No meu "jardim" nasceram cogumelos, onde vivem 3 duendes em cada quadrado. Outros dois estão de vigia.
Até parece que a Adrienne nos conhece.
Tão lindo este doll quilt! Obrigada!
Estas são mãos que sabem,
mãos que fazem,
mãos que criam,
mãos que ensinam,
mãos que partilham,
mãos que dão.
E eu recebi, imenso, de uma amiga de longa data que acabei de conhecer...
Afinal Lisboa não é assim tão longe quando o que se traz é tanto.
Obrigada, Luísa, pela tua generosidade e amizade.
Eu volto aí ;)
Então um projecto que é suposto acompanhar mensalmente com uma data de termo pré definido, já me parecia impensável.
Mas com este o fascínio foi diferente. Apesar de reunir todas as características de uma actividade com objectivos temporalmente fixados, fiquei entusiasmada com o conceito da construção de um "quilt" andando em redor do centro, que retoma as antigas tradições do patchwork europeu. Além disso, a ideia da internacionalização do projecto, com mãos de todas as partes do mundo a dar o seu cunho pessoal num processo comum faz deste um desafio ainda mais aliciante. Tanto mais que estou com uma parceira de renome na "equipa da selecção nacional"
Aderi ao apelo da Anita na mesma hora e agora sou menina para o cumprir.
Apesar de me ocupar muitas (e escandalosas) horas a cortar e a coser, a maior dificuldade que tenho sentido é na escolha dos tecidos e na sucessão das cores. Uma das características do projecto é usar retalhos de tecido, mas até aí já não chego e com tantas cores bonitas nas prateleiras da loja, acabei por usar alguns tecidos novos.
Pois é! Para além de ser terrivelmente ansiosa sou uma eterna indecisa.
Este trabalho tem sido muito enriquecedor na minha auto-aprendizagem das técnicas de patchwork e não fosse eu tão exigente comigo, teria poupado muitas costuras desmanchadas e refeitas até ao mais irritante pormenor. Desde as posições de corte, à construção dos blocos, até à inclinação das costuras, tudo tem permitido pensar com as mãos aquilo que leio nos livros.
Daqui a nada estou uma mulherzinha!
No mesmo dia, as mais velhinhas experimentaram o tricot com as agulhas luminosas e concluíram que o ponto só lhes saía bem quando as luzes estavam ligadas. Já ninguém fez um vestido para a boneca, mas uma bolsa para o telemóvel...sinais dos tempos!!!
Depois seguiram-se os bordados, em postais muito coloridos, que eram picotados previamente para depois serem bordados ao gosto de cada menina.
Esta rã bailarina ficou bem bonita e o ponto atrás aprendido na perfeição!
Ontem foi a vez do crochet e do patchwok, o mais ansiado por uma das meninas que finalmente ia aprender a coser numa máquina igual à da avó.
Destinada a guardar os trabalhinhos dos bordados, ficou linda a bolsa da Maria Luís. Tem um bolso no interior e uma alça ajustável. Um mimo! A avó agora que se prepare, pois tão cedo ela não dará sossego à máquina de costura.
Há quem diga que a ração não é para quem se talha, mas para quem a come!
Por isso, a nossa aluna mais velha de ontem, era um bocadinho mais velha do que todas as outras meninas, mas estava ainda em idade para aprender a coser à máquina e não deu o tempo por perdido.
Até ela ficou espantada com a elegância do seu trabalho! E não é para menos...
O gosto por estas coisas já se sabe que é mais coisa de fêmeas, mas os machos apareceram por lá e deram um uso diferente aos materiais, como este monstro dos dedais!!!
Hoje ainda haverá feltragem com água, para os mais pequeninos de todos, que se vão consolar a chapinar as mãos para criar bolas e formas divertidas com a lã.
Diverti-me muito e penso que eles também, a avaliar pela quantidade de vezes que chamaram Isabel, Isabeel, ISABEELLL quando caia uma malha ou precisavam de enfiar a linha na agulha, sem querer perder nem um minuto.
Usei alguns tecidos da loja e outros que venho coleccionando, sempre com receio de os cortar.
O enchimento é de algodão, com um acabamento muito, muito confortável.
Com a pressão do tempo a correr, senti a enorme vantagem de ter retrosaria dentro de casa ...
Gostaria muito de o ter acolchoado à mão, mas o tempo não permitiu. Fica para a próxima...
De detalhe em detalhe, os blocos que encontrei neste livro foram-se encaixando e harmonizando entre si, num processo que foi muito divertido.
O encontro de estampas e a combinação de cores foram as maiores dificuldades, mas as soluções surgiram e o painel foi-se compondo.
Os meninos gostaram do resultado e andavam curiosos com os cortes nos panos da mãe.
Depois de lhes explicar o que estava a fazer e que precisava de o acabar dentro do prazo, deixaram-me trabalhar, interrompendo só para perguntar "algumas vezes" se já estava pronto.
O J. olhou para os blocos espalhados no chão e disse:
- Olha mãe, isso é o curso (referindo-se a isto).
Como é tradição no patchwork, dei-lhe um nome: Costura.
Pouco original, mas resume bem todos os objectos.
Depois da exposição, há-de vir para o quarto de costura.
Entretanto, e como este trabalho não pode ir para a praia, nem viajar de comboio, lá vai comigo o meu quase "eterno" crochet de Verão. Apercebi-me entretanto que é, ele próprio, também um projecto de patchwork, já que é composto de vários quadrados com diferentes desenhos, embora trabalhados todos ao mesmo tempo (o que me fascinou quando o iniciei pr'aí há 10 anos atrás!!!).
Isto do crochet e da praia é já uma velha amizade.
Desde que me conheço como moça que levo uma rendinha para fazer na praia, porque a minha mãe também levava, a minha tia também levava, e a irmã da minha tia igualmente, e lá estavam as parolas todas a crochetar na praia... Eu era, e ainda sou, a parola-mor, porque se há sítio onde eu adoro fazer crochet de algodão...é na praia!