segunda-feira, 20 de maio de 2013

Almofada Dresden Plate


Preparamos um presente para dar as boas vindas a uma menina que conheceu um novo quarto, numa nova casa e com uma nova família, que abriu os braços e o coração para a receber.

Tem as suas cores preferidas e promete aconchegar-lhe o sono nas noites tranquilas que a esperam.





O modelo é o clássico dresden plate, iluminado pela perfeita combinação de cores da coleção Cameo, da Amy Butler, aqui com o Angelica Carmine nas pétalas e o Forget me not olive no centro e bordadura.
O fundo e traseiras em Natural Kona cotton compõem a combinação, acolchoada em linhas paralelas com Sulky cotton 30.



Parece que ela gostou!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Estojo de pincéis


A lista dos trabalhos pendentes já está a diminuir!


A Leonor já estava à espera deste estojo para pincéis para lá de muito tempo e uma manhã de domingo chegou para cumprir o prometido.

Depois deste para os lápis de cor e deste para as canetas coloridas, faltava o organizador de pincéis que, daqui a nada, já têm que ser substituídos.


O tecido exterior é uma preciosidade do Michael Miller, que tem sido muito poupadinho para as solicitações que o têm assediado.

O interior não podia deixar de ser um sólido kona cotton (red) e o bolso com riscas coloridas, todos da loja.



Tudo certinho, tudo arumadinho! Haja por aqui uma menina que entenda que cada coisa tem o seu lugar!



segunda-feira, 18 de março de 2013

Eu na tv

A propósito deste e deste texto, as memórias dos meus avós na tv:

Você na Tv


(aos 11:55m)

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Manta da Ema

Os bebés não param de nascer e parece que é disto que o nosso país precisa! 

Gente nova e de cabeça fresca, para agitar a estagnação em que nos vimos chegar.

Esta manta está à espera da Ema e oferece-lhe coisas doces em cada noite de sono.



Os tecidos são do sítio do costume (www.napontadagulha.com):


sweet stuff
jade green
cerise
O modelo desta manta é muito simples, em forma de medalhão. Apesar do incontornável rosa para a cercadura, escolhi o jade green para a primeira cercadura, para dar brilho e luz na união das cores. Eu costumo dizer que esta é aquela cor que "muda de cor" conforme o tecido que lhe juntamos. É um tecido imprescindível numa caixa de tecidos que se preze.

A parte de trás é florida, com os mesmos tons da frente e carrega consigo a riqueza das chitas tradicionais.



Mede cerca de 40" por 48" (1 m X 1,20 m).

Esta é da Ema, mas está disponível com estes ou outros tecidos mediante encomenda.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

tricotar em público



Dizem que está na moda tricotar em público! 

Há encontros, eventos e dias especiais. Nunca fui a nenhum e até gostava, mas para mim, tricotar em público não tem nada de especial. 

Sempre andei de saco com fios e agulhas, a passear o trabalho que ando a fazer no momento. às vezes com mais do que um, que é para poder variar conforme os humores e os ambientes. As horas de espera são tão longas e as revistas nas mesas tão desinteressantes, que tricotar é a minha opção de sempre. Se alguém está a ver, passa a ser público! Só assim é que a produção acontece, porque as horas em "privado" são demasiado curtas.

Agora sou vaidosa, muito vaidosa do saco que me acompanha. Estou sempre à procura do saco mais bonito dos sacos de pano que por lá param, mas ainda não tinha feito nenhum com esse propósito.

Quando vi este (square Bag, de Anita Peluso) decidi que ficaria na lista dos projetos a fazer e aqui está ele!

Tem o tamanho ideal porque não é demasiado grande para levar para todo o lado, e cabe lá tudo o que preciso, até uma pacote de bolachas para os meninos.

Neste momento traz a manta do Filipe, que vai crescendo lentamente à espera que ele chegue.

Fio Baby wool 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Groovy Quilt Along

Este é o novo projeto para a minha mesa de corte, a juntar-se a outros que por lá andam à espera de um par de horas.




É uma manta irresistível, planeada para vários tamanhos, em que dá vontade de agarrar os lápis de cor e experimentar todas as cores do arco-íris.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

precioso



Esperamos por um momento especial para oferecer a cada um dos nossos filhos um símbolo da profissão da nossa fé, que procuramos partilhar com eles em palavras, em atitudes e agora num pequeno objeto.

