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sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Quando eu for grande...


Nunca soube muito bem o que queria ser quando fosse grande.

Talvez porque nunca cheguei a ser propriamente de grande estatura, nunca me vi em termos de grandeza.

Ao contrário da minha mais velha, que sabia que ia ser gestora de uma grande empresa e do outro que desde os 9 anos decidiu que ia ser músico...


-Professor de música?

- Não, músico!
E é!!!

Eu ia atirando com uma vocação para professora, não sabia bem de quê, porque as notas eram jeitosinhas para todas as áreas (estudiosa, a menina!!!). Certamente por influência de uma família cheia de professores...

Aos 16 anos foi-me sugerido pelos meus pais o Direito (após uma primeira viagem de férias sem filhos, nunca me hei-de esquecer), dada a minha (insuportável) capacidade de argumentação. Todos me diziam igual à minha avó e também ela dizia...

- Se eu tivesse estudado, tinha sido Advogada!
A área foi bem sugerida. Do estudo do Direito eu gostei, da Advocacia é que nem quero ouvir falar... O estágio de 18 meses foi muito bom para eu saber que não quero ser Advogada e isso bastou-me. Antes fazer bolos para fora...

Felizmente continuo a trabalhar na mesma área e não se deu o tempo por perdido.


Os meus muitos todas as semanas tomam a decisão "firme" de ser alguma coisa: professora de piano, descobridor, bailarina e agora um deles quer ser cavaleiro... Tudo coisas simples.


Há dias, de manhã, o J., que passa rapidamente da neura à erudição profunda, pergunta ao G., a caminho da escola:

- O que é que queres ser quando fores grande?

- Adulto!- responde de seguida.
Haja alguém que tome decisões sensatas!!!

terça-feira, 25 de setembro de 2007

ninguém imagina...

...como são as minha manhãs. É impossível de imaginar o tormento por que passo todas as manhãs dos dias de semana até finalmente chegar ao meu local de trabalho, qual paraíso tão desejado...
Acho mesmo que já estava na altura de receber a medalha de mérito nacional por tão grandes feitos...
Concedo, abro duas excepções:
- sabe a minha mãe, porque de vez em quando também grama esta pastilha
- e sabem as mães de índios como os meus a quem também chamam de filhos.
Eu explico:
O J. acorda ( isto de "acorda" também já é um conceito amplo) todos os dias com uma neura descomunal, é literalmente içado da cama para que eu o consiga vestir, apesar dos seus 9 anos já bem feitos. Profere uns impropérios que eu seria incapaz de descrever e faz uns gestos e movimentos que demonstram, cientificamente, que o Homem descende mesmo do macaco. Tenho que o levar à casa de banho, lavar-lhe os dentes, deitar-lhe muita água naquela cara e despachá-lo lá para baixo para tratar dos outros.
A L., acorda muito bem, sempre com boa vontade, não fosse dar-se o caso de ultimamente se armar em top model e nunca se conformar com a camisola/saia/calças/meias/ganchos/sapatos que ela própria escolheu na véspera. Digo-lhe que está bonita, está liiinda, e que à noite já tinha chegado à conclusão que aquela roupa lhe ía ficar muito bem.
- Tu não percebes mãe?! Já não sei se o que eu escolhi ontem ainda fica bem hoje... e este gancho, e esta mola, tu não sabes que eu tenho um cabelo "gordo", não segura. Tu não sabes escolher...uaaaaa!!!!
E a quem apetece chorar é a mim!!!
O G., que normalmente é vestido como os "nenucos": tira meias, calça meias, tira calças enfia cuecas e calções, levanta, abre os olhos, tira camisola e enfia outra e é carregado ao colinho até ao andar de baixo, enquanto a "lady" acaba de se arranjar.
Mas hoje entornou-se o caldo também neste lado. Lembrou-se das sapatilhas novas, compradinhas ontem, e lembrou-se também da birra que fez durante duas horas (ai de quem duvide do que eu estou a dizer, porque tenho os vizinhos para o confirmar) porque os cordões, depois de 50 nós e contra nós, ainda ficam com uma pontinha de fora....
A culpa é minha eu sei, quem me mandou a mim fazer-lhe a vontade, comprar umas sapatilhas iguais às do irmão e não as habituais sapatilhas com fitas de velcro, em que fica tudo encaixadinho. Esquizofrenia do miúdo com que tenho que lidar, todos os dias, várias vezes ao dia.
De vez em quando, ele até faz um "jogo" comigo (não sei estou a parecer irónica...):
- Toma o iogurte G.
- Não é eeessse!!!
- Então vem ao frigorífico e escolhe.
- Escolhe tuuuuuu!!!
- Eu já escolhi, é este e se queres outro vem cá escolher.
- Escolhe tuuuuuu!!!
(....30 minutos nisto...começo a pensar que aquilo é uma espécie de password...)
A L. ainda me mima com palavras doces depois da passagem no "Cabo da Boa Esperança":
- Tu não podes ser nossa mãe, nenhuma mãe faz isto aos filhos, ralhar, logo de manhã?!!
(ralhar porque eu não grito para não provocar dores de cabeça em MIM!)
Final feliz: cada um vai pedindo desculpa a caminho da escola, uns antes de entrar no carro, outros durante a viagem e outros ainda com o beijinho de "bom trabalho"!

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Festa do Caloiro



Hoje, os mais velhos tiveram uma festa especial no ATL, a Festa do Caloiro, com direito a padrinho e a madrinha (a quem a L. chamou tia, quando me contou o que aconteceu na festa...).

À primeira vista, para quem já está no 2º e 4º ano, não faz muito sentido receber o estatuto de "caloiro". Mas a verdade é que eles são mesmo caloiros, numa escola onde fizeram o pré-escolar, e para a qual voltaram depois de frustradas as tentativas desta mãe e da "super avó" de fazer um acompanhamento escolar mais próximo.

Sempre pensei que, com uma avó professora e sempre disponível, os meus muitos teriam um "ATL de luxo", por ser personalizado, próximo e praticamente exclusivo.

Enganei-me, tal como acontece comigo e com o pai, também com a avó a reacção dos meninos às nossas explicações e orientações não é a melhor...

- Não foi assim que eu aprendi!

- Tu não estás a perceber nada!

- Não foi assim que a minha professora ensinou!

- Eu é que sei!

- A professora só mandou fazer isto!

- Não quero trabalhar mais!

...e outros mimos de que agora já nem me lembro!!!

Decidimos então inscrevê-los na escola para onde entraram com 2 anos e que agora os recebe com o mesmo carinho do 1º dia.

Não foi muito fácil esta opção, por trazer consigo uma certa frustração e por envolver um encargo financeiro bastante superior. Mas é assim, quem tem 3, faz contas de multiplicar por 3 e toma decisões a 3 e as nossas têm sido bem ponderadas. Pelo menos tentamos!

Apesar de terem voltado ao trabalho antes do habitual, estão felizes e não reclamam por acordar cedo.

Eu também estou feliz por eles e por mim, que quando os vou buscar, posso ser só mãe, matando as saudades que vou acumulando ao longo do dia!!!