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quarta-feira, 12 de março de 2008

Se Maomé...


...não vai à montanha, vai a montanha a Maomé!



Se não pode adormecer no sofá, então leva o sofá para a cama!



É assim que o G. vai contornando algumas regras, sem precisar desobedecer, acaba por fazer o que pretende.



Sem que alguém se apercebesse da habilidade, já tinha adormecido sobre a sua poltrona...

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Ao jantar, batatas fritas!

Ao almoço, o G.:

- O que é o almoço?
- Arroz, carne e feijão com legumes.
- Eu queria batatas fritas.
- Ao almoço não, ao jantar.
- Então eu quero jantar!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

yooo


Depois da 145662081º birra, e num teste à minha paciência, diz-me:
- Não fales de mal, fala a sorrir.

Passada a neura, experimentou o gorro novo, uma estreia da mãe nas agulhas circulares.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Upgrade


Os meus estudos comprovam que os 2ºs e 3ºs filhos vêm com upgrade de desenrascanço.
Não serão bem os meus estudos, talvez mais a minha experiência, mas como é vasta, acho que permite considerar-se de análise cuidada e avaliada.

O J., com os privilégios dignos de um primogénito, entrou aos 2 anos para o infantário a comer nada mais do que sopa e ainda esta à "lei da bala". Sólidos só mesmo os rissóis com que a avó o mimava ( e nós que tínhamos lidos nos livros que fritos, nunca antes dos 3 anos...).
Foi caricata a primeira entrevista com a Directora que nos perguntava qual era o alimento que ele não gostava e nós...não sabíamos...
- Ele não come nada, como é que vou saber o que ele não gosta?!!
Já cresceu entretanto, come todos os sólidos, aliás, muitos sólidos. É o leão das batatas fritas, como gosta de se gabar.
A L. já chegou mais expedita (ou não fosse mulher) e poucas resistências fazia na alimentação, nos cuidados de higiene e na hora de dormir (salvo um período conturbado em que se recusava a pregar olho, mas isso já passou e eu nem gosto de me lembrar...).
Desde cedo que se veste sozinha (ainda hoje é a primeira), come pela sua mão e estuda sem ninguém mandar.
Dificilmente espera que a atendam quando pede ajuda e resolve directamente as suas pequenas dificuldades.
Muitas vezes é ela quem acalma a fera que se dá pelo nome de G. e brinca às mães com o irmão mais novo.
Confesso que frequentemente me surpreendo com o seu crescimento acelerado.
Mas o G., definitivamente, veio com um upgrade de última geração.
Tem tanto de mau feitio como de independência. Tem pressa para atingir o ritmo dos irmãos e recusa-se a ser tratado como o mais pequeno.
Ontem mesmo, depois de quase se ter lançado ao pescoço da irmã para a destronar do banco do piano onde pensava que queria tocar, veio-me ajudar a arrumar a louça da máquina e a por a mesa e o resultado foi aquele, com os talheres alinhados e os copos distribuídos.
Depois, fez questão de tomar banho sozinho e de chuveiro (comigo à espreita, naturalmente).
Esta manhã, não me deixou ficar no quarto quando o acordei porque se queria vestir sozinho, mas mesmo sozinho, sem ninguém a vigiar. E é que não se esqueceu de nada.
Quase 4 anos, quase um homenzinho!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

com o leite...


As embalagens do leite que a pequenada bebe têm trazido um jogo de cartas com várias imagens de animais legendadas com o seu nome em inglês.
Para quem, como nós, que compra leite a granel (enquanto o pai não cumpre a ameaça de comprar directamente uma vaca e instalá-la no andar de cima da casa, nos tempos em que também trazia um copo de leite aqui para a mamã grávida), as ofertas que "gentilmente" os produtores juntam às embalagens podem ser um benefício ou um grande transtorno.
Depois de me fartar de apanhar pelo chão as imensas peças do puzzle do abecedário ou depois de esconder as bolas insufláveis, antes que eu própria não conseguisse entrar em casa, eis que surge "atrelado" ao leite uma oferta interessante.
Depois de bem distribuídas as cartas por cada um dos muitos, durante uns dias eles entusiasmaram-se a descobrir e memorizar os nomes dos animais em inglês.
O G. apreciou a oferta bem mais que os irmãos e, todas as manhãs, depois de deixar os mais velhos na escola, vamos os dois a jogar às cartas até ao infantário. Ele pergunta e eu respondo:

- Abelha?
- Bee.
- Certo! Rã? (não dá para ver o sexo do bicho???)
- Frog.
- Boa mãe! Cavalo? (Ah, é verdade, não diz gavalo)
- Horse.