Por ocasião da primeira comunhão do Gonçalo e da profissão de fé da Leonor, prometemos a todos um presente especial e oferecemos-lhes um tesouro.

Guardados numa pequena bolsa, como verdadeiras preciosidades, esperamos que os terços que receberam os confortem e os fortaleçam nos momentos em que tenham necessidade de sentir Deus na pele.

Guardo o meu à cabeceira, que tantas vezes sossega as preocupações que me acompanham ao deitar, e que se vão suavizando à medida que as contas se desfiam por entre os dedos.




Já encontrei os deles debaixo da almofada. Parece que Deus já passou por lá!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

all star




Vem aí um bébé, a passo lento e tranquilo, para encher de risos uma casa nova e dar novo sentido ao nome de família. 

Vai ser a estrela da casa (all star), a dele e a nossa, de tão desejado que é pelos primos. 

Nos últimos tempos discutem os nomes, decidem os dias que vão cuidar dele e a cama onde ele irá dormir. Reviram as roupas do baú a escolher os fatinhos do bebé e ficam incrédulos quando percebem que já couberam dentro deles.

Ainda sem saber se é menino ou menina, estamos à sua espera, ansiosos por olhá-lo nos olhos e dizer-lhe o quanto somos felizes por ele existir.

E as boas vindas dão-se com cores alegres, como o vermelho, que parece que dá sorte e sorte, nunca é demais.

O desportivismo dos pais não nos deixou dúvidas na escolha dos primeiros sapatinhos, que só poderiam ser sapatilhas, com "cordões a sério", como dizia a nova mamã ao abrir a caixa do capitão américa.

Dentro da caixa, colocamos também boas energias e muita alegria de viver, para que a sua vida ilumine as nossas vidas!




O modelo das sapatilhas vem na última edição da marie claire idées e os fios são Universa, daqui.

quarta-feira, 14 de março de 2012

3,1415927

Mais precisamente 3,1415926535897932384626433832795028841971693993751058, também conhecido por Pi, faz hoje anos!
 
 

Porque hoje é dia 14 do 3 e o valor abreviado do pi é 3,14.

Houve festa de aniversário na turma da Leonor, e à conta disso, já fiz um bolo de chocolate para o convívio.

Ajudei-a a levar o bolo à sala e, pelo caminho, já se ouvia a cantar os parabéns. Nesse instante, alguém me perguntou:

- Então, a Leonor, faz anos hoje?- Não, é o Pi...!!!

Tenho que me habituar a estas bizarras e curiosas celebrações, ou eu não tivesse uma menina que come matemática ao pequeno almoço.

Haja sempre motivos para festejar! 

terça-feira, 13 de março de 2012

crescer




À medida que os meninos crescem, sinto que é cada vez mais difícil ser assertiva na sua educação.
Quando iam para o quarto pensar uns minutinhos, era bem mais fácil, para eles e para nós. Já se diz que o tempo é o melhor remédio e nestas ocasiões é melhor que qualquer ralhete ou uma surra bem aviada.
O tempo arrefece e refreia os ânimos e os estragos acabam por ser menores. Os problemas mingam e a consciência surge para distinguir o certo do errado.
Mas agora cresceram e mandá-los para o quarto "pensar" é coisa do passado. O isolamento, se alivia a tensão inicial, rapidamente se transforma em afastamento e alimenta o motivo que gerou o conflito. 
Se insistir, ainda me pedem que encoste a porta e ligue o rádio na RFM.
Mesmo com tão pequena diferença de idades, noto que o mais novo tem crescido com uma energia tal que toma vida própria do alto dos seus 8 anos. Cada contrariedade é um conflito aberto e cada repreensão uma batalha titânica. Quando me salta a tampa (e salta-me tantas vezes a tampa), ainda o aviso que está a perder a noção do perigo…
- Que perigo?-pergunta ele.
- O perigo de levares uma surra!
Mas é tempo perdido e energia desperdiçada, porque os irmãos não se educam pela mesma cartilha e o que era suficientemente persuasivo para uns, não roça os calcanhares do receio para outros.
Também o que se poderia esperar dos filhos quando os educamos para pensar e questionar, quando desenvolvemos o seu espírito crítico e os impedimos de aceitar um “porque sim”?! Há que ser criativo, sem deixar de ser determinado e o mais possível assertivo.
Com o G. tenho aprendido muito nesta nova abordagem da educação e da disciplina e esgoto todas as formas de disciplinar que a imaginação me permite.
Para já, vai funcionado e acabamos de sair gloriosamente de uma semana de castigo. Castigo não, “período de avaliação”, como lhe chamamos. Apesar da dificuldade em cumprir e das limitações que lhe foram impostas, ele mostrou ter percebido que tinha ultrapassado os limites e acatou pacientemente o decurso do tempo. É claro que tentou negociar e encurtar o tempo que ainda lhe restava sem direito a televisão, mas não desobedeceu nunca. É uma grande vitória!
Sobretudo, ganhamos tempo de qualidade, com jogos e histórias lidas a dois ao serão, passeios de bicicleta e jogos matraquilhos, onde me deu uma abada monumental. Faz-me pensar que, agora, sou eu que preciso de um “período de avaliação” e concluir que a televisão tem vindo a ser uma baby-sitter de péssima qualidade, enquanto me ocupo nos afazeres do fim de tarde.
No fim da semana, felizes com a forma que encontramos para resolver o problema, abraçamo-nos longamente.
- Parabéns filho, esta semana cresceste imenso!
- Pois foi, cresci no pensamento!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Gladíolo



