resto eu posso ser em casa: toco piano, faço o jantar e penteio o cabelo à minha filha.
Já temos a mesma cor de olhos, a mesma cor de cabelo (e agora corte, porque eu virei teenager), a mesma falta de centímetros de altura e o mesmo feitio respingão, só faltava mesmo ela ter a mania de ter muitas profissões...

Há coisas que estão realmente nos genes!!!


(lá em cima sou eu com a idade dela)