Com as sucessivas repetições, o G. já vai fixando alguns nomes, e então é ele quem diz:

- Cat?
- Gato.
- Certo! Lion?
- Leão.
- Muito bem!...

Mas às vezes baralha-se...

- Max?
- Cão.
- Certoooo!!!

O dog ficará para a semana...

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Conversas....

...no carro.
-Eh mãe, tu fizeste uma curva!!!- admira-se o G.
- Não foi a mãe que fez a curva, a curva já estava feita!!!- Diz a L., com a "mania".
- Não foi nada, foi a mãe.
- Não foi!
- Não...

- Chega!!! - diz a mãe.

...no banho.

- Esta semana vamos trabalhar o tempo todo. - informa o G.
- Ah sim, então porquê? - como se eu não soubesse.
- Porque estamos de castigo. Só a N., a A.e a B. é que vão brincar.

Mete-se a L.:


- E tu o que é que fizeste?
- Não fiz nada.
- Não fizeste nenhuma asneira?!
- Eu não, fizemos todos!...menos a N., a A. e a B....

A L. ainda sem perceber...


- Se tu não fizeste nenhuma asneira, a mãe tem que falar com a Ana (a educadora) porque isso não é justo.
- Não mãe, não fales!!! - já estava aflito.

Eu não abria a boca, mas a L. dava-lhe forte:


- Mas TU fizeste alguma asneira?
- Eu não. Nós é que estragamos os livros da Ana, só os que estavam na prateleira de baixo, os de cima não (certamente porque nem chegavam lá...)
- Então!!! (parece que se convenceu a mandona)
- Mas não fui eu, fomos NÓS!



Uma questão de identidade fundamental no que toca à consciência do pequeno.
O peso do castigo é muito mais leve quando a responsabilidade é solidária.

Sabe muito e ainda não sabe Direito. Imagine-se se fosse Advogado...!

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

novidades


Perdem-se com novidades.
Não devem ser só os meus filhos. Penso que todas as crianças (para nem falar dos adultos) se encantam quando recebem uma coisa nova e durante uns dias não lhe dão descanso.
Quando comprava algo para um, costumava ter a preocupação de comprar também para os outros, para que não ficassem tristes ou só para não aguentar mais uma birra. Mas, à medida que vêm crescendo, os seus gostos e as suas necessidades têm variado tanto que já me deixei disso e só compro aquilo que cada um precisa e quando precisa.
Ontem foi a vez do G., que não herdou os guarda-chuvas dos irmãos, que nem passam de um Inverno para o outro, e comprei um só para ele, do "oraanha" e uma meias anti derrapantes para as aulas de ginástica (que as da L. já estavam gastas). Ficou feliz a criança e andou a chamar a chuva pela casa toda...sem escorregar...
Para marcar o momento pediu-me para lhe tirar uma fotografia com os presentes que recebeu. E aqui estão eles: os gatos das meias e o homem aranha da chuva.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

já se percebe...


As suas vontades, os seus apetites, os seus desejos e até os seus gostos gastronómicos já se percebem há muito tempo.
É verdade, custou a aceitar, mas já não faço resistência quando me pede que o abasteça substancialmente de enchidos (os mais escuros possível), feijão preto e milho doce, a que é incapaz de resistir. Ontem até me pediu "aquela coisa boa que os avós compraram que se pega com a mão e eu não me lembro do nome...", também chamadas, costelas de porco na brasa.
Agora também já se percebem os seus desenhos, que deixaram de ser as rodinhas rabiscadas, amontoadas num minúsculo pedaço de papel. As pessoas ganharam forma pelas suas mãos num quadro de desenho muito disputado entre os irmãos, sem tronco, é certo, mas isso também não tem importância nenhuma.

