domingo, 9 de setembro de 2007

Costurando...



O dia de ontem valeu mais do que 10 sessões de psicanálise (digo eu, que nunca fiz).

Consolei-me a costurar o dia inteiro e o trabalho rendeu imenso.

Com a chegada da Maria, que se veio juntar à amiga Clara, tivemos que lhe fazer uma roupa nova, cujo tecido e modelo foi escolha da L. Fizemos também com o mesmo tecido uma colcha fofinha para a cama das duas.


O dia deu ainda para fazer dois individuais de mesa, reversíveis, como protótipo de uma experiência de futuro (???)

Adiantei aquele outro trabalho que já iniciei há algum tempo e que está agora prestes a ser quiltado.


Ainda fiz um presente para uma amiga que não posso ainda fotografar porque ela só faz anos em Outubro e assim estragava a surpresa...


Há dias que correm mesmo bem!!!

sábado, 8 de setembro de 2007

Já ganhei o dia!


A L. com a Montepuez vestida, para a galeria da Sósaias.
Eu pedi-lhe para a vestir e ela fez-me o jeito. Qualquer dia é ela a pedir-me para a vestir e eu a ter que lhe fazer esse jeito...
Entretanto, a L. diz-me coisas lindas:
"Ainda bem que o Jesus inventou que eu fosse tua filha!"

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Festa do Caloiro



Hoje, os mais velhos tiveram uma festa especial no ATL, a Festa do Caloiro, com direito a padrinho e a madrinha (a quem a L. chamou tia, quando me contou o que aconteceu na festa...).

À primeira vista, para quem já está no 2º e 4º ano, não faz muito sentido receber o estatuto de "caloiro". Mas a verdade é que eles são mesmo caloiros, numa escola onde fizeram o pré-escolar, e para a qual voltaram depois de frustradas as tentativas desta mãe e da "super avó" de fazer um acompanhamento escolar mais próximo.

Sempre pensei que, com uma avó professora e sempre disponível, os meus muitos teriam um "ATL de luxo", por ser personalizado, próximo e praticamente exclusivo.

Enganei-me, tal como acontece comigo e com o pai, também com a avó a reacção dos meninos às nossas explicações e orientações não é a melhor...

- Não foi assim que eu aprendi!

- Tu não estás a perceber nada!

- Não foi assim que a minha professora ensinou!

- Eu é que sei!

- A professora só mandou fazer isto!

- Não quero trabalhar mais!

...e outros mimos de que agora já nem me lembro!!!

Decidimos então inscrevê-los na escola para onde entraram com 2 anos e que agora os recebe com o mesmo carinho do 1º dia.

Não foi muito fácil esta opção, por trazer consigo uma certa frustração e por envolver um encargo financeiro bastante superior. Mas é assim, quem tem 3, faz contas de multiplicar por 3 e toma decisões a 3 e as nossas têm sido bem ponderadas. Pelo menos tentamos!

Apesar de terem voltado ao trabalho antes do habitual, estão felizes e não reclamam por acordar cedo.

Eu também estou feliz por eles e por mim, que quando os vou buscar, posso ser só mãe, matando as saudades que vou acumulando ao longo do dia!!!

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Sabe mais que o Papa...



Tiradas do J.:

- Ó mãe, tu és o meu maior tesouro! Não te trocava nem por uma PS3!

* * * * *

Dá-me uma palmada no ombro e diz-me:

- Tens o espírito da tua mãe!

* * * * *


Depois de mais um conflito familiar, por outros palavras, depois de uma cena de "pancadaria" entre irmãos por causa de um carro do tamanho de uma unha, eu alcanço a desejada paz com uma longa conversa entre os "guerrilheiros", e o J. conclui:


- Eh mãe, tu pareces Deus, assim a dar conselhos!


* * * * *


A contar uma história antes de dormir, no quarto de um deles e já desatinada com a indiferença a que me voltaram, digo:


- Se não estiverem com atenção, eu não conto a história.
Responde o J.:


- Eu estou a usar a visão e o tacto com o meu dinossauro e com a audição estou a ouvir a tua história.
Pelo menos fiquei esclarecida.


* * * * *


Com o pai a fazer braço de ferro:

- Ó pai, como é que tens esse músculo?

- Como muita sopa.-responde.

- Mas tu nem comes sopa!!!

- Mas trabalho muito...-tenta a sua sorte.

- Tu nem uma camisola sabes passar a ferro...


Haja alguém que dá valor ao trabalhinho aqui da "sopeira"...

* * * * *

O J. também já me disse que, quando ele for adulto e se eu quiser, posso continuar a viver na minha casa, porque ele não se importa, até faz gosto...




