Chegaram ontem dos States e estou ansiosa por lhes "meter" a mão...para juntar aos outros que alguém me mandou.
sábado, 30 de junho de 2007
sexta-feira, 29 de junho de 2007
A história da noite
Desde pequeninos que os meus muitos estão habituados a ouvir uma história antes de dormir, ou uma parte de uma história, ok, ou uma historiazinha, porque o tempo nem sempre dá para tudo!!!
Sempre tentei incutir-lhes este hábito da leitura, que também tenho desde pequena, e que não me fez mal nenhum. Eu ou o pai e até a avó, quando é cravada para tomar conta deles, procuramos preservar este hábito que é comum a muitas famílias, felizmente.
Desde que o J. aprendeu a ler, tentamos que seja ele a ler uma história para nós, e ele adere bem à proposta até porque sempre sentiu um certo consolo em ser o centro das atenções (resquícios de 1º filho e único com créditos de filho único...).
Depois foi a L. a aprender a ler, e eles vão-se revezando na oratória.
Mas isto da leitura ao deitar é tudo menos pacífico. A confusão começa com a escolha do livro, que nunca, mas mesmo nunca é unânime e à falta de argumentos e de paciência, admito, acaba sempre a ser "proposto" pelos pais, até porque o tempo está a contar até à hora de desligar a luz.
Depois é o quarto onde vai ser feita a leitura do dito livro, ou todos querem que seja no seu próprio quarto ou não querem ver sequer a sombra dos irmãos dentro dele. É o problema de haver 3 quartos para 3 crianças. Não são só vantagens...
Por último, e porque a odisseia não acaba por aqui, é decidir a proximidade com que cada um deles fica em relação ao leitor, e em condições de boa visibilidade para as imagens do livro. Se quem lê consegue ver bem as letras, isso já não lhes interessa nada, que se desenrasque.
Ontem, fiz uma tentativa, admito já que foi um pouco frustrada, de ultrapassar todas essas fases de acesa discussão e ler umas páginas de um livro aos meus filhos.
Receita:
- escolhi um livro que tinha acabado de comprar e que ainda não ido para a prateleira de nenhum dos quartos;- decido ler o livro na minha cama, dentro do meu quarto;- coloquei os meus filhos mais velhos um de cada lado e o mais pequeno deitado no meu colo.
Consegui ler 3 páginas, pegaram-se muito pouco (só o G. que é o menos democrático dos 3 e certamente vai ser líder sindical) e só fiquei com uma dor de braços e nos olhos, por ter esticado tanto os braços para que pudessem os 3 ver as imagens do livro e no limite da minha capacidade de visão.
Tenho que ganhar coragem até à próxima leitura da noite. E não me ralhem por às vezes eu os ameaçar (e cumprir) que o castigo pela asneira que fizeram é não haver história. É que às vezes também preciso de uma folga!!!
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Outra mãe de muitos.
A mãe da mentora do nome deste blog, que também é mais de muitas, de três, e duas delas até vieram ao mesmo tempo, debatia-se há dias com um problema sério, comum a todas as mães e pais: a entrada dos filhos no ensino básico.
No caso dela, são duas, que nasceram no último dia do ano, o que baralha as opções de inscrição no 1º ano de escolaridade.
As meninas não foram colocadas na escola pretendida, o problema do seu acompanhamento pós escolar não estava resolvido e havia que tomar a decisão de as deixar ser só "crianças" mais um ano, dito preparatório do início da sua caminhada escolar.
Sensível como sempre foi e preocupada com o bem estar das suas meninas e com a forma como elas poderiam lidar com a decisão a ser tomada, a minha amiga perguntou-lhes se elas sabiam o que era a escola primária, se estariam dispostas a ir para outra escola para só no próximo ano entrar no 1º ano de ensino, blá, blá, blá...
Responde a M.: "Eu não sou como tu e o pai, sou uma criança de 5 anos. Vocês é que sabem!"
Replica a outra M.: "Era só o que me faltava!!! Vocês é que são os pais, vocês é que decidem. Se vocês decidirem que eu venho para aqui servir cafés, eu venho. Eu só não quero é andar a mudar de escola para escola. É que eu também me vou habituando! Mas o que vocês decidirem para mim está bem".
E eles decidiram, e eu também acho que está bem!
quarta-feira, 27 de junho de 2007
História de Portugal...ou quase
No carro, o J. em profundas explicações aos irmãos:
- Antigamente, os meninos grandes iam para a guerra lutar. Eram obrigados! Mas depois, veio o grande dia. Acho que foi o S. João, e mais ninguém teve que ir para a guerra.
(Ooops)
- Não terá sido o 25 de Abril?!- digo eu.
- Isso, foi o 25 de Abril. Os soldados foram para a rua e puseram cravos nas armas!
E assim tivemos mais uma lição de História de Portugal, ou quase. Acho que lhe faltam umas longas conversas com o avô F., para aprender a sua arte!
terça-feira, 26 de junho de 2007
Efeitos secundários...
...das birras.
Para as cabecinhas dos meus jovens tiranos os efeitos directos das birras e reivindicações mais ou menos espalhafatosas que me apresentam são os castigos que lhes são atribuídos ou a indiferença em que são deixados perante os impropérios que deitam pela boca fora.
Como acredito que as palmadas não resolvem muito, apesar de voar uma ou outra de vez em quando para os traseiros daqueles pestinhas, normalmente as minhas reacções aos seus piores comportamentos são uma longa reflexão no quarto, a privação de uma actividade que lhes agrade ou, nos casos limite, a mais silenciosa indiferença até lhes passar o ataque, para depois aliviar o meu stress num sermão à moda antiga.