Hoje foi uma manhã "daquelas", em que tive que cumprir um castigo de que há algum tempo o vinha a avisar. Depois de me deixar com o coração desfeito ao lembrar a cara triste com que ficou na escola, levando na mão o leite que se recusou a beber em casa, tinha que lhe dar este mimo ... e mais logo dou-lhe outros mimos.

Tão "bandido", tão lindo e tão meu!!!

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Festa do Caloiro



Hoje, os mais velhos tiveram uma festa especial no ATL, a Festa do Caloiro, com direito a padrinho e a madrinha (a quem a L. chamou tia, quando me contou o que aconteceu na festa...).

À primeira vista, para quem já está no 2º e 4º ano, não faz muito sentido receber o estatuto de "caloiro". Mas a verdade é que eles são mesmo caloiros, numa escola onde fizeram o pré-escolar, e para a qual voltaram depois de frustradas as tentativas desta mãe e da "super avó" de fazer um acompanhamento escolar mais próximo.

Sempre pensei que, com uma avó professora e sempre disponível, os meus muitos teriam um "ATL de luxo", por ser personalizado, próximo e praticamente exclusivo.

Enganei-me, tal como acontece comigo e com o pai, também com a avó a reacção dos meninos às nossas explicações e orientações não é a melhor...

- Não foi assim que eu aprendi!

- Tu não estás a perceber nada!

- Não foi assim que a minha professora ensinou!

- Eu é que sei!

- A professora só mandou fazer isto!

- Não quero trabalhar mais!

...e outros mimos de que agora já nem me lembro!!!

Decidimos então inscrevê-los na escola para onde entraram com 2 anos e que agora os recebe com o mesmo carinho do 1º dia.

Não foi muito fácil esta opção, por trazer consigo uma certa frustração e por envolver um encargo financeiro bastante superior. Mas é assim, quem tem 3, faz contas de multiplicar por 3 e toma decisões a 3 e as nossas têm sido bem ponderadas. Pelo menos tentamos!

Apesar de terem voltado ao trabalho antes do habitual, estão felizes e não reclamam por acordar cedo.

Eu também estou feliz por eles e por mim, que quando os vou buscar, posso ser só mãe, matando as saudades que vou acumulando ao longo do dia!!!

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Igual ao H.

- Ó mãe, ó mãe, corta-me o cabelo.
-Agora?
- Sim, hoje, agora, para ficar como o H.
- Queres que te rape o cabelo?!!
-Sim, igual ao H.!

O H. é o padrinho do G., que além de um "farta carecada", que faz questão de manter ao nível do pente zero, é um profissional do desporto.
Deu as "bênçãos" todas ao afilhado.
Não foi pente zero, foi pente três, mas para esta mãe já foi muito.
Enquanto lhe cortava o cabelo, o G. pediu:

- Tira-me uma "fotoafia", para mostrar ao H.
Aqui está ela, para o H.:


sexta-feira, 10 de agosto de 2007

O Afonso.



O Afonso, o Afonso Henriques.



Toda a gente sabe quem foi e os meus filhos melhor do que ninguém. Eu diria mesmo que o Afonso, o Henriques, é quase um amigo de família, que visitamos todos os anos, nas férias do Verão.

Este não não foi excepção e lá fomos nós, com a companhia requisitada do avô historiador, para que os miúdos ficassem atentos nas outras salas dos Paços dos Duques de Bragança que não apenas a sala das espadas...

À entrada, também a fotografia da praxe da escultura do dito Afonso, que, soubemos todos este ano que foi feita por um senhor da nossa terra, de seu nome Soares dos Reis.

Este ano foi o J. que esteve com a máquina fotográfica a fazer a reportagem da visita. Quando tirava uma fotografia à irmã, lamenta-se pela mau enquadramento e disse:

- Só consegui apanhar as pernas do "Afonso".

Na despedida, e a caminho do ansiado lanche, o J. despede-se do seu amigo:

- Adeus Afonso, sou um grande fã seu (E eu que pensei que ele já o deixava tratar por tu!!!).



A ida a Guimarães também serviu para ir buscar um presente (de mim para mim) à Alice. E ficou linda a minha mala...


