quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Aula de crochet - Módulo 1


Está feito! Está rendida ao crochet da praia!

Hoje a L. quis aprender a fazer "isso que tens na mão, mãe" e já saímos da praia com um bocadinho de cordão...


quarta-feira, 15 de agosto de 2007

"Patchworking"


Para manter a minha reputação no seu melhor nível, iniciei este Verão (mais) um novo projecto, agora em patchwork, que é a minha grande paixão no momento.

Li, procurei, comprei vários (muitos) livros, revistas, tecidos e outros materiais até ganhar coragem para "meter" a tesourada.
Já está, já comecei, já decidi materiais, cores, tamanho e destino: a cama do G.
(Já que me aventurei num primeiro trabalho a fazer uma colcha, pelo menos tinha que ser a de uma cama de solteiro...).

Entretanto, e como este trabalho não pode ir para a praia, nem viajar de comboio, lá vai comigo o meu quase "eterno" crochet de Verão. Apercebi-me entretanto que é, ele próprio, também um projecto de patchwork, já que é composto de vários quadrados com diferentes desenhos, embora trabalhados todos ao mesmo tempo (o que me fascinou quando o iniciei pr'aí há 10 anos atrás!!!).

Isto do crochet e da praia é já uma velha amizade.

Desde que me conheço como moça que levo uma rendinha para fazer na praia, porque a minha mãe também levava, a minha tia também levava, e a irmã da minha tia igualmente, e lá estavam as parolas todas a crochetar na praia... Eu era, e ainda sou, a parola-mor, porque se há sítio onde eu adoro fazer crochet de algodão...é na praia!

domingo, 12 de agosto de 2007

vento norte

Nós os 5 vamos ao restaurante/pizzaria/mac donald's com muito pouca frequência, que não chega a quinzenal. Normalmente enquadramos as nossas idas como um prémio para os miúdos, embora à 1ª vista seja um prémio aqui para a cozinheira... À 1ª vista, porque à 2ª arrependo-me sempre e lamento não me ter dado uma dor de barriga "daquelas" que não nos deixa sair da casa de banho, de tão mal que eles se portam fora de casa. Só ficam na mesa até aos cafés dos pais sob forte ameaça ou após longas negociações, vulgo, subornos.
Mas como nós somos masoquistas e insistimos em não esperar até ao 18 anos deles para voltar à saídas sociais, lá nos aventuramos de vez em quando.
Além disso, os rapazes são uns verdadeiros "alarves" à mesa e "limpam" tudo o que lhes aparece. Já nem arriscamos as 1/2 doses ou até os menus infantis sem antes nos certificarmos que são bem guarnecidos. O que vale é que eles gastam bem o que comem, senão a balança do Pediatra já tinha dado sinal vermelho...
Assim, para além da "animação" do repasto, somos bem servidos com a conta no final!
Será que não há restaurantes com descontos para as famílias numerosas??? Do tipo, traga 5 e pagam 4?! Já me chegava!
Ontem, num gesto de insanidade, lá fomos mais uma vez tentar a nossa sorte num restaurante fantástico, unicamente porque tem um parque infantil fechado e totalmente à vista das mesas, mas que tem a mania que é chique. Tão chique que a comida é servida "à la bonne tradition française" (portanto escassa e bem enfeitada) e com preços escritos com caneta de escrita grossa. No fim do almoço e depois de desaparecer o conteúdo de todas as travessas, meio a brincar, meio envergonhada, digo à empregada que levantava a mesa que tinha passado ali um "vento norte".
E o J. acrescentou:
- E vento norte sou eu!

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

O Afonso.



O Afonso, o Afonso Henriques.



Toda a gente sabe quem foi e os meus filhos melhor do que ninguém. Eu diria mesmo que o Afonso, o Henriques, é quase um amigo de família, que visitamos todos os anos, nas férias do Verão.

Este não não foi excepção e lá fomos nós, com a companhia requisitada do avô historiador, para que os miúdos ficassem atentos nas outras salas dos Paços dos Duques de Bragança que não apenas a sala das espadas...

À entrada, também a fotografia da praxe da escultura do dito Afonso, que, soubemos todos este ano que foi feita por um senhor da nossa terra, de seu nome Soares dos Reis.

Este ano foi o J. que esteve com a máquina fotográfica a fazer a reportagem da visita. Quando tirava uma fotografia à irmã, lamenta-se pela mau enquadramento e disse:

- Só consegui apanhar as pernas do "Afonso".

Na despedida, e a caminho do ansiado lanche, o J. despede-se do seu amigo:

- Adeus Afonso, sou um grande fã seu (E eu que pensei que ele já o deixava tratar por tu!!!).