No momento em que os castigo, ou depois, quando lhes falo, nunca sinto o alívio de ter esclarecido o que me/nos incomodou no seu comportamento. Acho sempre que não entrou nada lá dentro e que só dizem que sim, que tenho razão, que não fazem mais e até pedem desculpa, para poder debandar-se dali para fora e que eu lhes dê "mais uma oportunidade" para mostrarem que são bons meninos. Eu, como má mãe que sou, dou-lhes normalmente essa tão reclamada oportunidade.
Mas ontem não dei e depois de o G. ter feito mais asneiras à mesa do que lhe era permitido e mesmo depois de ter recorrido à palmada na "mão feia" que atirava talheres para o chão, achei que tinha chegado ao meu limite e ele já tinha ultrapassado o dele e levei-o directamente para a cama, depois de já o ter ameaçado pela enésima vez, sempre dizendo que não avisava mais...
E porque eu preciso que eles acreditem em mim, e que eu falo sério quando os aviso dos castigos, tive mesmo que o castigar. Berrou, esperneou, clamou pelo pai, recusando-se a deitar na cama e eu, ali sentada, à espera... Depois tentou a via diplomática, pedindo a tão famosa "oportunidade", dizendo que se porta bem, que não faz mais, que quer jantar e não vai deitar fora...que quer leitinho! Ai, esta parte é que me custa, porque eu não lhe podia dar o leitinho, porque eu "avisei" que não havia leitinho se ele deitasse a comida fora. Tive que cumprir, cheia de vontade de lhe desculpar...
Isto da educação dos filhos põe a mãe em casa situação!!!
Mas eu dizia no início que as birras têm efeitos secundários, e as do G. já tiveram:
Ontem, ao chegar a casa, e quando o J. entusiasmado me quis mostrar um brinquedo que montou, o G. também tinha uma surpresa: levou-me ao quarto dele para eu ver que ele não tinha tirado nenhuma peça de roupa da cómoda e atirado para o chão. E que feliz que eu fiquei!
Hoje de manhã, e depois do episódio de ontem, ele foi sozinho ao quarto e escolheu outra roupa para vestir. Aproximou-se de mim e perguntou se podia vestir aquela e eu disse tranquilamente que sim. "Tu deixas mãe?! Eeeehhh!"
Eu até posso ser uma peste, mas alguma coisa fica lá dentro, e ele pelo menos já começa a perceber que as birras não o levam muito longe.
segunda-feira, 25 de junho de 2007
O pão da mãe
Quase há um ano atrás, decidi oferecer a mim própria um presente de aniversário escolhido por mim. Depois de ter tentado convencer o R. a comprar uma máquina do pão lá para casa, que peremptoriamente me diz "nós lá temos tempo para fazer pão em casa?! Tem juízo!", eu, que não sou nada determinada (sempre é mais bonito que teimosa), resolvi comprar mesmo e chamei-lhe a minha prenda de aniversário.
Chego a casa com o aparelho e dedico-me às experiências. As primeiras andaram bem perto da desgraça, a precisar de um reforço de flúor para a dentição que se aventurava a prová-lo, mas com o tempo e alguma investigação à mistura (porque eu não deixo a coisa por menos) criei uma receita que está nos tops da produção doméstica:
Colocar por esta ordem e sem deixar misturar o fermento na água. Ligar o programa do pão integral e quando a menina chamar, com o seu melodioso bip, pode-se juntar sementes de papoila, linhaça, girassol ou outras a gosto.425 ml água2 cl sopa azeite2 cl chá sal refinado300 gr farinha de centeio360 gr farinha trigo (Tipo 65)5 gr fermento (fermipan)
Não dá trabalho nenhum, faz-se em 5m, e é só esperar que as 3h40m passem para ir buscar o pão cozido (até se pode programar para fazer durante a noite).
E o cheiro a pão acabado de cozer pela casa é indescritível!
Desde que comprei a máquina, quase não como outro pão, e já tenho outras receitas (que posso enviar por mail a quem quiser) que resultaram muito bem: pão de trigo, pão integral, pão de canela, pão de brioche e até pão com chouriço.
A piada é que os miúdos também não abdicam do pão da mãe e quanto mais "formiguinhas" (sementes, entenda-se) tiver melhor. Com manteiga ou com chocolate, há já um ano que é este o lanche que levam para a escola, em fatias pouco convencionais, mas que despertam a curiosidade dos amiguinhos que, com um bolicao na mão, querem ir cheirar o pão deles, que tem um cheirinho muito bom. E quem diz que a alimentação das crianças não se educa?!
O R. também já se rendeu e admite que o pão sabe bem, embora não dispense a sua regueifa de Domingo (um mimalho) e até o meu pai recebe um exemplar de encomenda todas as semanas. E eu fico cheia de gosto. Afinal, a minha teimosia até valeu a pena...!!!
domingo, 24 de junho de 2007
Viola do chão
Hoje, eu à conversa com o G.:
- Inscrevi-te na Escola de Música dos manos.
- Hum, hum.
- Sabes, aquela escola, da D. Amélia, onde se canta no coro dos meninos...
- Hum, hum.
- Se quiseres também podes tocar um instrumento, queres?
- Sim, "hero"- consegui arrancar-lhe algum entusiasmo.
- E qual é que tu gostava de tocar.
- Viola do chão!
????????????
- O que é isso, filho, uma viola do chão?
- É assim mãe, põe-se assim no chão, com um pico e toca-se assim com um pau.
Se calhar é um violoncelo. É corajoso o rapaz!
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