No regresso, e ainda a caminho da viagem medieval (que servirá de assunto para outro post), o cansaço derrubou os mais velhos e vinha o pequeno a cantar rap:


Uh, uh, da, da, faz, faz...

- Ó pai põe mais alto!!!

Mas a música acaba...

- Desliga pai, esta é "fatela"!

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Não faz só birras!

O G.!
Nem passa o tempo TODO a experimentar a sua força no "lombo" dos irmãos...
Ele também tem a sua graça, aliás, tem mesmo muita graça, tanta que às vezes nos desconcerta na altura de ralhar.
Depois de um bom raspanete, com os pais já com cara de poucos amigos e quando vê que já não tem hipótese de se safar, espeta-nos aquele sorriso rasgado e diz: "Ri comigo!"
Outras vezes tem expressões que não chego a perceber onde as vais buscar.
Nos dias de Verão, quando lhe vou dar banho antes do jantar, ele não se opõe à lavagem, mas recusa o pijama porque "ainda está de sol"!
Mas se eu insisto e lhe visto mesmo o pijama, é capaz de dizer que aquelas são cuecas "de acordar", por que estão novas e os elásticos ainda estão firmes e nem passaram anos antes pelo rabinho do irmão.
Também quando se deita na cama, virado com a cabeça para os pés da dita e por cima dos lençóis, com almofada e tudo, diz-me que está "a dormir como na praia"! (Porque está ao contrário? Porque é diferente do habitual? Porquê? Esta não percebi!)
Quando o ajudo a lavar os dentes, para garantir que não vai ter uma infecção num dente que está a escurecer depois de uma das suas quedas, ele diz: "Tem de ser, bem lavadinho, porque este dente está morrido!"
Há dias, e porque ele às vezes também obedece, pedi-lhe para ir chamar o elevador.
E ele foi: pôs-se à frente do elevador e chamou: "Elevadooooor"!
Também não é preciso fazer sempre o que a mãe diz, ou pelo menos, seguir à letra o que a mãe diz.
Ele é que tem razão, ninguém percebe, estas mães!!!

domingo, 1 de julho de 2007

Fomos às festas!

Ontem fomos às festas, duas, no mesmo dia, com artistas diferentes.
À tarde foi a do lagarto com óculos escuros, sim , porque ainda me custa a acreditar que dentro daquele disfarce (magnífico, diga-se) estivesse o meu filho G., a rastejar pelo chão, a fazer vergonha a qualquer lagarto que se preze, a respeitar, imagine-se, toda a coreografia que a educadora lhe ensinou. E eu que às vezes nem uns calções lhe consigo enfiar e ontem, lá estava ele de meia calça verde e um fato feito de esponja, sem se queixar da comichão ou do desconforto de não conseguir manter a cabeça de fora.
A festa foi linda, todos os meninos tiveram um desempenho exemplar, só esta mãe é que falhou, porque se esqueceu de levar a máquina fotográfica para a festa (até estava na mala do carro...) e passou a noite com a consciência no chão por não se ter preocupado com isso. Porque é que somos diferentes com o 3º filho. Que vergonha!!!
Eu falei em festas, porque à noite foi a nossa bailarina a brilhar como pássaro azul no espectáculo da Bela Adormecida que a sua escola de dança apresentou. Depois de uns ensaios em que as coisas não correram de feição e depois das dúvidas esclarecidas (porque não aguento choros em casa só porque não percebeu como é que se faz!), o espectáculo correu lindamente. Como sempre, esta escola brinda-nos com espectáculos de excelente qualidade, de grande rigor técnico, e com toda a prata da casa.
A L. saiu eufórica, com uma rosa na mão (na foto) e perdida de riso com o que a professora lhes mandou dizer antes de entrar em palco "muita m...", para dar sorte. Pode não ser educativo, pode até nem ser bonito, mas que dá sorte dá! Ou eu não fosse irmã de músico e não conhecesse já estes rituais. Achei fantástica aquela sensação de confiança no palavrão, mas não o demonstrei em demasia porque o diabrete não se calava com aquilo e até lhe disse que se fosse dito depois do espectáculo podia dar azar. Calou-se imediatamente!
O meu companheiro da noite foi o J. que, apesar de louco de ciúmes pelo protagonismo da irmã, rápido percebeu que só teria lugar no estrelato se se unisse a ela e até já queria ser bailarino...
Só foi pena unir-se de mais: pegou nela ao colo e não a largou no chão quase até chegarmos ao carro.
No regresso a casa, vieram as conclusões de moralidade típicas da minha filha:
- Sabes mãe, disse à professora que a dança é para se esforçar e divertir. Se fosse só para divertir, não corria tão bem. Também que lhe disse que nunca mais na vida ia deixar aquela escola, porque gosto muito do ballet e fazemos espectáculos muito bonitos!
- E a tua professora o que disse.
- Deu-me um abraço muito apertado.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Efeitos secundários...

