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segunda-feira, 30 de julho de 2007

O J. é um "postal"!

A tentar convencer-me a ficar no andar de baixo até tarde e a ser o último dos muitos a deitar-se (como se eu já não estivesse vencida e convencida...), diz-me:
- Eu quero ficar contigo todo o tempo em que estiveres a fazer os teus trabalhos, para aprender como é que se faz. Não quero ser como o pai, que não passa a ferro!
- Mas o pai também trabalha. Ouves? Está a regar a relva e até já sabe fazer sopa!
- Pois eu sei. Sabes mãe, quando a minha mulher fizer anos eu vou dar-lhe um Ferrari!

Fiquei atordoada...

- Olha que isso é muito caro, custa pr'aí uns 80.000 contos! - tentando chamá-lo à terra...
- Mãããe, já não há contos!!!!

Afinal foi ele quem me chamou à terra...

- Está bem, tens razão, mas são muitos euros, é mesmo muito caro!
(...)

- Então compro uma loja no Shopping só para ela, para se maquilhar de manhã à noite!

Fui-me ver ao espelho, de facto estou a precisar de dar um jeitinho a esta cara!!!
Reinvisto na educação dele e avanço:

- Mas sabes que isso não é o mais importante. Se gostares da tua mulher, o que lhe deves dar é...

(Interrompe)

- Eu sei, eu sei! É amor e respeito, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença...É o que os Padres dizem não é?!"

Pensei: "É!"

Esta conversa toda porque ontem eu deixei de ter 32 anos e ele não se conforma que Agosto seja só no próximo mês e que o dia 22 seja quase dos últimos dias!!!

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Cheira a broa


...e foi o J. que a fez. Broa de Avintes, com direito a chouriço e tudo.

Foi preparada e cozida aqui, durante as Oficinas de Verão que tão bem o têm ocupado esta semana.

Ele estava radiante e eu fiquei esfomeada só ao sentir aquele perfume a pão acabado de cozer.

Ao admirar aquele trabalho, reacendeu-se a minha esperança em ter em casa alguém que cozinhe para além da mãe (o pai ainda não passou da lição das tostas mistas e das torradas e mesmo estas nunca aparecem ao pequeno almoço...).

É que ele nesta semana também fez gelatina com fruta aos pedaços, que fez as delícias da nossa sobremesa.

Mas como o J. também tem uma certa queda para o negócio, tratou de vender logo a broa e eu, para dar ânimo ao seu esforço, até lhe paguei 2 €, pensando estar a comprar a broa inteira. Enganei-me, comprei apenas metade, quase reduzida a 1/4 e praticamente sem chouriço, porque a outra metade era "para mostrar às pessoas que pudessem estar interessadas em comprar às fatias".
É bisneto de merceeiro e está tudo dito!
P.S.- "Ó J., já pus a fotografia da tua broa na Internet".
Responde: "Eh mãe, tu és jornalista?"

domingo, 8 de julho de 2007

Temos um hóspede

Chegou ontem e tem feito a alegria do J.
É um canário e chama-se "Lelo".

(eu já não mando nada em matéria de bichos...)

Há muito tempo que o J. pedia um animal de estimação e o R. fez-lhe a vontade. Comprou o canário e até ficou entusiasmado ao saber que ele cantava muito bem.
Ficou, já não está, porque o bendito bicho canta que se farta e acordou toda a gente logo de manhã cedo. Qualquer dia já nem vais ser necessário despertador para acordar...haja alguma vantagem!
O bicho "voa" de quarto em quarto, já que o G. não lhe dá tréguas, mas tem residência fixa no quarto do J., que não abdicou desse direito para ninguém.


Aqui estão eles:


quarta-feira, 27 de junho de 2007

História de Portugal...ou quase

No carro, o J. em profundas explicações aos irmãos:
- Antigamente, os meninos grandes iam para a guerra lutar. Eram obrigados! Mas depois, veio o grande dia. Acho que foi o S. João, e mais ninguém teve que ir para a guerra.
(Ooops)
- Não terá sido o 25 de Abril?!- digo eu.
- Isso, foi o 25 de Abril. Os soldados foram para a rua e puseram cravos nas armas!
E assim tivemos mais uma lição de História de Portugal, ou quase. Acho que lhe faltam umas longas conversas com o avô F., para aprender a sua arte!

sábado, 16 de junho de 2007

O presente de casamento

A minha irmã recebeu um presente de casamento de que não estava à espera.
No rebuliço dos preparativos para o casamento, o J. aproveitou uma vinda furtiva a casa para me acompanhar. Perguntei-lhe o que é que ele precisava e ele disse-me que vinha buscar uma "coisa". Como isto das "coisas" deles nunca são de confiar, porque ou é um chocolate desviado ou um brinquedo interdito a irmãos, fiquei de pé atrás, até porque ele saiu de mansinho e muito silencioso.
Chegados à casa dos meus pais, o J. abeirou-se da minha irmã para lhe oferecer o seu presente de casamento, uma nota de 5 € retirada do seu baú. A D., atrapalhada, agradece-lhe muito mas diz-lhe que ele não precisa de dispor do seu dinheiro...
Responde prontamente o J.: "Não, quero que fiques com ele, porque te pode vir a fazer falta para a tua vida!"
Aceitou, agradeceu e abraçou-o.
O J. sentiu-se tão importante e feliz com o seu gesto, profundamente convencido que a sua contribuição irá ajudar, em muito, a vida da sua tia!!!
Eu acho que já ajudou. O carinho e a generosidade dele deixou-a muito feliz, por saber que é tão importante na vida do J.!