A ida a Guimarães também serviu para ir buscar um presente (de mim para mim) à Alice. E ficou linda a minha mala...


No regresso, e ainda a caminho da viagem medieval (que servirá de assunto para outro post), o cansaço derrubou os mais velhos e vinha o pequeno a cantar rap:


Uh, uh, da, da, faz, faz...

- Ó pai põe mais alto!!!

Mas a música acaba...

- Desliga pai, esta é "fatela"!

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Quem falou em reciclagem?


Falei eu! Falo eu, todos os dias, ao pai e aos filhos, tentando convencê-los a separar o lixo das pequenas coisas que vão rejeitando ao longo do dia, colocando no respectivo saco conforme a sua natureza.

Comprei uns sacos das cores respectivas para apelar à sua fácil utilização.

Começamos pelos vidros, e ninguém é capaz de o colocar no lixo doméstico.

Depois foi o papel, e quanto a este também não há dúvidas.

Agora é o plástico e até já consigo que separem a tampa dos pacotes de leite, na hora de distribuir o lixo nos sacos. As embalagens de metal, havemos de lá chegar...

Mas os iogurtes, acho que nunca lá chegaremos, porque aqui em casa ninguém os consegue lavar ao ritmo a que são bebidos/comidos...

(Vou ali num instante comprar acções da Danone, ou da Nestlé, ou da Yoplait...)

As raríssimas pilhas que aqui se consomem foram desviadas pelo J. para a campanha escolar de angariação de pilhas para o concurso dos livros (e já ganharam uma vez).

O que eu nunca pensei é que os sacos da reciclagem iam servir para uma corrida de sacos em pleno jardim pelos homens da casa...!

Isto é mais que reciclagem, é reutilização!!!

Desde que não se rebentem, sempre vão servindo para se divertirem!


sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Não faz só birras!

O G.!
Nem passa o tempo TODO a experimentar a sua força no "lombo" dos irmãos...
Ele também tem a sua graça, aliás, tem mesmo muita graça, tanta que às vezes nos desconcerta na altura de ralhar.
Depois de um bom raspanete, com os pais já com cara de poucos amigos e quando vê que já não tem hipótese de se safar, espeta-nos aquele sorriso rasgado e diz: "Ri comigo!"
Outras vezes tem expressões que não chego a perceber onde as vais buscar.
Nos dias de Verão, quando lhe vou dar banho antes do jantar, ele não se opõe à lavagem, mas recusa o pijama porque "ainda está de sol"!
Mas se eu insisto e lhe visto mesmo o pijama, é capaz de dizer que aquelas são cuecas "de acordar", por que estão novas e os elásticos ainda estão firmes e nem passaram anos antes pelo rabinho do irmão.
Também quando se deita na cama, virado com a cabeça para os pés da dita e por cima dos lençóis, com almofada e tudo, diz-me que está "a dormir como na praia"! (Porque está ao contrário? Porque é diferente do habitual? Porquê? Esta não percebi!)
Quando o ajudo a lavar os dentes, para garantir que não vai ter uma infecção num dente que está a escurecer depois de uma das suas quedas, ele diz: "Tem de ser, bem lavadinho, porque este dente está morrido!"
Há dias, e porque ele às vezes também obedece, pedi-lhe para ir chamar o elevador.
E ele foi: pôs-se à frente do elevador e chamou: "Elevadooooor"!
Também não é preciso fazer sempre o que a mãe diz, ou pelo menos, seguir à letra o que a mãe diz.
Ele é que tem razão, ninguém percebe, estas mães!!!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Feira de artesanato

A de Vila do Conde, pois claro!

Fomos lá ontem, em família alargada, porque nestas coisas eu não prescindo da presença da minha mãe, nem os meus filhos da presença do avô, que os enche de presentes...os interesseiros.

Vamos a esta feira há anos e o R. já nem tenta resistir. Aliás, agora até é ele que sugere o dia, porque lhe vai cheirando a sandes de presunto e a doces conventuais enquanto as meninas vêm os bordados.

Desde o ano passado que o nosso interesse é redobrado, porque as mulheres cá da casa aprenderam a fazer renda de bilros, pelo que o fascínio pelos trabalhos é muito maior.

Eu, que sou uma consumidora incurável (shiuuu...), também comprei uma renda de bilros feita com cores, no âmbito de um concurso em que participaram diversas rendilheiras, numa iniciativa admirável organizada pelo Centro Regional de Artes Tradicionais de Vila do Conde, que visa perpetuar a tradição com traços de modernidade. É uma exposição imperdível, que está instalada num pavilhão exterior à feira.

E porque a minha rendinha só chega cá em Setembro, ficam aqui as imagens dos presentes dos "muitos":