...das birras.
Para as cabecinhas dos meus jovens tiranos os efeitos directos das birras e reivindicações mais ou menos espalhafatosas que me apresentam são os castigos que lhes são atribuídos ou a indiferença em que são deixados perante os impropérios que deitam pela boca fora.
Como acredito que as palmadas não resolvem muito, apesar de voar uma ou outra de vez em quando para os traseiros daqueles pestinhas, normalmente as minhas reacções aos seus piores comportamentos são uma longa reflexão no quarto, a privação de uma actividade que lhes agrade ou, nos casos limite, a mais silenciosa indiferença até lhes passar o ataque, para depois aliviar o meu stress num sermão à moda antiga.
No momento em que os castigo, ou depois, quando lhes falo, nunca sinto o alívio de ter esclarecido o que me/nos incomodou no seu comportamento. Acho sempre que não entrou nada lá dentro e que só dizem que sim, que tenho razão, que não fazem mais e até pedem desculpa, para poder debandar-se dali para fora e que eu lhes dê "mais uma oportunidade" para mostrarem que são bons meninos. Eu, como má mãe que sou, dou-lhes normalmente essa tão reclamada oportunidade.
Mas ontem não dei e depois de o G. ter feito mais asneiras à mesa do que lhe era permitido e mesmo depois de ter recorrido à palmada na "mão feia" que atirava talheres para o chão, achei que tinha chegado ao meu limite e ele já tinha ultrapassado o dele e levei-o directamente para a cama, depois de já o ter ameaçado pela enésima vez, sempre dizendo que não avisava mais...
E porque eu preciso que eles acreditem em mim, e que eu falo sério quando os aviso dos castigos, tive mesmo que o castigar. Berrou, esperneou, clamou pelo pai, recusando-se a deitar na cama e eu, ali sentada, à espera... Depois tentou a via diplomática, pedindo a tão famosa "oportunidade", dizendo que se porta bem, que não faz mais, que quer jantar e não vai deitar fora...que quer leitinho! Ai, esta parte é que me custa, porque eu não lhe podia dar o leitinho, porque eu "avisei" que não havia leitinho se ele deitasse a comida fora. Tive que cumprir, cheia de vontade de lhe desculpar...
Isto da educação dos filhos põe a mãe em casa situação!!!
Mas eu dizia no início que as birras têm efeitos secundários, e as do G. já tiveram:
Ontem, ao chegar a casa, e quando o J. entusiasmado me quis mostrar um brinquedo que montou, o G. também tinha uma surpresa: levou-me ao quarto dele para eu ver que ele não tinha tirado nenhuma peça de roupa da cómoda e atirado para o chão. E que feliz que eu fiquei!
Hoje de manhã, e depois do episódio de ontem, ele foi sozinho ao quarto e escolheu outra roupa para vestir. Aproximou-se de mim e perguntou se podia vestir aquela e eu disse tranquilamente que sim. "Tu deixas mãe?! Eeeehhh!"
Eu até posso ser uma peste, mas alguma coisa fica lá dentro, e ele pelo menos já começa a perceber que as birras não o levam muito longe.

domingo, 24 de junho de 2007

Viola do chão

Hoje, eu à conversa com o G.:
- Inscrevi-te na Escola de Música dos manos.
- Hum, hum.
- Sabes, aquela escola, da D. Amélia, onde se canta no coro dos meninos...
- Hum, hum.
- Se quiseres também podes tocar um instrumento, queres?
- Sim, "hero"- consegui arrancar-lhe algum entusiasmo.
- E qual é que tu gostava de tocar.
- Viola do chão!
????????????
- O que é isso, filho, uma viola do chão?
- É assim mãe, põe-se assim no chão, com um pico e toca-se assim com um pau.
Se calhar é um violoncelo. É corajoso o rapaz!