É assim o J., tantas vezes carinhoso, como insurrecto, tantas vezes criativo, como desastrado...


E foi num momento de criatividade que se lembrou de fazer com dois paus e fita cola uns skis domésticos...

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Leituras

Hoje comprei este livro para mim...




Mas ando a ler este...
Estes ainda estão à espera de tempo...

Os meninos também receberam um presente pelo bom regresso à escola...

Quando compro um livro, sinto-me sempre um bocadinho mais rica, ainda que o vá ler dali a muito, muito tempo.
Como diz a minha amiga Fatinha, os livros não se emprestam, só se recomendam!
E a verdade é que, depois de ler um livro, já não me consigo separar dele...


domingo, 2 de setembro de 2007

Os tempos estão mudados!


Depois de um Julho sem chuva e de um Agosto ventoso, temos um Setembro com sol.

Está tudo doido!

Desde miúda que me lembro de o mês de Agosto ser o mês da praia por excelência, com autocarros cheios de crianças, bóias e lancheiras. Até os carros iam a abarrotar de passageiros.

Lembro-me de a minha mãe ir connosco (quando ainda éramos só dois) para a praia de Miramar, mesmo junto à Capela do Senhor da Pedra. Levávamos também os nossos primos quase todos e éramos pr'aí uns 7 "índios" a bordo (a Brigada de Trânsito que não saiba...).

Naqueles tempos era a única forma de os meus primos irem à praia, porque a vida era mais difícil para alguns e com uma Titi professora, as coisas iam-se compondo.

(Que sorte tem a geração dos meus filhos!)

A praia era então de dia inteiro, com direito a barraca montada pelos primos mais velhos e habitualmente levava-se refeição quente para todos.

As brincadeiras de praia, com muitos menos baldes e pás, eram inventadas por nós, boicotadas ou "radicalizadas" pelos mais velhos. Quem não se lembra do ski de areia, ou das coroas de rei feitas com a toalha da praia...?!

As mães até tinham mais tempo para os acabamentos de costura com trabalhos de mão...

Confesso que às vezes gostava de ter sido mãe naquela época.

Como éramos muitos, ninguém se atrevia a escapar e mantinhamo-nos todos por perto até à hora de ir ao banho. Sim, porque havia hora de ir à água, após as sincronizadas 3 horas de digestão.

Lembro-me perfeitamente de a minha prima Lete fazer-me o baptismo de água do mar. Fartei-me de gritar, porque sempre fui uma mimalhona!

Hoje recordei esses dias porque, depois de 3 semanas de férias em Agosto e com 3 idas à praia por pouco mais de 1 hora, corridos que vínhamos com o temporal que se sentia nestas praias do Norte, estou no dia 2 de Setembro na praia com um sol esplêndido e sem ponta de vento.
Estive a jogar raquetes com 2 dos meus filhos, já a começar uma discussão, porque queriam que eu fosse a "lançadora" para os dois, não admitindo passes um para o outro (alguém me explica como é que isto se faz???). Logo eu, que já estava frustrada depois de estar a tentar jogar "futebol fintado" com o J.. Porque é que ele não se convence que eu só percebo de fitas e não de fintas?!

O.K., só me estou a queixar porque o babby sitter das crianças, que por acaso também é o pai delas, resolveu ir correr à beira mar e me deixou entregue à "bicharada" (salvo seja, senão faz de mim também bicho...), sempre faminta de jogos de praia. E eu não tenho mesmo jeito nenhum para a "poda"!

Assim se prevêem os dias de Setembro, sem as nortadas de outros tempos e com um sol que só vamos poder "provar" ao fim de semana...
(A imagem do topo foi digitalizada do livro "Gaia por revelar")

sábado, 1 de setembro de 2007

Grande Empresa

Enquanto eu e a minha irmã vamos preparando o nosso "quiosque", os meus filhos resolveram criar a sua própria empresa, por iniciativa do J..
As tarefas foram distribuídas e os salários fixados.

A L. e o G. são ambos colaboradores, a L. na investigação (dever andar perto do chamado estudo de mercado) e o G. na execução das tarefas. O J., obviamente, é quem manda no estaminé!
- Eu sou o Gestor! - diz ele - E vou pagar aos meus empregados 1 € por mês.
(Não começa bem o rapaz, a investir tão miseravelmente no trabalho da classe operária...)


Quando os vi assim a trabalhar, de forma tão entusiástica, lembrei-me de uma outra menina que, em criança, dizia sempre:
- Quando eu for grande, vou ser Gestora de uma grande empresa!
Coincidência ou não, o que é facto é que essa menina é agora minha sócia naquela que esperamos que seja uma grande, grande empresa.