O rapaz de bronze, de Sophia de Mello Breyner, é um dos livros que integram o plano curricular de língua portuguesa do 6º ano.
A Leonor esteve a estudar esta obra há um mês atrás e para a acompanhar, voltei a ler o livro.

Esta, como, de resto, todas as histórias de Sophia, é uma história fabulosa, com uma dinâmica inesperada porque se desenvolve na escuridão da noite, mas que transmite luz e cor em cada frase que relata a preparação da festa das flores. Os papéis invertem-se e os protagonistas da história são as flores do jardim da casa da Florinda, que vai embelezar a festa, colocando-se em cima de uma jarra, como se de uma verdadeira jarra de cristal se tratasse e a menina uma bela flor perfumada.


Há algum tempo atrás, a escola de dança onde a Leonor andava, apresentou um espetáculo com a adaptação desta obra à dança, onde ela dançou como flor de muget, o que tornou a história mais presente na sua memória.

Uma das perguntas da fichas de trabalho era a caracterização de cada uma das personagens, as flores, evidenciando os seus atributos e as suas preferências. 

Percorrendo o texto e retirando dele todas as particularidades de cada uma das flores,  havia uma que a atraía mais do que as outras, que lhe despertava mais interesse que qualquer outra flor, era o gladíolo.

Que engraçado, pensei eu, nem é uma flor especialmente bonita, comparada com uma tulipa ou uma orquídea ou mesmo uma flor de muget, de que tomou forma no espetáculo de dança.





Disse-me então que o que a tornava parecida com o gladíolo, era o mesmo gosto pelas festas e pela alegria de estar entre os amigos. Gosta de sair, de rir, de se divertir e de aproveitar todos os minutos que o dia, e a noite, lhe reservam.

A paixão que o gladíolo sente pelas outras flores, é o mesmo carinho que ela sente por todos os seus amigos, que rapidamente passam do estatuto de conhecidos a melhores amigos e para quem liberta esse seu perfume que irradia alegria. Para ela, todas as festas são imperdíveis e oportunidades únicas de estar com os amigos. Se pudesse, recebia em casa cada um deles e, de preferência, todos juntos.

Digo eu que, não sendo vaidosa como o gladíolo da história, não podia estar mais certa. 

A Leonor é um gladíolo lindo e perfumado, por dentro e por fora!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Aprender a tricotar com a Burda


A partir do final do mês de Fevereiro e durante todo o mês de Março, aos sábados, vou estar por aqui, para partilhar tudo aquilo que as agulhas me vão ensinando enquanto os novelos se desenrolam.




Faremos peças para vestir, para aquecer e para mimar aqueles que mais gostamos.

Vão ser momentos bem passados, com projetos novos todos os dias e espaço para muita criatividade!

Gostava de vos ver por lá!

   

domingo, 15 de janeiro de 2012

tempo de mudar

Um dia alguém partilhou comigo um pequeno hábito que mantinha diariamente ao deitar. Todas as noites, regista num caderno, uma coisa boa que lhe aconteceu durante esse dia: o sol da manhã, o pão fresco do pequeno almoço, o telefonema de um amigo, a conversa com um colega, um mimo de alguém... Depois, ao fim de alguns dias, semanas ou mesmo no final do ano, revia todas as coisas boas que, em cada um dos dias, lhe aconteceram e lhe foram dadas a receber, e dava graças por tanta fortuna da vida!