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Ó mãe monta!!!

...monta, encaixa, arranja, enfia...não é assim?!!
Que diabo, e eu lá tenho que perceber de legos, playmobil, hotwheels, carros de corrida, e eu sei lá o quê mais!
Eu esforço-me, eu estudo o problema, procuro a solução, sigo religiosamente o livro de instruções, mas às vezes corre mal, não é assim, não encaixa, não segura...não monta!!!
Então lá vem a birra, o choro, os gritos, a frustração e o início de uma valente dor de cabeça.
Do Game boy e da PSP já me descartei, aviso logo que não entendo nada daquilo, que coisas electrónicas não são comigo, são com o pai que, à hora que chega, já eles se desenrascaram a "passar de nível" (não podem ser só desvantagens).
Digo-lhes sempre que só percebo de panos, fios, agulhas e outras costuras...(mal sabem eles que até dou uma perninha com a Black & Decker e consigo por um estendal no tecto!). Nestas alturas, vêm eles com o trabalhinho de ponto lançado que andam a fazer, ou com os bonecos de pompons, e aí eu já não tenho escapatória e passo o tempo a enfiar agulhas, corrigir "gatos" e a besuntar os dedos de cola (com os pompons).
Arre, para ser mãe é preciso saber mesmo de tudo!!!

Isto vem a propósito de uma serenata de choro coreografado com esperneanço que o G. fez ontem para eu montar uma peça num carro que não era de lá, mas que eu tinha que encaixar de uma maneira que até hoje ainda não percebi, enquanto eu tentava falar ao telefone!!! (Conseguiste ouvir, não foi primo?)

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Um de cada vez

O G., ao jantar, depois de se apoderar de 8 douradinhos, que transferiu para o seu prato enquanto"o diabo esfrega um olho", pergunto-lhe, incrédula:
- Vais comer todos????
- Não, vou comer um de cada vez!
É assim com os douradinhos, as salsichas, as bolachas de chocolate e tudo o que lhe "adita", como dizia a minha avó, porque com a sopa....com a sopa....chegam a passar duas horas e várias idas ao quarto para reflexão...

terça-feira, 19 de junho de 2007

O gelo!

A jogar bola dentro da sala da avó (que mãe é esta que permite estes abusos?. Eu respondo, a mãe de muitos, quando já se cansou de correr atrás deles lá para fora em dia de chuva), o G. rematou contra o sofá e, em vez de um golo, fez um galo! Um valente galo, pode-se dizer.
Chorou pouco, como é habitual nestas situações, para não ser denunciado, mas passados uns minutos o galo começou a "cantar", o papo aumentou e eu não tinha comigo o Icekids. Fui buscar um saco de gelo e escondi-o atrás de um pano para ver se a criatura não se apercebia. Apercebeu-se e montou o circo completo. Chorou, berrou, esperneou e não havia quem o conseguisse segurar só para lhe encostar o frio durante uns...5 segundos. A L., sempre voluntariosa e até porque queria continuar a jogar, pegou no gelo e tentou mostrar-lhe que aquilo não tinha mal nenhum, não doía e só lhe ia fazer bem. Encostou o saco ao corpo dela em tudo o que era sítio, mas o G. não admitia sequer que ela se aproximasse. Então, para se tornar mais convincente, a L. sentou-se no chão, arregaçou a saia, olhou para as suas próprias pernas para fazer a demonstração do gelo, mas num impasse, diz ao irmão:
- G. escolha uma ferida para eu pôr o gelo.
Até ele se admirou.
Eu não sei se disse que a L. é uma menina?!

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Não há sábado sem sol...