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Festa da Eucaristia

Ontem foi a festa da Eucaristia do J., como se diz habitualmente, a 1ª comunhão. Foi um dia importante para a vida do meu menino, como eu acredito que tenha sido para todos os outros meninos que com ele comungaram Jesus pela primeira vez. Independentemente da Igreja a que pertencemos, religião que professamos ou crenças que temos, penso que cada um de nós acredita em alguém, que nos olha, nos dirige, nos protege e nos oferece a vida, com todos os seu desafios, para que nos tornemos cada vez mais HOMENS.
Se esta fé, esta convicção, existe na vida de cada um de nós, enquanto seres humanos, também é nossa obrigação, pais, fazer dela parte da vida dos nossos filhos. Ainda que explicada desta maneira, ou daquela, com mais fantasia ou mais realidade, na igreja ou em casa, na escola ou na rua, todos podemos, devemos, integrá-la na sua educação, porque isso faz parte do crescimento natural de cada um de nós.
Foi esta a educação que eu e o R. recebemos, é essa a educação que estamos a dar aos nossos filhos, uma fé que se alicerça no amor aos outros, no respeito pela sua liberdade, na partilha e na permanente disponibilidade para ajudar quem precisa de nós. Não é isto afinal em que todos nós acreditamos, cristãos, muçulmanos, ortodoxos, hindus e todos os crentes do mundo inteiro?!
A festa da Eucaristia do J. teve um momento de compromisso para os pais, que nós tivemos o privilégio de a transmitir e que, apesar de meros leitores, nos comprometeu aos dois como cristãos e sobretudo como pais.
Deixo aqui alguns excertos:
"Os nossos filhos são ainda pequeninos. Têm muito para aprender, para viver, para conhecer, para amar. Sem nós, não poderão crescer em sabedoria, em santidade e em graça, diante de Deus e dos Homens. (...) Sem nós, dificilmente chegariam hoje aqui. Mas também nós, os pais, temos muito que aprender dos nossos filhos. Temos de aprender a ser simples. A ter uma fé limpa de preconceitos. (...) Eis porque este é um grande dia, para os nossos filhos e para nós, os pais. Eles abeiram-se do altar da Eucaristia. E nós não podemos, não devemos, deixá-los caminhar sozinhos. (...) E nós não podemos ficar para trás ou parar a caminhada."

quinta-feira, 7 de junho de 2007

A sorte da mãe!

Ultimamente, o J. anda um bocadinho mais nervoso que o habitual com as provas escolares. Não sei se é porque o 2º período não lhe correu lá muito bem, se é porque quer, porque quer, tirar um excelente, nem que seja uma vez na vida, ou porque simplesmente está a crescer e começa a ganhar alguma responsabilidade (bem gostaria!).
A verdade é que, nos últimos dias, só fala em sinónimos, antónimos, pontuações, afirmações, negações, e outros "palavrões" que lhe dão a volta à cabeça. Trabalhamos (eu e o pai, créditos sejam dados) no fim de semana e a coisa correu bem. Fizemos uma revisão à noite, e ele até prestou atenção durante...10 minutos (para ele já é uma boa média!).
Mas a melhor foi ontem de manhã quando, ao chegar à escola, me pediu para lhe desejar boa sorte. Eu, claro, desejei-lhe literalmente TODA a sorte do mundo, só para ele. (Cada mãe que trate dos seus!!!).
Então a L. que, como sempre, está solidária com o irmão, disse-lhe:
- Ó J., a mãe já estudou tudo o que tinha para estudar, já é mais inteligente que nós, por isso, pode pôr a mão dela, a de escrever, em cima da tua mão e vai-te passar toda a sorte que ela tem!
Ele olhou para mim e eu segui as instruções da L.. Nem sabia que tinha assim tantos poderes mágicos, mas a verdade é que o J. ficou feliz com o gesto e entrou tranquilo na escola.
Agora a sorte que trate do resto!!!

sábado, 19 de maio de 2007

pequenos jornalistas

Os meus filhos mais velhos chegaram ontem a casa com uma edição do jornal da sua escola, ou melhor, 3 edições cada um, cujo custo terá que ser suportado pelo orçamento familiar... Até eles já só fazem contas de multiplicar por 3!
Estavam tão felizes por ver os seus escritos num papel que tanta gente podia ler (mesmo que 6 exemplares estejam cá em casa)! De facto é um consolo ver a nossa letra impressa...

Puxando a brasa para a minha sardinha, vou-me dar ao direito de publicar a sua participação neste projecto escolar:


Ser mãe é "uma grande responsabilidade porque é preciso cuidar dos filhos". J.


Se eu fosse muito alto "podia-me sentar em cima de uma nuvem e tocar o céu". L.


O J. até deixou a sua marca na capa do jornal, quem sabe não virá por aí um arquitecto, ou um designer (já desisti de viver à custa dele fazendo dele um jogador de futebol!!)