Esta conversa, no dia em que aconteceu, foi a "coisa boa" que recebi e uma das resoluções do novo ano. Desde o primeiro dia do ano, já registei para lá de uma dezena de coisas boas que recebi da vida e percebi o quão afortunada tenho sido. Ao olhar para os meus simples registos, reparo naquilo que valorizei durante o dia e, invariavelmente, o tempo é o termo comum a quase todos os dias. 

Faz-me feliz o tempo que pude dispensar ao deitar com um dos meninos, sem pensar que gostaria de ter estado os mesmos minutos com cada um dos 3, mas feliz por ter conseguido estar tranquilamente disponível com um deles durante aqueles preciosos minutos. 

O tempo que sobrou no fim do jantar para dar umas gargalhadas com uma peripécia do dia ou uma história recordada da nossa infância. Sem pensar no tempo que demoraram a sentar na mesa e na fita que correu para acabar a sopa.
 
Fiquei feliz pelo tempo que guardei, em horas para lá das horas, para finalmente atender a um pedido da minha mãe, que pacientemente me dá tanto do seu tempo, todos os dias. Não pensei no tempo que demorei a dar-lhe a atenção que merecia, mas feliz por ter conseguido fazê-la também feliz.

O tempo que dei a mim própria, numa massagem de relaxamento, num momento de alienação do tempo que corre sem parar e que espera de mim cada vez mais, em menos tempo.

O tempo para escrever este texto...

Num ano que se diz de mudança, que se agoira de final dos tempos, tão precocemente previsto por sábios povos como os Maias, sinto-o como um forte apelo à mudança, de atitude, de valores e de expectativas em relação à vida.

E os arautos dessa mudança são a nova geração que cresce à nossa vista, na nossa casa, e nos pede aquilo que lhes/nos faz mais falta, tempo para viver a vida que generosamente recebemos em cada dia, em doses de 24 h, para consumir moderadamente e em lenta absorção!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Pencil Holder


O primeiro modelo de costura da minha autoria foi publicado e está aqui!


Em resposta a uma proposta da Coats & Clark, desenvolvi um projeto de costura criativa, onde teria que criar estojo de lápis para crianças com tecidos alegres e apelativos. 

A pensar com as mãos, surgiu este modelo, que é fácil de executar e deixa espaço para usar a imaginação. Para miúdos ou graúdos, mudam-se os padrões e paleta de cores e cada modelo será novo e inconfundível.

Mais sensível aos gostos do mais pequenos, queria uma peça colorida e atrativa, mas fácil de usar e de guardar no meio do reboliço das mochilas.


Depois havia que escrever as instruções, acompanhadas de imagens ilustrativas do processo de execução. 

Espero que gostem tanto quanto eu gostei de o fazer!

Daqui a algum tempo será publicado um outro modelo, com cheiro de Natal, que irá invadir a casa com as cores quentes desta época e deixará os mais pequenos com vontade de o ver com os olhos que têm nas pontas dos dedos!

Fico ansiosamente a aguardar pela publicação para o poder partilhar!

Para quem quiser experimentar este estojo de lápis e alegrar os mais pequenos com um presente original e cheio de cor, poderá obter aqui o modelo gratuitamente (pdf).

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

oleado


Lá em casa a mesa está sempre posta! Para o pequeno almoço, o lanche da tarde e o jantar. Não há lugares fixos, porque a mesa é oval para caber sempre mais alguém. 

Nem sempre nos sentamos todos ao mesmo tempo, às vezes são 3, outras somos 4 e nos dias bons estamos os 5 à mesa do jantar.

Quando é preciso, também se podem acabar lá os trabalhos de casa ou pintam-se os desenhos "à larga", a aproveitar a luz que chega de fora.

Com tanto tráfego, a toalha da mesa era rapidamente trocada, congestionando irremediavelmente a linha de lavagem da roupa.

Mas este ano resolvemos o problema com esta toalha nova!



Com este tecido de algodão oleado da loja, juntei o útil ao agradável.
No design irrepreensível da Amy Butler, o tecido apresenta uma luminosidade única que regala a vista.