...Domingo sem missa e...manhã sem birra!!!
A estrela, é sempre a mesma, o G.! Ele hoje de manhã disse aproximadamente 60 vezes (aproximadamente porque tenho medo de falhar por defeito) " eu não hero ir à eshola!".
Disse-o demasiadas vezes e demasiado alto para aquela hora da manhã (ainda assim não havia maneira de o J. acordar...).
Já ganhei uma certa imunidade a estas manifestações irascíveis do meu filho, quer pela frequência com que elas acontecem quer pela sua intensidade. Acho que só lhe dei uma explicação sumária das razões porque ele tem que ir para a escola, tal como os irmãos e como a mãe, que vai trabalhar. Depois deixei-o gritar, chorar, espernear mais 59 vezes, aproximadamente, até que finalmente começa a dizer "eu porto-me bem!", ainda na tentativa de me convencer a deixá-lo ficar em casa. E como eu gostaria de lhe fazer a vontade...!
Aproximo-me dele, dou-lhe colo, que ele finalmente aceitou após vários convites, e vamos para a sala para ele beber o "leitinho no bibão". Digo-lhe que ele vai para a escola porque pode brincar com os amigos, fazer jogos e brincadeiras, não é por se portar mal, porque ele porta-se muito bem, é um menino muito bonito e que vai ficar calminho e obedecer à mãe, não é?!
Acalmou-se a fera e já pude continuar a minha correria para tentar chegar o menos atrasada possível ao meu trabalho.
Será que se eu fizer birrar, espernear e gritar bem alto (olhem que eu consigo) e disser "eu não quero ir ao trabalho! Eu porto-me bem!" alguém me faz a vontade?!
Há dias em que eu gostava de ser só mãe!

sábado, 2 de junho de 2007

Temos atleta...

Suspeito que o G., daqui a alguns anos (muitos, espero) se vá dedicar a uma área desportiva, tal é a sua tendência, predisposição, apetência....OK, jeito, para o desporto.
Não há modalidade que lhe escape, ele é basket ("bashet", na versão dita por ele), futebol (até dá um jeitinho de lado a chutar, apesar de o padrinho sempre insistir para que ele trabalhe também com o pé esquerdo. Acho que um dia destes vou ter que lhe dizer que o miúdo só tem 3 anos), ténis, bilhar (mesmo que acima da mesa só se vejam olhos e só porque eles são grandes) e agora também bowling.
Pois o nosso presente do dia da criança aos nossos filhos foi um jantar no sítio do costume e 10 longas partidas de bowling. Até eu tive que alinhar na partida, apesar de me ter esquivado até ao limite dos meus argumentos, e olhem que eu sou boa nisto dos argumentos (antigas e não saudosas recordações da advocacia...).
Bem, o miúdo é um delírio! Em pleno jogo ele caminha à "matador", grita "yes" depois de lançar a bola e quer lá saber dos resultados, apesar de ter estado à frente nas classificações quase até ao final! A melhor dele foi quando, depois de lançar a bola a 1ª vez, e não tendo deitado todos os pinos ao chão, se queixava "só tem poucas?!"
Os outros até estavam a gostar, estavam entusiasmados com o jogo, espantados por ver a mãe com aqueles sapatos ridículos nos pés e amuada por não poder estar sossegadinha só a observar e até me entusiasmavam com um "vai-te a eles mãe!", "o truque está na manga!", ditos pelo J., porque a L. estava demasiado concentrada no seu desempenho, que não lhe estava lá muito favorável. O problema era mesmo o quadro das classificações, que não tinha nenhum espírito maternal e não sabe que os meninos TÊM que ter resultados iguais, e teve a grande lata de pôr uns a ganhar e outros a perder...!
Confesso que até eu estava com vontade de ganhar, quanto mais não seja para calar o pai que não se cansa de gozar a minha falta de jeito para desporto, mas não desperdiça uma oportunidade para me "atirar às feras". Juro que até consegui fazer um "strike" (eu nem sabia os que isso era) e nem eu queria acreditar!
A recordar: o estilo do J. a jogar, a euforia do G. a festejar ("dá cá 5 mãe"), a alegria da L., mesmo estando a perder, que dava vontade de soprar na bola para ela chegar até aos pinos.
Apesar de os resultados finais terem dado a vitória ao pai, que fez 2 "strikes" (estou a ficar boa nisto), o grande vencedor foi mesmo o G., que teve o desempenho mais constante, o melhor espírito desportivo e o que se divertiu mais! É definitivamente, um desportista em potência!!!