Cortei o tecido à medida (2,30 cm de comprimento) e apliquei um debrum em tecido de algodão a combinar com as cores da estampa. Escolhi o Cactus da Konna cotton e cortei tiras com cerca de 3,5 cm de largura. Uni-as umas às outras pelas pontas e apliquei a toda a volta do tecido, com a mesma técnica do binding dos quilts, mas pela ordem inversa: cosi a tira pelo avesso do tecido, fazendo os cantos em esquadria e virei para o direito. Deste lado, fiz uma bainha ao redor da toalha, com a mesma largura da beira do avesso, segurei com alfinetes e pespontei com linha de algodão da mesma cor.

A mesa da cozinha está agora à espera duma toalha nova, desta vez com este tecido, que foi o preferido do Gonçalo.

Para quem se atormenta com as memórias das toalhas de plástico da nossa infância, eu asseguro que esta não arrepia os pelos dos braços nem arranha as pernas.











segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Academia Anchor



Há uns anos atrás inscrevi-me na recém criada Academia Anchor, na Coats & Clark, aqui em Gaia, para aprender a bordar. 

Com a minha mãe aprendi a costura, o tricot e o crochet. Chegaram as crianças e tive vontade de explorar o ponto de cruz, mas faltava-me o bordado "sem esquadria" que tanto me fascinava nos lenços dos namorados.

Aprendi aí a bordar e a experimentar as belíssimas criações que um fio pode fazer num simples tecido.
Em bordado livre ou em ponto aberto, eram inúmeras as escolhas e as experiências partilhadas.

Nesta altura surgiu o convite para estar do outro lado da mesa e dividir com a Bia este gosto pelos fios e pelos tecidos. Com ela ficaram os bordados, as bainhas e os crivos "impossíveis" de imaginar. Comigo estava o tricot, o crochet e o patchwork. Ao longo de 3 anos partilhamos projetos, desenvolvemos técnicas, fizemos o enxoval dos bebés que nasciam neste grupo de avós, mães e filhas. Não havia programa estabelecido, projetos definidos nem níveis de aperfeiçoamento. Aprendiam-se novas técnicas, materializavam-se alguns desejos e a criação saia ao sabor do momento.

No entanto, no ano passado interrompi este trabalho por necessitar de uma pausa numa fase mais agitada da minha vida pessoal e profissional. 
Propus-me fazer atividades ocasionais (workshops) em áreas diversas e ideias não faltaram, mas este veio a ser um programa permanentemente adiado por mim, que acabei por me conceder um ano sabático.

Este ano decidi voltar à Academia, retomando o tipo de trabalho que tínhamos, ao sabor da vontade, da necessidade e dos gostos de cada uma. Entretanto, as agulhas não pararam e os tecidos tomaram novas formas e por isso, volto com ideias novas e projetos a vários "andamentos".

Se tiverem vontade de retomar as agulhas e os tecidos, a partir do próximo mês de  Novembro estarei com a Bia na Academia, aos sábados, no horário habitual, e levo comigo o tricot, o crochet e o patchwork para partilhar convosco.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

cheira a frio



Nos últimos tempos, em que viraram a nossa vida do avesso, a ver sobrar-nos cada vez mais mês no fim do dinheiro, parece que nem os meses sabem a que estação pertencem.

O calor estendeu-se mais do que podia, e seduz-nos para manter o ritmo das férias que já não temos.

Mas parece que o frio, finalmente, já está a chegar e com ele o cheiro a canela...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

coser as saudades

Nestas férias de Verão terminei, finalmente, uma manta para a cama do João.
Há mais de um ano, ele pediu-me para fazer uma manta para ele. Escolheu o modelo neste livro e as cores ao seu gosto, retiradas dos intensos sólidos das prateleiras da loja.



Animada pelo entusiasmo dele, logo de seguida cortei os moldes e depois os tecidos e planeie o trabalho.
No entanto, o ritmo dos dias trocou-me os planos e este trabalho juntou-se a tantos outros que acumulam pó nos sacos e caixas do quarto de costura.
Dia após dia, olhava para os tecidos prontos a coser sem tempo para lhes pegar e finalmente dar corpo àquele monte de tiras. O João perguntava-me insistentemente pela manta, com pena por não a ver crescer.
Com a consciência no chão, adiava o trabalho por isto e por aquilo, pelos presente de Natal e de aniversário e pelos milhões de coisas que se atravessam para fazer todos os dias.


Quando finalmente fiz o topo da manta, coloquei-a na cama para experimentar e reparei que era demasiado larga e curta para a cama dele.

Fiz, desfiz e refiz e voltou a ter forma, quase pronta para acolchoar.



Mas foi preciso o rapaz sair de casa para um acampamento de muitos dias, para me dar o empurrão que precisava. 

Enquanto pensava nele e na fantástica experiência que estava a viver, cosia as saudades com linha de algodão na manta que ele tanto desejava.


E aí, as horas rendiam e sobravam pela noite dentro, com o coração retalhado de uma mãe mimalha, que empurra os filhos para o mundo, a esconder uma lágrima no olho.



Ele regressou de lá novo, feliz, crescido e com uma manta nova para o cobrir nas noites de Verão.

Se calhar nada acontece por acaso e esta manta podia bem chamar-se "saudade"... 


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Patch Solidário 2011

Desta vez também vou participar no Patch solidário, este ano dedicado à Ajuda de Mãe




Vai ser uma excelente oportunidade de fazer o bem a fazer o que se gosta.

Obrigada às talentosas organizadoras que se veem dedicando a esta causa e que mobilizam o esforço de todas as participantes num objetivo tão bonito: dar aconchego ao sono dos bebés da Ajuda de Mãe.

Os blocos já tomaram o caminho e chegaram primeiro a Lisboa. Eu irei atrás!





sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Fui eu que fiz!

Em nossa casa, como certamente em todas as outras com gente lá dentro, há sempre muitas coisas para fazer.

Também aqui, como provavelmente nessas outras casas, o encargo maior fica por conta da "mãe" da casa que, para além de se encarregar pela sua gestão, executa grande parte das tarefas domésticas.

Foi sempre assim, e se calhar vai ser sempre assim, sem peso, sem mágoa, sem culpa. Acredito que faz parte da natureza das mulheres este empenho na busca da harmonia do espaço onde vivem, onde trabalham, onde estão e onde passam. É inato a qualquer mulher, colocar os objetos aos seu gosto e as rotinas ao seu jeito, mesmo as que rejeitam qualquer semelhança com o conceito de "fada-do-lar". Podemos resmungar, reclamar, protestar, mas no fim, o toque final é sempre nosso. 


Isto é o que me parece, que não sou homem, mas pelas amostras que tenho em casa dizem-me que deve ser mesmo assim.


Sem lamentos nem constrangimentos, que este blog não tem espaço para isso, digo que também estamos muito bem assim!


Na verdade, mesmo que a sensibilidade não desperte, nem o género facilite, o dever obriga e todos somos chamados ao esforço comum, mulheres e homens, meninas e meninos.


Com a chegada da "troika", o plano de contenção da despesa também se aplicou em nossa casa e houve necessidade de distribuir novas tarefas que chegam bem para todos.


O grosso dos trabalhos está a cargo dos graúdos, mas os miúdos assumiram igualmente funções muito importantes na organização da casa. Ainda que não apeteça, nem a preguiça permitam, não deixam de desempenhar com zelo e boa cara. Até porque, se não o fizerem, mais ninguém o fará. Foi este o acordo de família!


Se a Leonor não regar as plantas, elas murcham, se o João não levar o lixo lá fora, fica a cheirar mal cá dentro e se o Gonçalo não tirar a roupa dos cestos da roupa suja, ela nunca aparecerá limpa nas gavetas.


Aos poucos, vão sentindo que são parte de uma engrenagem que só funciona se todos fizermos um esforço. Afinal, só poderemos usufruir da companhia uns dos outros, a conversas, a brincar ou simplesmente a "estar", se tivermos concluído as tarefas de que nos encarregamos.


Mesmo que possa parecer repetitivo, cansativo e entediante colaborar, às vezes também é desafiante e eles vão sentindo que estão a crescer e que podem cuidar da família tão bem como os pais. 


Em tempo de férias, sem os deveres da escola a ocupar-lhes demasiado o tempo, têm ousado outras experiências em casa, para além das tarefas da "escala". O João já faz algumas vezes o jantar, ainda que sejam os pratos que ele mais aprecia, mas também não poderiam ser só desvantagens e tem-se saído muito bem, folgando-me uns preciosos minutos no fim do dia. 


Agora a Leonor também se juntou na cozinha e fez há dias a sua primeira sopa que, para ela, foi a sopa mais saborosa que alguma vez comeu. 


O Gonçalo deita a mão na massa para moldar uns apetecíveis biscoitos de canela.

Nesses dias a refeição é muito mais saborosa porque, dizem eles:
- Fui eu que fiz!